‘Nada a declarar’ é a frase mais dita por Renato Duque na CPI da Petrobras | Boqnews
‘Nada a declarar’ é a frase mais dita por Renato Duque na CPI da Petrobras
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (Fotos Públicas)
19 de março de 2015

‘Nada a declarar’ é a frase mais dita por Renato Duque na CPI da Petrobras

 

O ex-diretor da Petrobras presta depoimento na CPI da Petrobras, mas limita-se a dizer frases como 'nada a declarar' e 'vou ficar calado'

O ex-diretor da Petrobras presta depoimento na CPI da Petrobras, mas limita-se a dizer frases como ‘nada a declarar’ e ‘vou ficar calado’

Apesar de declarar que iria ficar calado durante todo depoimento que presta neste momento junto à audiência pública da CPI da Petrobras, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque disse que a esposa dele não conhece o ex-presidente Lula e nem o tesoureiro do Instituto Lula Paulo Okamotto. A única resposta que o ex-diretor da Petrobras concordou em dar à CPI da Petrobras, depois de duas horas de depoimento em que optou por permanecer calado, foi para negar informação publicada em um blog da revista Veja de que ele foi solto da prisão no final do ano passado depois da intervenção de Lula junto ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. Ele também afirmou que desconhece o doleiro Alberto Youssef, o que provocou risos de parlamentares.

Deputado Izalci (PSDB-DF) perguntou a Duque se a informação da revista era verdadeira. “Minha esposa nunca esteve com o presidente Lula, nem com Okamotto. Não conhece e nunca conheceu”, disse Duque, que, durante todas as outras perguntas, preferiu manter-se em silêncio.

Segundo o blog de Felipe Moura Brasil, a esposa de Duque teria procurado Lula e Okamotto e ameaçado delatar o envolvimento do ex-presidente na corrupção da Petrobras se Duque não fosse libertado.

Duque explicou que iria contrariar a orientação de seu advogado de ficar calado e responder a pergunta diante das ameaças da CPI de convocar sua mulher. “Estou entendendo como uma ameaça”, disse.

Ofensa

O ex-diretor  se mostrou ofendido ao ser confundido com o ex-gerente da estatal Pedro Barusco durante depoimento à CPI da Petrobras.

Depois de quase duas horas de depoimento, em que ele se recusou a responder todas as perguntas feitas pelos deputados, a única frase do ex-diretor da Petrobras que fugiu à variação de “calo-me por direito” foi: “Não me confunda com Pedro Barusco”.

Ele disse isso durante pergunta feita pelo sub-relator da CPI, deputado Altineu Cortes (PR-RJ), que apelou para o exemplo de Barusco, que concordou em fazer uma delação premiada a respeito das irregularidades na Petrobras. “O senhor será marcado como um dos maiores corruptos do Brasil. Vai ser máscara de carnaval. O senhor está perdendo uma oportunidade. Sua esposa e seus filhos vão passar um grande constrangimento para o resto da vida”, disse o deputado, antes de chamá-lo de Barusco por engano.

Barusco, em depoimento à CPI, disse que começou a dividir propinas com Renato Duque em 2007, quando a Petrobras fez um contrato com a empresa holandesa SBM para o fornecimento de um navio-plataforma chamado P57, no valor de R$ 1,25 bilhão. Barusco era então gerente-executivo de Engenharia e recebeu 1% do total entre 2007 e 2010. Segundo ele, a propina paga pelas empresas contratadas pela Petrobras era dividida da seguinte maneira: metade ia para ele e Renato Duque e a outra metade ia para João Vaccari Neto, tesoureiro do PT. Barusco disse que, na época, era amigo de Duque.

Da Redação
Agência Câmara, Da Redação
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