Estética

Conheça a criolipólise, tratamento que congela gordura corporal

Por sessão, o paciente perde cerca de 25% de gordura em cada região

24 de setembro de 2016 - 09:32

Cris Challoub

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A primavera chegou. A estação mais florida do ano representa a chegada de dias mais quentes, sol e praia. Esta época também é ideal para dar início a tratamentos estéticos, principalmente aos voltados à perda de gordura e quilos extras conquistados no inverno.

Uma novidade que cada vez mais ganha espaço é a criolipólise, técnica de congelamento que promete auxiliar na perda de gordura corporal. Segundo a esteticista Solange Guerra, o método mata os adipócitos (células de gordura), e uma vez que o organismo as reconhece como mortas, elas passam a ser um corpo estranho. “Assim acontece a fagocitose, um processo de ingestão e destruição de partículas e tecidos”, explica. A cada sessão a paciente perde cerca de 25% de gordura da região onde foi aplicado o aparelho.

Depois da primeira vez, o procedimento só pode ser repetido na mesma região depois de três meses. Solange esclarece que neste intervalo o tratamento continua agindo no organismo do paciente que deve ter uma rotina saudável de alimentação e atividades físicas para o processo ser potencializado.
Podendo ser feita nos braços, costas, entre as coxas, nos flancos (chamados popularmente de pneus), culote, abdômen superior e inferior, a técnica também é chamada de lipoaspiração sem cortes pela quantidade de gordura que se perde durante o tratamento.

“A comparação é exagerada, pois a lipoaspiração, como diz o nome, suga a gordura lidificada em grande quantidade e em maior área de uma vez. O efeito é imediato”, explica.

Valores
A criolipólise não é tão acessível, por isso o paciente deve ficar bastante atento às grandes propagandas com preços extremamente baratos. O equipamento, segundo Solange, é caro e as mantas protetoras — que são indispensáveis, pois protegem a pele — têm o valor entre 12 a 15% do tratamento.

“Para cada área a ser tratada, esta manta deve ser usada uma vez. Muitos casos de queimadura acontecem por economia, pois existem profissionais que as usam várias vezes”, diz.

Antes de fechar o pacote com alguma clínica, é essencial analisar se o profissional possui conhecimento aprofundado sobre o funcionamento do aparelho.

Contra-indicações
Nem todas as pessoas podem se submeter à criolipólise. Antes, o profissional responsável realiza uma anamnese avaliando o tipo de gordura, se há excesso de flacidez tissular (pele) e também esclarece o objetivo do tratamento, que é tratar da gordura localizada em pequenas e médias regiões.

“Acima disso, a indicação pode ser uma cirurgia plástica”, afirma a esteticista. Grávidas e obesas, com urticárias ou outras lesões na pele, infecção e alérgicas a resfriamentos não podem fazer a criolipólise.

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