Situação intragável | Boqnews
Foto: José Eduardo Crosera
21 de novembro de 2014

Situação intragável

José Eduardo Crosera
Boqueirão  – Santos

A situação dos frequentadores do calçadão, entre a Av. Cons. Nébias e o canal 3:

Pessoas andando de bicicleta, skate, jogando bola, usuários e traficantes de drogas perto de idosos, crianças e cidadãos que nada tem a ver com isso e que são a maioria.

Nas manhãs de 6ª, sábado e domingo, o que se vê é simplesmente lixo (copos, latas e garrafas de bebidas alcoólicas e energéticos, sacos de papel/plásticos e até camisinhas).

kombis Não nos esqueçamos da famosa feirinha aos sábados e feriados, onde uma boa parte das Kombis (não sei como ainda estão trafegando pelas ruas) trazem o material para montagem das barraquinhas (que seus motoristas largam no calçadão desde cedo) e que ocupam boa parte do dia, o espaço do calçadão e sem utilização imediata.

 

Há alguns domingos, saiu na capa do Boqueirão News, uma manchete sobre a lei que aplica multa aos donos de cachorros que não limparem a sujeira dos seus cães. Ótima iniciativa, pois é duro andar por aí e pisar em coco de cachorro, principalmente à noite, onde em muitos lugares, a iluminação é deficiente.

santos - praça moby Contudo, acredito que esta lei não se aplica aos frequentadores do moby que se reúnem neste antro e aos vendedores ambulantes de bebidas, que ficam em frente e no calçadão. Para se ter uma ideia, a Rua da Paz nas madrugadas, se torna um banheiro a céu aberto, onde homens e mulheres fazem as suas necessidades e vomitam nas calçadas. Chique, não acham?

O nível do vocabulário, nas ruas próximas, é um pouco pior pois não se pode esperar muito de mulheres e homens com toda aquela bebida e droga na cabeça. Mas isso é irrelevante, pois afinal das contas, muitos desses frequentadores são amigos, parentes ou conhecidos de políticos ilustres dessa província (ainda).

Mas voltando ao calçadão, orgulho desta cidade e incluído no Livro dos Recordes, me parece que é muito mais fácil, nós andarmos no meio da avenida junto com os carros e ônibus, do que atrapalhar os ciclistas, skatistas, brincalhões de bola, além de não ficarmos tontos com o cheiro e a fumaça que garotos e garotas fumam (acredito que a idade mínima, está em torno dos 14 anos).

Há uma série de perguntas que cabem aqui, como:

1- O dinheiro dessa turma vale mais que os impostos que pagamos, para as aspirações políticas?

2- Esse cabidaço de emprego que é a GCM (Guarda Civil Metropolitana), só serve para vigiar os cachorros que andam soltos pelo calçadão e indigentes que dormem e tomam seu banho nos vários chuveiros existentes? (e não me digam que o banho não acontece)

3- O que os impede de abordar usuários e traficantes de drogas?

4- O que os impede de abordarem menores ingerindo bebidas alcoólicas, durante o dia?

Só uma parte: há umas 2 semanas, aproximadamente, haviam três viaturas e sete GCMs, uma moto da CET e um caminhão da Terracom, para tirarem quatro mendigos que estavam mais pra lá do que pra cá, da frente da loja Florence, na Rua Gov. Pedro de Toledo. Acredito que estes quatro mendigos representavam um perigo descomunal aos moradores desta rua e arredores.

5- Será que precisava de tanto barulho assim, principalmente por parte de uma dona que anda de nariz empinado (provavelmente alguma oficial)?

6- Tem algum GCM que trabalhe após as 18 horas, pois não se acha 1 após esse horário?

7- Cabe a quem fiscalizar todos os absurdos que se vê no quadrilátero acima citado (canal 3, Gov. Pedro de Toledo, Cons. Nébias e Av. da praia)?

8- Como é que vocês querem que alguém respeite alguma coisa nesta cidade, se existem situações desse tipo sem a menor fiscalização, sem contar a total falta de respeito daqueles que praticam tais atos?

9- A quem interessa manter essa situação de desrespeito?

E por aí se vão outros inúmeros problemas, que se forem relatos, a coisa vai longe.

Deixo a palavra com os Senhores e Senhoras e mais do que a palavra, quero ver se haverá alguma ação sobre esses problemas.

Não se esqueçam que as férias estão chegando e até onde sei, vocês querem muito que os turistas venham, desfrutem dos mais variados pontos turísticos dessa cidade e deixem muito dinheiro para ser distribuído, sabe-se lá como.

Da Redação
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