Eleições 2020

Deixando a desejar

O TSE também deixou a desejar na qualidade de um dos principais objetos para proteção dos mesários, o face shield (escudo facial), enquanto na cidade de São Paulo

16 de novembro de 2020 - 16:31

Ronaldo Júnior

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No ano de 2020 participei como mesário pela quarta vez seguida, sendo está a primeira vez como presidente da seção eleitoral, pois a pessoa selecionada não compareceu, e nesta eleição atípica com vários protocolos sanitários o que mais chamou atenção na seção em que trabalhei (103, da zona 273) foi o alto número de abstenções.

Esta seção tem um alto número de eleitores acima dos 70 anos, em outros anos, de possíveis 400 eleitores, sempre vinham votar acima de 300, na eleição deste ano o número foi de 235 votantes.

Ainda no mesmo colégio (UME Leonor Mendes de Barros), a seção 105, com perfil parecido, teve 253 votantes de 391 possíveis, em outras eleições também iam acima de 300 eleitores votar

O TSE também deixou a desejar na qualidade de um dos principais objetos para proteção dos mesários, o face shield (escudo facial), enquanto na cidade de São Paulo, como por exemplo na seção onde o candidato a prefeitura da capital, Guilherme Boulos, votou, os faces shield era de acrílico e bem acabados, aqui em Santos (ao menos na escola que trabalhei) eram de papelão e um plástico maleável transparente que ao ser colocado no rosto, além de deixar a respiração muito difícil, diminuia muito a visão (fotos em anexo).

 

 

Resultado: nenhuma pessoa da UME Leonor Mendes de Barros utilizou o escudo facial.

O protocolo para identificação dos eleitores sem contato físico, criado pelo TSE, era muito difícil de ser respeitado e a grande maioria das seções tocou nos documentos dos eleitores, como era feito antes da pandemia, o que era expressamente proibido segundo o protocolo.

Alie a este fato a faixa de distanciamento no chão, que poucas pessoas respeitaram dentro da sessão eleitoral, simplesmente por esquecerem ou pela necessidade de assinar o caderno de comparecimento.

Deixo minha crítica nesta eleição, para a mudança de decisão em relação as justificativas, às 10h da manhã.

Todos fomos treinados e instruídos a falar aos eleitores que não haveria justificativa presencial e por uma falha no sistema do e-titulo passou a acontecer um desencontro de informações e eleitores não sabendo como e onde justificar, no fim as seções fizeram este processo, mas sem poder gerar comprovantes aos que justificavam

Apesar dos vários contratempos que existem em todas as eleições, fica o destaque positivo aos eleitores, que usaram a todo momento máscara e da forma correta (cobrindo boca e nariz)