Polícia Federal prende três suspeitos de pedofilia em Santos, Guarujá e PG | Boqnews
Foto: Divulgação Pedofilia

Operação Glasnost

25 DE JULHO DE 2017

Polícia Federal prende três suspeitos de pedofilia em Santos, Guarujá e PG

Entre os mais de 30 criminosos que já foram presos durante a operação Glasnost II estão funcionários públicos, professores, médicos e estudantes.

Por: Com apoio Agência Brasil - Daniel Isaia
Da Redação

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Pedofilia

Polícia Federal prendeu mais de 30 suspeitos, vários deles com nível superior

A Polícia Federal deflagrou hoje (25) no Brasil a Operação Glasnost II para combater crimes relacionados à difusão de material contendo pornografia infantil na internet e abusos sexuais de crianças e adolescentes.

Na Baixada Santista, a Delegacia de Polícia Federal em Santos prendeu três suspeitos tendo obtido junto à Justiça Federal de Santos e de São Vicente a expedição de cinco mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva pela prática de crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código Penal (CP).

Equipes policiais deram cumprimento aos citados mandados judiciais em Santos, Guarujá, Praia Grande, São Paulo e Carapicuíba, obtendo como resultado a prisão em flagrante dos três suspeitos, a apreensão de diversos dispositivos de informática, além de documentos de interesse às investigações.

Em relação a dois presos foram arbitradas fianças, de acordo com a previsão legal, respondendo ambos em liberdade pela prática dos delitos previstos nos artigos 241-A e 241-B, do ECA.

Contra o terceiro autuado, contra o qual também pesam indícios da prática do crime de estupro de vulnerável, além de outros, foi dado cumprimento de mandado de prisão preventiva, sendo o preso encaminhado ao sistema prisional.

A Delegacia Regional da PF informa que continua investigando casos de crianças e adolescentes da Baixada Santista, vítimas de abusos sexuais, e que tenham sido expostas em tal condição criminosa na rede mundial de computadores.

No Brasil

A segunda fase da Operação Glasnost foi deflagrada hoje (25) em 14 estados para combater o compartilhamento na internet de material pornográfico envolvendo menores.

A informação foi dada pelo delegado federal Flávio Augusto Palma Setti, que coordenou a operação a partir da Superintendência Regional da PF no Paraná.

Durante o monitoramento do site russo onde ocorria a troca de material com pornografia infantil, a investigação localizou casos em que os abusos estavam efetivamente acontecendo — o que levou a PF a tomar medidas drásticas para proteger as vítimas.

“Todos esses desdobramentos foram feitos sem qualquer tipo de referência à operação, porque não era interessante que soubessem que aquele ambiente continuava a ser monitorado. Em todos os casos, houve identificação de abusadores e vítimas. Os abusadores estão presos”, informou Setti.

O delegado chamou a atenção para o fato de que, em muitos casos, o abuso era cometido por parentes das vítimas e em períodos extensos, como aconteceu em Praia Grande, no litoral paulista.

“Achamos imagens dessa criança desde os 2 ou 3 anos de idade e essas imagens seguiram até a criança completar 8 anos. Ou seja, essa criança foi abusada pelo próprio pai durante vários anos. Os abusos eram praticados na casa da avó da menina, sem conhecimento de mais ninguém. Depois da prisão, ficamos sabendo que os abusos pararam porque o criminoso ficou com medo de que a menina contasse para as amigas. Se não fosse por isso, os abusos teriam continuado”, disse o delegado.

Presos

Entre os mais de 30 criminosos que já foram presos estão funcionários públicos, professores, médicos e estudantes. Pelo menos 15 vítimas foram localizadas pela investigação. Os nomes das pessoas envolvidas não serão divulgados pela PF para proteger a identidade das crianças abusadas.

O monitoramento do ambiente virtual também permitiu a identificação de criminosos de outras partes do mundo. “Identificamos americanos, franceses, russos, pessoas de vários locais diferentes.

Essas informações foram todas encaminhadas para os respectivos países, via Interpol ou via contato direto com as polícias desses países, para seguimento da investigação das pessoas que não são brasileiras”, explicou Setti.

A segunda fase da Operação Glasnost mobiliza cerca de 350 agentes da PF em 51 municípios nos estados do Paraná, de Santa Catarina,do Rio Grande do Sul, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, de Goiás, do Ceará, de Pernambuco, da Bahia, do Maranhão, do Piauí, do Pará e de Sergipe.

 

(*) com apoio da Agência Brasil

 

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