Quando crescer, quero ser….
Todo estudante tem uma afinidade maior com algum tipo de disciplina escolar. Normalmente, a partir dessa identificação e afinidade para Humanas, Exatas ou Biológicas é que o estudante vai se direcionar para sua profissão. Porém, algumas profissões são tendência mundial. De acordo com o professor e responsável pela AEOM Vestibulares, Marcelo Polachinni, as carreiras mais procuradas pelos estudantes para prestar vestibular ainda são as tradicionais, como Engenharia, Direito e Medicina. “Mesmo com as notas de corte cada vez mais altas, ainda sim, a demanda é grande”, afirma.
Em relação aos novos cursos, o professor afirma que há uma boa demanda na região aos cursos de Petróleo e Gás, assim como também os de Engenharia do Meio Ambiente e Gestão Ambiental. “A demanda só não é maior pelo fato de haver uma rotatividade e uma certa insegurança pelos estudantes no mercado de trabalho futuro”, conta.
De acordo com um dos mais concorridos vestibulares do País, o da Unicamp, dentre os dez cursos mais concorridos, Medicina ocupa a primeira colocação, com 12.584 candidatos, resultando em 114,4 candidatos por vaga. Em seguida, vêm as carreiras de Arquitetura e Urbanismo (82,03 c/v), Medicina (Ribeirão Preto) (68,56 c/v), Engenharia Civil (47,39 c/v), Comunicação Social e Midialogia (42,47 c/v), Engenharia Química – Integral (41,48 c/v), Ciências Biológicas – Integral (35,16 c/v), Engenharia de Produção (33,68 c/v), Geologia (30,9 c/v) e Farmácia (23,95 c/v).
O bom profissional
Polachinni ressalta que a boa escolha da profissão está relacionada ao gosto e interesse do estudante, assim como seu esforço. “Não existe a melhor profissão, mas o bom profissional”, afirma. Para ele, os alunos têm o hábito de relacionar a escolha da profissão pelo ganho financeiro. “A escolha deve ser bem feita, pois se o estudante quiser seguir realmente na profissão, isso vai significar a escolha de passar cerca de um terço do dia trabalhando. Portanto, é muito importante analisar o que se realmente quer”, conta.
O professor conta que, independentemente da instituição de ensino ou do curso, é o aluno interessado que conquistará seu espaço no mercado de trabalho após sua formação. “Para isso a pessoa deve ser pró-ativa e não parar de estudar. Sempre deve fazer uma ‘reciclagem’. Caso isso não aconteça, o profissional acaba perdendo espaço para candidatos com maior potencial”, finaliza.