Saúde

Atendimento interrompido no setor de pediatria da Santa Casa lota UPA Central

Em razão da capacidade no limite, o setor de pediatria (SUS) da Santa Casa interrompeu o atendimento durante dois dias, o que provocou aumento dos casos registrados na UPA Central.

15 de abril de 2018 - 10:38

Lucas Freire

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O setor pediátrico da Santa Casa de Santos para pacientes do SUS precisou interromper o atendimento de terça (10) até quinta pela manhã (12).

De acordo com o hospital, o serviço precisou ser interrompido temporariamente.

Isso porque pois a taxa de ocupação da enfermaria da Pediatria estava “limitando a capacidade técnica operacional para absorver a demanda da região”.

O atendimento deste serviço funciona de segunda a sexta, das 7h às 17 horas.

O hospital dispõe de 50 leitos de internação em enfermaria, uma UTI pediátrica e uma UTI Neonatal.

Segundo o hospital, 32% dos atendimentos prestados no serviço de Pediatria SUS da Santa Casa são de crianças de outros municípios.

Efeito colateral

Como consequência da interrupção no atendimento, a UPA Central de Santos registrou aumento significativo.

Na segunda (9), foram 137 atendimentos na especialidade.

Na terça (10), 182 e na quarta (11), 191, reflexo da interrupção dos serviços no hospital.

A média anterior é de 100 casos de atendimento/dia.

Logo, o vereador Fabrício Cardoso (PSB) se reuniu com o diretor técnico do hospital, o médico Alex Macedo.

Dessa forma, ele revelou a limitação técnica para atendimento de pacientes SUS.

‘’Felizmente Santos é vista como referência na área de saúde para as cidades próximas.

Dentre os 191 pacientes atendidos, 137 pertenciam a Santos. Já as demais eram de outros municípios’’, relatou.

Cardoso explicou que a situação se encontra em um estado caótico.

De acordo com ele, os prontos-socorros da Zona Leste e Zona Noroeste não estão cumprindo seu papel.

Para ele, há a necessidade igualar os atendimentos realizados pela UPA Central e Santa Casa.

Segundo o vereador,  ambas têm trabalhado acima da capacidade para suprir a demanda.

Cardoso cobra do Executivo soluções, como um atendimento em tempo hábil e com dignidade às crianças que dependem do pronto atendimento.

“A Prefeitura tem que arregaçar as mangas e rever seus conceitos”, afirmou.

“Hora de correr atrás do prejuízo. Há muito tempo estou cobrando o Executivo’’, enfatizou.

O próximo passo, segundo o vereador, é convocar uma Audiência Pública na Câmara.

Assim, ele espera a participação de representantes da saúde no Município, do secretário de Saúde, Fábio Ferraz.

E também do Ministério Público para que traçar a atual situação e encontrar alternativas.

Atendimento normalizado

Por fim, a Secretaria Municipal de Saúde reconheceu que houve aumento nos atendimentos de pediatria nos últimos 15 dias em cerca de 30%.

A respeito dos atendimentos prestados na ala pediátrica pela Santa Casa, a secretaria informou que o serviço continuará a ser prestado normalmente.

E que a pasta está acompanhando a situação, efetuando “todos os repasses financeiros programados e buscando formas de aumentar o custeio da instituição”.

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