A leitura amplia o conhecimento e ativa a imaginação. E os melhores espaços para este hábito deveriam ser as bibliotecas, com seus ricos acervos. Em Santos, existem sete espaços públicos, que abrigam um acervo de aproximadamente 140 mil títulos, entre livros, gibis, jornais, revistas...
Se no passado elas eram visitadas com mais veemência, com os anos isso se tornou prática apenas para poucos. Para muitos especialistas. o segredo para atrair o público é a imaginação - com projetos simples como a realizada pela Gibiteca, com a realização de encontros e bate-papos - e a modernização.
De acordo com o professor Aristides Brito, membro da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento, as bibliotecas devem se transformar em grandes centros multimídias, um ponto de encontro entre leitor e autor. "Aquela biblioteca silenciosa dará espaço a grandes centros culturais. Isso tudo, com a possibilidade de transmissão online para qualquer canto do mundo. Ou seja, a biblioteca do bairro vai ser global, levando cultura local para o mundo, via tecnologia e internet.
E Santos deve ter novidades para os próximos anos. De acordo com o secretário de Cultura, Raul Christiano, a Biblioteca Municipal Alberto Sousa deve mudar de endereço e entrar neste novo conceito. "Queremos que Santos se transforme na Capital da Leitura. Por isso, estamos desenvolvendo o projeto de modernização das bibliotecas. Duas mudanças essenciais já aconteceram: a Silvério Fontes, que agora funciona no Centro Cultural da Zona Noroeste, e a de Artes, que está no Cais Milton Teixeira", explica.
Em primeira mão, o secretário disse que o projeto principal é levar a Alberto Sousa para o prédio restaurado da Sabesp, próximo ao Orquidário, e transformar o local em um espaço que aliará cultura e tecnologia. "Formalizamos o pedido com a Sabesp na terça-feira (15) e estamos esperando o retorno. Caso a resposta seja positiva, iremos levar a biblioteca para lá já no conceito mais moderno, trazendo além de livros também e-books. No mesmo local, também iremos trazer a primeira unidade descentralizada do Museu da Língua Portuguesa. A ideia é atrair o público para que fiquem horas no espaço. Estamos animados com este projeto, cuja meta é estar pronto até 2015, caso seja neste espaço", revelou.
Ainda segundo ele, a prefeitura tem a intenção de incentivar a leitura com outros projetos como o de disponibilizar livros em todos departamentos públicos, como os prontos-socorros. Outro programa é o Bibliopraia, que será uma espécies de trailer com livros onde as pessoas poderão pegar. "Estamos orçando também um projeto de bicicloteca para disponibilizar livros por toda a Cidade", explicou.
Do papel às telas
O mundo digital só tem a contribuir, acredita Conceição Dante, coordenadora do Proler na Baixada Santista. "Os jovens nunca leram tanto como agora". De acordo com Conceição, são muitos os textos disponíveis na web e os jovens e crianças estão lendo como nunca. "De uma maneira mais dinâmica, mas estão lendo", ressalta.
O professor Aristides Brito também acredita que a tecnologia veio a somar. "São conteúdos diferenciados e muito mais interessantes para os leitores que hoje são mais dinâmicos e "multi-tela". Ninguém mais fica de frente para uma televisão assistindo apenas a um único programa como na década de 90". Hoje, os jovens - ou as crianças - estão na frente de um tv, digitando no smartphone, fazendo uma lição de casa no notebook e conversando nas redes sociais ao mesmo tempo. "Isso está fazendo com que a programação da TV se transforme e vai fazer com que as editoras tenham projetos editoriais multimídias em todos os sentidos". Conforme ele, não serão livros animados apenas, mas conectados com as redes sociais, onde existirão fóruns de discussão sobre aquela obra e que irão influenciar os próximos títulos daqueles autores, incluindo aí o próprio "livro" didático", explica.
Para Aristides, a mudança do papel para o mundo digital é grande para quem é da geração do papel como muitos dos professores, mas uma pequena mudança para quem já nasceu com smartphones e outros dispositivos ao seu redor.
"A transformação de plataforma, com o livro tradicional no papel estático gera um tipo de interação mais limitada, porém a imaginação do leitor é mais estimulada, pois ele vai criar a voz dos personagens, o biotipo e outras características". Já nas novas plataformas, com os e-books, eles já vêm com sons, imagens de personagens e logicamente "impõem" essas características. Outra questão é a possibilidade de projetar uma obra aberta, onde o autor poderá interagir com mecanismos online, onde ele poderá mudar o final da história ou algo assim. "Uma possibilidade que no impresso é impossível", conta.
Nas escolas
De acordo com Conceição Dante, em primeiro lugar o incentivo à leitura deve vir da família. Foi assim que ela mesmo tomou gosto pelos livros. Depois vem o papel da escola, fundamental para despertar o hábito da leitura de quem ainda não recebeu a base em casa e também de dar continuidade para a formação de alunos já leitores. "Ter criatividade é fundamental nesta hora para a elaboração de projetos, além de ter uma equipe que trabalha junto. Bibliotecárias e professores precisam se unir neste processo, além do poder público que precisa dar mais atenção. O processo é difícil, mas o segredo é não desistir", ressalta.
Trabalhando há cinco como bibliotecária na Seduc, Maria Cristina Vinevi também acredita neste conceito. De acordo com ela, em Santos todas as 40 escolas de rede pública possuem bibliotecas e auxiliares da área, que desenvolvem projetos para incentivar os alunos a frequentar o espaço, estimulando a leitura. "Acredito que o hábito de visitar a biblioteca caiu com o surgimento das tecnologias, mas a partir do momento que começamos a utilizar de maneira inteligente as ferramentas a nosso favor conseguimos atrair estes jovens e hoje o número é animador". Todos os projetos estão disponibilizamos no
portal da Seduc.
Nas escolas, por exemplo, Maria destaca que o número de leitores aumentou. "Antes, a média era de 12 livros por ano por aluno. Hoje são cinco por mês", conta, animada. O objetivo agora é promover estes espaços nas escolas infantis, desenvolvendo projetos com os pequenos que ainda não sabem ler, mas que já podem desenvolver o gosto com o simples ato de ouvir histórias e ter contato com os livros", explica.
A bibliotecária Maria Helena de Barros Antunes, que já atuou em biblioteca universitária, acredita que é importante provocar os jovens para que eles leiam mais. Atualmente, ela oferece consultoria para bibliotecas escolares e universitárias no intuito exatamente de provocar e trazer as pessoas para dentro do espaço. "Nossa principal falha está sendo no Ensino Médio e nas escolas particulares, que pouco trabalham a leitura e o hábito de ir às bibliotecas".
Bibliotecas em Santos
Sociedade Humanitária do Comércio de Santos
Praça José Bonifácio, 59, Centro Histórico.De segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas. Informações: (13) 3223-1857. O acervo é de aproximadamente 40 mil livros
Alberto Sousa
Praça José Bonifácio, 59, Centro Histórico. De segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas. Informações: (13) 3222-2210. Acervo é de aproximadamente 35 mil livros
Artes Cândido Portinari
Cais Milton Teixeira (av. Rangel Pestana, 150, Vila Mathias). O acervo é de 7.500 publicações
Municipal Mário Faria
Av. Bartolomeu de Gusmão, s/nº – Aparecida (Posto 6). De segunda a sexta-feira, das 9 às 19 horas, e sábado e domingo, das 9 às 13 horas. Telefone: (13) 3231-8713. Acervo é de 16.500 livros
Dr. Silvério Fontes
Centro Cultural da ZN (av. Afonso Schmidt, s/nº, Areia Branca). De segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h. Acervo é de 13 mil
Plínio Marcos
Praça das Palmeiras, s/nº, Caruara. De segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas, e sábado, das 10 às 16 horas. Informações: (13) 3219-6019. Acervo é de 4.200 publicações
José Teixeira
Centro Turístico, Esportivo e Cultural do Morro São Bento (Rua São Luís, s/nº, Morro São Bento). De segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas. Telefone: (13) 299-5736. Acervo é de 2000 publicações
Gibiteca Marcel Rodrigues Paes
Av. Bartolomeu de Gusmão, s/n, Posto 5. De segunda a sábado, das 9 às 19 horas, e domingo, das 9 às 13 horas. Telefone: (13) 3288-1300. Acervo de 20 mil gibis.
Hemeroteca Roldão Mendes Rosa
Av. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias. De segunda a sexta-feira, das 8 às 19h, e sábado, das 8 às 14h. Telefone: (13) 3226-8000. Possui 110 mil periódicos, de 1850 até hoje.
A leitura amplia o conhecimento e ativa a imaginação. E os melhores espaços para este hábito deveriam ser as bibliotecas, com seus ricos acervos. Em Santos, existem sete espaços públicos, que abrigam um acervo de aproximadamente 140 mil títulos, entre livros, gibis, jornais, revistas…
Se no passado elas eram visitadas com mais veemência, com os anos isso se tornou prática apenas para poucos. Para muitos especialistas. o segredo para atrair o público é a imaginação – com projetos simples como a realizada pela Gibiteca, com a realização de encontros e bate-papos – e a modernização.
De acordo com o professor Aristides Brito, membro da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento, as bibliotecas devem se transformar em grandes centros multimídias, um ponto de encontro entre leitor e autor. “Aquela biblioteca silenciosa dará espaço a grandes centros culturais. Isso tudo, com a possibilidade de transmissão online para qualquer canto do mundo. Ou seja, a biblioteca do bairro vai ser global, levando cultura local para o mundo, via tecnologia e internet.
E Santos deve ter novidades para os próximos anos. De acordo com o secretário de Cultura, Raul Christiano, a Biblioteca Municipal Alberto Sousa deve mudar de endereço e entrar neste novo conceito. “Queremos que Santos se transforme na Capital da Leitura. Por isso, estamos desenvolvendo o projeto de modernização das bibliotecas. Duas mudanças essenciais já aconteceram: a Silvério Fontes, que agora funciona no Centro Cultural da Zona Noroeste, e a de Artes, que está no Cais Milton Teixeira”, explica.
Em primeira mão, o secretário disse que o projeto principal é levar a Alberto Sousa para o prédio restaurado da Sabesp, próximo ao Orquidário, e transformar o local em um espaço que aliará cultura e tecnologia. “Formalizamos o pedido com a Sabesp na terça-feira (15) e estamos esperando o retorno. Caso a resposta seja positiva, iremos levar a biblioteca para lá já no conceito mais moderno, trazendo além de livros também e-books. No mesmo local, também iremos trazer a primeira unidade descentralizada do Museu da Língua Portuguesa. A ideia é atrair o público para que fiquem horas no espaço. Estamos animados com este projeto, cuja meta é estar pronto até 2015, caso seja neste espaço”, revelou.
Ainda segundo ele, a prefeitura tem a intenção de incentivar a leitura com outros projetos como o de disponibilizar livros em todos departamentos públicos, como os prontos-socorros. Outro programa é o Bibliopraia, que será uma espécies de trailer com livros onde as pessoas poderão pegar. “Estamos orçando também um projeto de bicicloteca para disponibilizar livros por toda a Cidade”, explicou.
Do papel às telas
O mundo digital só tem a contribuir, acredita Conceição Dante, coordenadora do Proler na Baixada Santista. “Os jovens nunca leram tanto como agora”. De acordo com Conceição, são muitos os textos disponíveis na web e os jovens e crianças estão lendo como nunca. “De uma maneira mais dinâmica, mas estão lendo”, ressalta.
O professor Aristides Brito também acredita que a tecnologia veio a somar. “São conteúdos diferenciados e muito mais interessantes para os leitores que hoje são mais dinâmicos e “multi-tela”. Ninguém mais fica de frente para uma televisão assistindo apenas a um único programa como na década de 90″. Hoje, os jovens – ou as crianças – estão na frente de um tv, digitando no smartphone, fazendo uma lição de casa no notebook e conversando nas redes sociais ao mesmo tempo. “Isso está fazendo com que a programação da TV se transforme e vai fazer com que as editoras tenham projetos editoriais multimídias em todos os sentidos”. Conforme ele, não serão livros animados apenas, mas conectados com as redes sociais, onde existirão fóruns de discussão sobre aquela obra e que irão influenciar os próximos títulos daqueles autores, incluindo aí o próprio “livro” didático”, explica.
Para Aristides, a mudança do papel para o mundo digital é grande para quem é da geração do papel como muitos dos professores, mas uma pequena mudança para quem já nasceu com smartphones e outros dispositivos ao seu redor.
“A transformação de plataforma, com o livro tradicional no papel estático gera um tipo de interação mais limitada, porém a imaginação do leitor é mais estimulada, pois ele vai criar a voz dos personagens, o biotipo e outras características”. Já nas novas plataformas, com os e-books, eles já vêm com sons, imagens de personagens e logicamente “impõem” essas características. Outra questão é a possibilidade de projetar uma obra aberta, onde o autor poderá interagir com mecanismos online, onde ele poderá mudar o final da história ou algo assim. “Uma possibilidade que no impresso é impossível”, conta.
Nas escolas
De acordo com Conceição Dante, em primeiro lugar o incentivo à leitura deve vir da família. Foi assim que ela mesmo tomou gosto pelos livros. Depois vem o papel da escola, fundamental para despertar o hábito da leitura de quem ainda não recebeu a base em casa e também de dar continuidade para a formação de alunos já leitores. “Ter criatividade é fundamental nesta hora para a elaboração de projetos, além de ter uma equipe que trabalha junto. Bibliotecárias e professores precisam se unir neste processo, além do poder público que precisa dar mais atenção. O processo é difícil, mas o segredo é não desistir”, ressalta.
Trabalhando há cinco como bibliotecária na Seduc, Maria Cristina Vinevi também acredita neste conceito. De acordo com ela, em Santos todas as 40 escolas de rede pública possuem bibliotecas e auxiliares da área, que desenvolvem projetos para incentivar os alunos a frequentar o espaço, estimulando a leitura. “Acredito que o hábito de visitar a biblioteca caiu com o surgimento das tecnologias, mas a partir do momento que começamos a utilizar de maneira inteligente as ferramentas a nosso favor conseguimos atrair estes jovens e hoje o número é animador”. Todos os projetos estão disponibilizamos no
portal da Seduc.
Nas escolas, por exemplo, Maria destaca que o número de leitores aumentou. “Antes, a média era de 12 livros por ano por aluno. Hoje são cinco por mês”, conta, animada. O objetivo agora é promover estes espaços nas escolas infantis, desenvolvendo projetos com os pequenos que ainda não sabem ler, mas que já podem desenvolver o gosto com o simples ato de ouvir histórias e ter contato com os livros”, explica.
A bibliotecária Maria Helena de Barros Antunes, que já atuou em biblioteca universitária, acredita que é importante provocar os jovens para que eles leiam mais. Atualmente, ela oferece consultoria para bibliotecas escolares e universitárias no intuito exatamente de provocar e trazer as pessoas para dentro do espaço. “Nossa principal falha está sendo no Ensino Médio e nas escolas particulares, que pouco trabalham a leitura e o hábito de ir às bibliotecas”.
Bibliotecas em Santos
Sociedade Humanitária do Comércio de Santos
Praça José Bonifácio, 59, Centro Histórico.De segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas. Informações: (13) 3223-1857. O acervo é de aproximadamente 40 mil livros
Alberto Sousa
Praça José Bonifácio, 59, Centro Histórico. De segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas. Informações: (13) 3222-2210. Acervo é de aproximadamente 35 mil livros
Artes Cândido Portinari
Cais Milton Teixeira (av. Rangel Pestana, 150, Vila Mathias). O acervo é de 7.500 publicações
Municipal Mário Faria
Av. Bartolomeu de Gusmão, s/nº – Aparecida (Posto 6). De segunda a sexta-feira, das 9 às 19 horas, e sábado e domingo, das 9 às 13 horas. Telefone: (13) 3231-8713. Acervo é de 16.500 livros
Dr. Silvério Fontes
Centro Cultural da ZN (av. Afonso Schmidt, s/nº, Areia Branca). De segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h. Acervo é de 13 mil
Plínio Marcos
Praça das Palmeiras, s/nº, Caruara. De segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas, e sábado, das 10 às 16 horas. Informações: (13) 3219-6019. Acervo é de 4.200 publicações
José Teixeira
Centro Turístico, Esportivo e Cultural do Morro São Bento (Rua São Luís, s/nº, Morro São Bento). De segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas. Telefone: (13) 299-5736. Acervo é de 2000 publicações
Gibiteca Marcel Rodrigues Paes
Av. Bartolomeu de Gusmão, s/n, Posto 5. De segunda a sábado, das 9 às 19 horas, e domingo, das 9 às 13 horas. Telefone: (13) 3288-1300. Acervo de 20 mil gibis.
Hemeroteca Roldão Mendes Rosa
Av. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias. De segunda a sexta-feira, das 8 às 19h, e sábado, das 8 às 14h. Telefone: (13) 3226-8000. Possui 110 mil periódicos, de 1850 até hoje.