Câmara, enfim, se manifesta
Tirando algumas falas esporádicas na tribuna, como da vereadora Telma de Souza (PT), praticamente todos os 21 vereadores de Santos parece que viviam em outro planeta, desconsiderando a existência da greve municipal.
Pelo menos, não tornaram públicas suas manifestações – como edil e cidadão – a respeito da paralisação, que completou oito dias nesta quinta (16).
Tanto que no primeiro dia de greve, na quinta passada (9), o tema sequer foi abordado. Um grande acordão teria sido feito para evitar que o assunto fosse colocado em pauta. Mas a greve cresceu e levou cada vez mais servidores às ruas.
Enfim, após pressão dos servidores e dos sindicatos, finalmente a Casa resolveu abordar o assunto, após 8 dias iniciada a greve. Motivo? Uma multidão de servidores do lado de fora da Casa (por questão de segurança, o acesso foi limitado ao local).
E, é claro, assim os edis manifestaram apoio à luta e prometeram que não apoiarão qualquer projeto que trate do reajuste zero (a Prefeitura só acenou com aumento do vale-alimentação e vale-refeição em 5,25%, o que foi refutado pelos sindicalistas).
Até terça à noite, apenas seis vereadores (menos de 1/3 do Legislativo) tinham se manifestado em suas páginas nas redes sociais sobre a paralisação. A pressão, portanto, funcionou…
