Saúde

Doenças vasculares no verão podem aumentar em até 30%

A alimentação desregulada, o exagero no consumo de sal, e de bebidas alcoólicas, geram uma perda de sais minerais, dessa forma agrava os sintomas vasculares.

22 de janeiro de 2018 - 12:36

Agência Brasil

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Alana Gandra

As altas temperaturas do verão, faz crescer entre 20% a 30% o risco de doenças vasculares, ou venosas em membros inferiores.

Os dados são da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, seção Rio de Janeiro (SBACV-RJ).

”O motivo de as altas temperaturas piorarem as doenças vasculares no verão é porque o calor provoca vasodilatação, ou seja, a dilatação dos vasos sanguíneos, com uma sobrecarga nas veias dos membros inferiores”, diz o presidente da SBACV-RJ, Breno Caiafa.

De acordo com Caiafa, pessoas que já possuem alguma doença vascular prévia, estão propensas a piorar durante a época.

Podem ser sentidos edemas, dores nas pernas, cansaço, peso, câimbra, ressecamento da pele e coceira, “tudo provocado pelo calor”.

Desidratação

Pelo fato das secreções de suor se tornarem mais frequentes, podem ser associadas como desidratação.

Caiafa menciona o período de férias, usualmente é brecha para muitos desregularem a alimentação, exagerando no consumo de sal e de bebidas alcoólicas, dessa forma agravando os sintomas vasculares.

A hidratação nessa época do ano é fundamental, junto com a reposição de sais minerais.

Para ele, os brasileiros são propensos a ter varizes. Há uma estimativa de que 35% da população possua, entre todas as faixas etárias. Só os adultos, chegam num percentual de 70% para mulheres, e 50% de homens.

Para não agravar os sintomas durante o verão, o ideal é que as pessoas com doença vascular vá em um angiologista, ou cirurgião para tratamento.

 

Má alimentação pode contribuir para doenças vasculares Foto: Divulgação

Evolução

“A correção será justamente fazer atividade física, perder peso, evitar permanência sentado ou em pé, alternar essa movimentação, movimentos com as pernas, levantar e andar durante o trabalho, restringir o uso de sal e de bebida alcoólica, aumentar a hidratação, alternar posições de elevação das pernas e, em alguns casos, com indicação médica, usar meia elástica de compressão para ajudar a circulação”, sugeriu o especialista. Hidratar a pele também foi recomendado.

Os principais sintomas, começam com a evolução da doença: inchaço das pernas, que pode provocar pequenas fissuras na pele, facilitando infecções como a erisipela.

A complicação mais temida é a formação de coágulos nas veias, a chamada trombose.

As pessoas devem beber de dois a três litros de água por dia.

Caso consuma cerveja, deve alternar a ingestão de água. Sucos de frutas, isotônicos ou água de coco auxiliam na recuperação de sais minerais perdidos.

 

 

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