PIX: a facilidade da ferramenta e os cuidados com os golpes | Boqnews
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26 de fevereiro de 2021

PIX: a facilidade da ferramenta e os cuidados com os golpes

A cada inovação da tecnologia para gerar facilidade e menos burocracia surgem também novos perigos e golpes. O PIX, criado pelo Banco Central, é um pagamento instantâneo, assim a ferramenta permite a transferência bancária por conta corrente, poupança ou conta de pagamento pré-pago.

O serviço foi disponibilizado para a população no dia 16 de novembro do ano passado, com expectativa de ser algo inovador para o mercado financeiro, o que de fato foi confirmado. Em três meses, o PIX movimentou mais de R$ 160 bilhões no País.

Sendo, que aproximadamente 65 milhões de brasileiros já usaram a ferramenta. Dessa forma, o Banco Central quer modernizar o sistema de forma gradual ao longo de 2021. Para se ter uma ideia, mais de 700 instituições financeiras estão interessadas e já cadastradas para operar o PIX.

Pix movimentou bilhões em pouco tempo/ Foto: Divulgação

Ferramenta Popular

Em pouco tempo, o PIX caiu nas graças da população, já que a correria habitual do dia a dia traz dor de cabeça aos trabalhadores.

Com a ferramenta, as transferências ficaram ainda mais fáceis de serem realizadas em qualquer horário do dia. Outro ponto interessante é que não há pagamento de taxa, como nos depósitos de uma conta para outra em bancos diferentes.

Para a jovem Ana Beatriz, a ferramenta facilitou a vida e veio para ficar. “Eu adotei o PIX desde quando ele começou a ser implantado, principalmente quando compro produtos de pequenas empresas que aceitam esta fórmula de pagamento”, enfatizou Ana, que também salientou usar o PIX para fazer transferências aos amigos.

Além disso, a internet e as redes sociais ajudaram a deixar o PIX mais popular, pois os usuários acabam usando a plataforma para brincadeiras e memes.

Perigos e Golpes

Logicamente, o PIX não ficou de fora dos perigos da tecnologia. Em pouco tempo os golpistas já criaram fórmulas para aplicar os crimes. Nesta semana, a Federação Brasileira de Bancos (Febran) divulgou uma lista dos golpes mais comuns por meio do PIX. Entre eles, está o golpe da clonagem por Whatsapp, onde os criminosos enviam uma mensagem pelo aplicativo fingindo ser de empresas em que a vítima tem cadastro.

Outro golpe comum é o da engenharia social também pelo Whatsapp. Os golpistas escolhem uma vítima, utilizam a foto em redes sociais, e conseguem descobrir números de celulares dos contatos da pessoa. Com um novo número de celular, é possível mandar mensagem para amigos e familiares da vítima, alegando que teve de trocar de número devido a algum problema, como, por exemplo, um assalto. A partir daí, é solicitada uma transferência via Pix.

O Bug do Pix também é muito usado por criminosos. Eles compartilham mensagens em redes sociais que o aplicativo está com problema e por isso é possível dobrar o valor. Além disso, a Febabran ainda destacou que a pandemia da Covid-19 colaborou com os casos de crimes virtuais.

De acordo com o advogado especialista em Direito do Consumidor, Rafael Quaresma, as pessoas devem ficar atentas aos dados pessoais, em especial, os que permitem as transferências eletrônicas. “É importante não fornecer informações pessoais, pois é por meio dos dados que os golpes e as aplicações de fraudes acontecem. O banco não manda mensagem ou solicita um código pelo Whatsapp. Quando a pessoa entrega os dados acaba ‘dando de bandeja’, aquilo que é mais valioso”, destacou Quaresma. Por fim, o advogado enfatizou que pelo PIX ser uma ferramenta nova, o número de golpes pode ser significativo.

Da Redação
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