Na primeira reunião ministerial, hoje (6), com a presença dos 37 ministros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a união entre todos.
Com isso, ele quer acabar com as “brigas familiares” motivadas pela polarização política.
Assim, cobrou respeito às leis e à Constituição e uma boa relação com o Congresso Nacional.
“Eu vou fazer a mais importante relação com o Congresso que eu já fiz”, garantiu.
Neste sentido, o presidente disse que os ministros devem atender bem os parlamentares.
“Não mandamos no Congresso, dependemos do Congresso, e por isso, cada ministro tem que ter a paciência e a grandeza de atender bem cada deputado e senador”, acrescentou.
No entanto, Lula disse que, caso isso não aconteça, o governo vai “ouvir o que não quer” quando precisar de votos para aprovar matérias importantes.
Ainda sobre a relação com o Congresso, afirmou que, se preciso, também entrará em campo pessoalmente junto aos parlamentares.
Lula lembrou aos ministros que muitos deles são resultado de acordos políticos.
“Não adianta ter o governo tecnicamente mais formado em Harvard possível e não ter um voto na Câmara e no Senado”, afirmou.
Agronegócio
Ainda ao falar sobre relação com setores importantes, em outro momento, Lula citou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD-MT).
Dessa forma, segundo ele, empresários “de verdade do agronegócio sabem a necessidade da produção sem precisar ofender ou adentrar a floresta amazônica ou qualquer bioma”.
Metas
Assim, a pauta principal da primeira reunião ministerial definiu as metas para os 100 primeiros dias de governo.
O discurso inicial de Lula – de 20 minutos – foi aberto à imprensa e a reunião seguiu fechada.
Por isso, o chefe da Casa Civil, ministro Rui Costa, apresentou pontos levantados pela equipe de transição.
Por essa razão, cada ministro expôs suas prioridades no encontro.
Com informações da Agência Brasil