Linfoma é o terceiro tipo de câncer mais comum na infância | Boqnews
Criança com pescoço inchado é um dos sintomas do linfoma, terceiro maior tipo de câncer entre crianças. Foto: Divulgação

Data para reflexão

15 DE SETEMBRO DE 2022

Linfoma é o terceiro tipo de câncer mais comum na infância

15 de setembro é o Dia Mundial de Conscientização Sobre Linfomas, terceira maior causa de câncer entre crianças

Por: Da Redação

array(1) {
  ["tipo"]=>
  int(27)
}

O linfoma ocorre quando as células de defesa imediata do organismo e seus precursores evoluem para malignidade, crescendo de forma descontrolada e afetando o sistema linfático.

Esse tipo de câncer é o terceiro mais comum na infância, ficando abaixo apenas de leucemias e tumores cerebrais.

Existem dois tipos da doença: o linfoma não Hodgkin (LNH) e o linfoma de Hodgkin (LH), que apresentam sinais, comportamentos e tratamentos diferentes.

O primeiro representa 7% dos cânceres na infância, enquanto o segundo representa 6%.

No Hospital Pequeno Príncipe, a incidência é maior em meninos, de ambos os tipos da doença.

De acordo com a oncologista Ana Paula Kuczynski Pedro Bom, o linfoma não Hodgkin é mais comum em crianças menores e com comportamento agressivo.

Já o linfoma tipo Hodgkin é prevalente em crianças maiores e adolescentes, geralmente com evolução prolongada e pouco agressivo.

Na instituição, o LNH, por exemplo, é mais prevalente, acometendo crianças entre 3 e 8 anos.

Por sua vez, o LH tem maior incidência em crianças acima dos 9 anos.

Caso

É o caso de Tito Viecili Gonçalves, que apresentou os primeiros sintomas do linfoma de Hodgkin no ano passado: inchaço no pescoço e emagrecimento repentino.

Após alguns dias de piora no quadro, a mãe e o menino, de 10 anos, deram entrada no pronto-atendimento do Hospital.

“Enquanto o diagnóstico dele não foi descoberto, não fomos liberados. Depois de uma semana de muitos exames, descobrimos o que ele tinha”, relembra Thais Nassir Viecili Gonçalves, mãe da criança.

Imediatamente o menino começou o tratamento, sendo realizado por meio de ciclos de quimioterapias.

Dessa forma, a cada 15 dias o menino recebia a aplicação.

Assim, após duas semanas de descanso, uma nova rodada era iniciada.

Portanto, depois de 11 meses do início do tratamento, a família recebeu a notícia que o câncer estava em remissão.

“Hoje digo que o tratamento foi longo, mas é uma doença com prognóstico alto de cura. É preciso ser paciente, ter fé e confiar na equipe médica.”, diz Thais.

Conforme a oncologista, o diagnóstico precoce está relacionado diretamente a melhores chances de cura.

“Além de tratamentos menos agressivos, mais curtos e, em alguns casos, com menos efeitos colaterais”, detalha.

Dia 15 de setembro é o Dia Mundial de Conscientização Sobre Linfomas, terceira maior causa de câncer entre crianças. Foto: Divulgação

Sintomas

Os sinais de alerta em comum entre os dois tipos de linfomas são: gânglios aumentados, principalmente na região do pescoço, menos comum na axila e virilha.

E ainda: febre; fadiga; suor noturno; e perda de peso repentina.

Dessa forma, segundo a médica, o linfoma Hodgkin “geralmente apresenta-se como aumento de volume de um ou mais linfonodos na região lateral do pescoço, com evolução prolongada, podendo ser acompanhada de febre, perda de peso, sudorese e coceira no corpo todo”.

Por sua vez, o linfoma não Hodgkin pode ter apresentação clínica de tumores abdominais ou linfonodos aumentados no pescoço e em outros locais, podendo estar associado à recusa alimentar.

Assim, em alguns casos é possível ocorrer tosse e falta de ar, com piora progressiva.

Tratamentos

O tratamento dos linfomas em crianças e adolescentes pode ter resultados excelentes, ultrapassando 80% das chances de cura.

As principais abordagens são quimioterapias, radioterapias, imunoterapias e transplantes de medula óssea, variando de acordo com o tipo.

“Utilizamos quimioterapia para os linfomas não Hodgkin e quimioterapia, geralmente associada à radioterapia, para os linfomas Hodgkin”, explica a oncologista.

Prevenção

Os fatores de risco em crianças e adolescentes não são conhecidos.

Assim, o que se sabe é que pacientes que apresentam mais chance de desenvolvimento são aqueles que estão com o sistema imunológico comprometido ou que possuem familiares diagnosticados com a doença.

“É importante ressaltar que o aleitamento materno, preferencialmente até os 2 anos de vida; alimentação saudável; atividades físicas e um ambiente harmonioso nos lares podem prevenir várias doenças na infância e adolescência. Para o diagnóstico precoce dos linfomas, bem como dos outros tipos de câncer, são muito importantes as consultas de rotina com o pediatra”, finaliza a médica.

Notícias relacionadas

ENFOQUE JORNAL E EDITORA © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

desenvolvido por:
Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Cookies.