Conheça a dislexia, um distúrbio que atinge cerca de 10% da população mundial | Boqnews
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7 de novembro de 2014

Conheça a dislexia, um distúrbio que atinge cerca de 10% da população mundial

Atualmente, uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas escolas é a dislexia. Alunos que possuem dificuldades com a linguagem não são difíceis de encontrar nas salas de aula. Com isso, surgem desafios para pais e professores, que precisam lidar com a frustração das crianças.

Dislexia é um distúrbio neurológico que influencia no processamento de informações. Isso porque o cérebro de um disléxico funciona de maneira diferente do de uma pessoa “normal”, o que dificulta o tempo de resposta. É como se fosse um fio que não alcança a tomada e até encontrar perde-se tempo.
A neuropsicóloga da Associação Brasileira de Dislexia, Maria Inez Ocanã, esclarece que o distúrbio é de ordem genética e hereditária. Segundo ela, durante a gestação, algumas células neurológicas ficam fora do lugar, o que acaba ocasionando a dislexia.

Sintomas
Entre os sinais de alerta estão: dificuldades com a linguagem, escrita, ortografia, assimilação de símbolos, memorização, interpretação e lentidão de aprendizagem. Esses contratempos acabam sendo são obstáculos no cotidiano dos disléxicos. “Há problemas em assimilar a tabuada, e isso se estende para ver as horas, e consequentemente na percepção de tempo, por exemplo”.
Por ser problema não tem cura, ele não se limita a crianças. “Um disléxico carregará isso para o resto da vida. Ele encontrará dificuldades em todas as áreas, mas isso não o incapacita”.

Intervenções
A especialista explica que as intervenções de tratamento variam de acordo com as dificuldades apresentadas pelo paciente. Em linhas gerais, crianças mais novas fazem consultas com fonoaudiólogos, são realfabetizadas e estimuladas com estratégias que compensarão as dificuldades.

“Em alguns casos, sobretudo com os adolescentes, a atuação de psicopedagogas e psicólogas é necessária para tratar da autoestima.Uma vez que é bastante comum os disléxicos sofrerem bullying”, diz Maria Inez. Por isso, em caso de suspeita, não é aconselhável demorar a buscar ajuda porque enquanto dura o impasse, a criança é ridicularizada em sala de aula.

Diagnóstico
De acordo com Maria Inez, o diagnóstico para dislexia precisa ser realizado em conjunto por uma equipe multidisciplinar. Incluindo a aviação de neurologista, fonoaudióloga e psicopedagoga para a decisão de eventuais intervenções. Isso também evita a confusão com outros distúrbios semelhantes como discauculia, disortografia, e o popular TDH (transtorno de déficit de atenção).

Papel das escolas
Normalmente, os professores são os primeiros a perceber comportamentos de alunos que fogem do padrão. Por isso, eles são fundamentais na detecção de um quadro de dislexia. “Ao perceber que a criança tem uma dificuldade maior em relação às outras é dever do professor reportar a situação para diretores e orientadores da instituição. E é claro fazer recomendações aos responsáveis”. No entanto, na avaliação de Maria Inez, às vezes, por falta de informação ou boa vontade isso não é feito e consequentemente o desenvolvimento acadêmico do aluno fica comprometido.

Serviço
A Associação Brasileira de Dislexia (ABD) reúne profissionais especializados e realiza avaliações, intervenções, acompanhamentos, palestras, cursos e simpósios relacionados ao distúrbio. A instituição fica em São Paulo (Rua da Consolação, 37 – 11° andar) e oferece os serviços gratuitos e/ou remunerados. Mais informações pelo telefone (11) 3258-7568 ou pelo site

Da Redação
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