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Proibido no Brasil, cigarro eletrônico é alvo de polêmicas

A Agência de Vigilância Sanitária, a Anvisa, proíbe, desde 2009, a venda e importação do cigarro eletrônico no Brasil.

20 de fevereiro de 2015 - 19:18

Da Redação

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eletNos últimos anos, cada vez mais são incentivadas ações anti-tabagistas por todo o mundo. No Brasil, a última delas foi a Lei Nacional Antifumo, que proíbe o consumo de cigarros, cachimbos e narguilés em locais de uso coletivo, públicos ou privados desde dezembro de 2014. O Estado de São Paulo foi o primeiro a colocar a norma em vigor, em 2009.

Essas mudanças de hábitos fazem com que alguns tabagistas busquem métodos alternativos para vencer o vício e deixar o fumo tradicional de lado. Uma das últimas novidades é o cigarro eletrônico, ou e-cigarro, um dispositivo que simula o cigarro tradicional e o ato de fumar.

Movido a bateria que vaporiza nicotina (substância responsável pela dependência química do fumo) em líquidos específicos (como o propilenoglicol), modelo clássico do cigarro eletrônico, é visualmente bem parecido com o produto verdadeiro.

O aparelho funciona com o uso de refis, e eles nem sempre precisam conter nicotina em sua solução. Alguns têm sabores que os ajudam a se tornar mais palatáveis. Porém, a Organização Mundial de Saúde (OMS) rechaça a inserção de essências neles.

Polêmica
Pelo fato de ser um produto recente, ainda há muitas divergências entre especialistas se o cigarro eletrônico é mais ou menos nocivo do que o tradicional e se ele é um instrumento de incentivo a largar o tabaco. Existem diversos estudos de universidades e institutos por todo o mundo que condenam o uso o cigarro eletrônico alegando que seus materiais são ainda mais cancerígenos. Em contrapartida, os fabricantes do novo produto dizem que as vantagens são muitas. Uma vez que mais de 4.700 substâncias presentes no cigarro regular não estariam contidas no eletrônico.

De acordo com comunicado da OMS publicado em agosto passado, os estudos são insuficientes para concluir que os e-cigarros realmente ajudam a parar de fumar ou se são mais ou menos saudáveis.

Com base nisso, a Agência de Vigilância Sanitária, a Anvisa, proíbe, desde 2009, a venda e importação do cigarro eletrônico no Brasil. A medida abrange ainda acessórios e refis destinados ao uso nos dispositivos. No entanto, mesmo com o veto do governo, eles são facilmente encontrados em sites ou em comércios populares de rua.

 

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