Coronavírus

Conheça os cuidados voltados a pessoas com deficiência durante a pandemia

Orientações ajudam familiares, cuidadores e profissionais de saúde que lidam diretamente com o grupo neste período

12 de maio de 2020 - 13:30

Da Redação

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Ser uma pessoa com deficiência não significa, por si só, que ela apresente maior vulnerabilidade à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Há, entre essas pessoas, um grupo de risco que compreende as que apresentam sequelas graves, principalmente com restrições respiratórias, dificuldades na comunicação e cuidados pessoais, aquelas com condições autoimunes, as idosas (acima de 60 anos), as que apresentam doenças associadas como diabetes, hipertensão arterial, doenças do coração, pulmão e rim, doenças neurológicas e aquelas em tratamento de câncer.

Cuidados especiais

Pessoas com deficiência com quadro neurológico e idosos podem apresentar sintomas específicos associados à infecção pelo coronavírus tais como: piora brusca no quadro geral de saúde, perda de memória e/ou confusão mental, perda de mobilidade e força, fadiga repentina. Nesses casos, é recomendável procurar o serviço de saúde mais próximo do local de residência.

Quanto às pessoas com deficiência do grupo de risco em uso de medicamentos, não se deve interromper o uso regular dos remédios, a não ser por ordem médica. O uso de medicamentos imunossupressores pode elevar o risco de a pessoa com deficiência contrair a infecção. Nesses indivíduos, as medidas de prevenção devem ser redobradas.

“É importante levar em conta que pessoas com deficiência fazem parte do grupo de risco. Pessoas que são autistas também estão incluídas. Qualquer cidadão dentro de casa fica irritado quando a residência está fechada. Imagine, então, quem tem autismo”, reforça Célia Leão, secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Instruções

Para o grupo de risco, algumas medidas como o distanciamento social e isolamento pessoal podem ser impossíveis para quem requer apoio para comer, vestir-se e tomar banho. Nesses casos, alguns cuidados e medidas devem ser reforçados, tais como:

  • Higienização frequente das mãos com água e sabonete (durante 30 segundos) ou álcool gel a 70%
  •  Seguir a “etiqueta respiratória” quando possível:
  •  Cobrir a boca e nariz com um lenço de papel quando tossir ou espirrar e descartar o lenço usado no lixo;
  • Caso não tenha disponível lenço descartável, tossir ou espirrar no antebraço e não em suas mãos, que são importantes veículos de contaminação;
  • Higienizar as mãos com frequência e sempre após tossir ou espirrar;
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca sem ter higienizado as mãos;
  • Usar máscara cirúrgica se estiver com coriza ou tosse.
  • Restrição de contato social (exceto cuidadores e profissionais de saúde, quando necessário);
  • Evitar aglomerações e atividades em grupo –
  • Atenção redobrada aos cuidados com a higiene pessoal (em especial às pessoas com deficiência intelectual e motora com alto grau de dependência) –
  • Com relação à higienização de cadeiras de rodas, bengalas, andadores e outros meios de locomoção, promover a limpeza com água e sabão ou álcool líquido a 70% uma vez ao dia e sempre após deslocamento externo.

“Todos esses cuidados são importantes. Vale reforçar que o vírus só passará a entrar nas nossas casas se nós, ao voltarmos da rua, não tomarmos as precauções adequadas”, salienta Helena Sato, infectologista e integrante do Centro de Contingência do Coronavírus do estado de São Paulo.

 

 

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