Brasil pode registrar mais de 53 mil casos anuais de câncer de intestino até 2028
O Brasil deve registrar cerca de 53.810 novos casos de câncer de intestino por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Também conhecido como câncer colorretal, o tumor figura entre os mais frequentes no país e representa um dos principais desafios para a saúde pública.
Especialistas alertam que a prevenção e o diagnóstico precoce aumentam significativamente as chances de tratamento bem-sucedido. Apesar disso, muitas pessoas ainda descobrem a doença em estágios avançados, já que os sintomas costumam surgir apenas nas fases mais tardias.
A colonoscopia desempenha papel fundamental nesse cenário. O exame permite identificar alterações precoces no intestino grosso e remover pólipos antes que evoluam para um câncer.
De acordo com o gastroenterologista Marcelo Noronha, diretor do hospital SerPiero, o câncer de intestino geralmente se desenvolve de forma lenta, o que abre uma importante janela para ações preventivas.
“O câncer de intestino raramente surge de forma repentina. O processo pode levar anos, e esse período oferece uma oportunidade valiosa para o rastreamento e a realização da colonoscopia”, explica o médico.
Entre os sinais de alerta estão sangue nas fezes, mudanças persistentes no funcionamento intestinal, dores abdominais frequentes, anemia sem causa aparente e perda de peso involuntária. No entanto, Noronha ressalta que a ausência desses sintomas não elimina o risco da doença.
“Muitas pessoas esperam sentir algum desconforto para buscar avaliação médica. A prevenção segue o caminho oposto: identificar alterações antes que elas provoquem sintomas ou avancem para quadros mais graves”, afirma.
As recomendações para o rastreamento variam conforme a idade, o histórico familiar e outros fatores de risco. Pessoas com parentes de primeiro grau diagnosticados com câncer de intestino, por exemplo, podem precisar iniciar o acompanhamento mais cedo.
Além dos exames preventivos, especialistas reforçam a importância de hábitos saudáveis para proteger a saúde intestinal. Uma alimentação rica em fibras, a prática regular de atividade física, o controle do peso corporal, a redução do consumo de álcool e o abandono do tabagismo ajudam a diminuir o risco de desenvolver a doença.
Noronha destaca que muitas pessoas ainda têm receio de realizar a colonoscopia, apesar da segurança do procedimento.
“A colonoscopia é um exame seguro e pode fazer toda a diferença. Em muitos casos, conseguimos evitar o câncer de intestino ou identificar a doença em estágios iniciais, quando as chances de sucesso no tratamento são maiores”, conclui.
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