Saúde

Tratamento para tuberculose é recorde, mas 3 milhões não têm acesso

  Em 2018, o número de pessoas que receberam tratamento para a tuberculose bateu um recorde histórico em grande parte…

20 de outubro de 2019 - 16:07

Site da Organização das Nações Unidas

Agência Brasil

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De acordo com o relatório Global de Tuberculose da Organização Mundial da Saúde (OMS), tratamento contra doença é recorde. Foto: Erasmo Salomao/Ministério da Saúde

 

Em 2018, o número de pessoas que receberam tratamento para a tuberculose bateu um recorde histórico em grande parte devido a uma melhor detecção e diagnóstico da doença.

Em todo o mundo, sete milhões de pessoas foram diagnosticadas e tratadas, contra 6,4 milhões em 2017.

Isso permite que o mundo cumpra com um dos marcos da declaração política das Nações Unidas sobre tuberculose.

O novo relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que o mundo deve acelerar o progresso para alcançar a meta de acabar com a tuberculose até 2030.

A maior carga da doença em 2018 se concentra em oito países: Bangladesh; China; Índia; Indonésia; Nigéria; Paquistão; Filipinas e África do Sul.

Brasil, China, Rússia e Zimbábue, todos com altos índices da doença, alcançaram níveis de cobertura de tratamento de mais de 80%.

O novo Relatório Global de Tuberculose da Organização Mundial da Saúde (OMS), lançado nesta quinta-feira (17), também revela que houve uma redução no número de mortes por tuberculose.

Neste caso, 1,5 milhão de pessoas morreram da doença em 2018, ante 1,6 milhão em 2017.

Baixa renda

Além disso, o total de novos casos vem diminuindo nos últimos anos.

No entanto, a carga da doença permanece alta entre populações de baixa renda e em situação de vulnerabilidade.

Ou seja, cerca de 10 milhões de pessoas desenvolveram a tuberculose em 2018.

“Hoje marcamos a passagem do primeiro marco no esforço de alcançar pessoas que estão perdendo serviços para prevenir e tratar a tuberculose”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde – OMS.

“Isso é uma prova de que podemos alcançar metas globais se unirmos forças. Como fizemos por meio da iniciativa conjunta Find.Treat.All.EndTB entre OMS, Stop TB Partnership e Fundo Global de Combate à Aids, TB e Malária”, disse Tedros.

O novo relatório global da OMS destaca que o mundo deve acelerar o progresso para alcançar a meta de desenvolvimento sustentável de acabar com a tuberculose até 2030.

O documento também observa que cerca de 3 milhões de pessoas com a doença ainda não estão recebendo os cuidados dos quais precisam.

O papel da cobertura universal

Atualmente, em muitos países, a frágil infraestrutura de saúde e a escassez de força de trabalho no setor dificultam o diagnóstico oportuno.

Além dos tratamentos adequados para a tuberculose.

Sistemas de notificação frágeis são outro problema.

Ou seja, prestadores de serviços de saúde podem tratar as pessoas.

No entanto, não relatam casos às autoridades.

Assim, deixando uma imagem incompleta das epidemias e das necessidades de serviços nacionais.

Além disso, até 80% dos pacientes com tuberculose em países de alta carga gastam mais de 20% de sua renda familiar anual no tratamento da doença.

Tedros acrescentou que “o progresso sustentado da doença exigirá sistemas de saúde fortes e um melhor acesso aos serviços. Isso significa um investimento renovado na atenção primária à saúde e um compromisso com a cobertura universal”.

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