Pedras incômodas | Boqnews
5 de junho de 2009

Pedras incômodas

O  rim é um órgão fundamental para o “recolhimento” das impurezas do sangue. É nele onde são filtradas as substâncias que, posteriormente, serão retiradas para o ambiente em forma de urina. Consequentemente, é ele que ajuda a manter o sangue limpo e sem complicações.

Qualquer interrupção nesse processo pode acarretar no acúmulo das toxinas dentro do corpo humano. E é justamente essa a consequência de uma enfermidade bastante comum e que, às vezes, ocorre sem que a pessoa sinta o problema — a pedra no rim.

De acordo com o urologista Antônio Monteiro, cerca de 13% da população mundial é afetada por essa doença, também conhecida como “litíase urinária” — sendo quase 12 milhões de brasileiros. A formação se dá, conforme o médico, a partir de pequenos cristais que vão sendo retidos no rim. “Eles vão se desenvolvendo, se juntando e formando o que é conhecido como cálculo renal. As pedras podem ser eliminadas ou até crescer ainda mais”, alerta.

As incidências ocorrem quase três vezes mais em homens do que em mulheres. Segundo pesquisa divulgada no site ABC da Saúde,  aproximadamente 12% dos humanos de sexo masculino podem ter, ao menos uma vez na vida, algum caso de pedra no rim, enquanto esse número chega a 5% no grupo feminino.

“Isso ocorre porque as mulheres eliminam muito uma substância chamada citrato de potássio, que acaba protegendo e reduzindo a probabilidade à formação dos cristais. Já no caso do homem, ocorre uma liberação grande de testosterona, e que ocasiona a formação do oxalato, que é um dos agentes compositores das pedras”, explica Monteiro.

Há outros fatores que dizem respeito ao sexo do portador, que se mostram relevantes para o desenvolvimento dos cálculos renais. Um deles é o hereditário, segundo o urologista. “Geralmente, quando o pai ou a mãe já tiveram a litíase, o filho pode acabar tendo-a.  Isso também ocorre com os descendentes.

O sedentarismo também é uma das causas. Conforme Monteiro, profissões que, por alguma razão, exijam maior “estática” do trabalhador podem levar a uma obstrução da passagem da urina, do rim para a bexiga. Há, ainda, fatores epidemiológicos, como a idade (o cálculo renal não é raro até os 70 anos, e a enfermidade é mais comum no adulto jovem, de 30 a 40 anos de vida), além do ambiente.

A alimentação também entra na lista. De acordo com o urologista, se a pessoa tiver alguma tendência, pelas razões supracitadas, a ter pedras no rim, deve-se evitar ou limitar o consumo de alimentos lácteos ou com proteína animal, como carnes. “Além disso, é recomendada a ingestão de muita água, cerca de dois a três litros diários”, explica.

Tratamento
Monteiro explica que, às vezes, nem o portador sabe que está com a doença. “Geralmente, ela é identificada quando a pessoa tem uma crise repentina, cuja dor se localiza na direção do rim. O processo é acompanhado de sangue na urina, pois a pedra acaba ferindo o corpo por dentro e pode afetar inclusive a bolsa escrotal, nos homens, e os grandes lábios, nas mulheres”, conta. Além disso, a circunstância pode vir acompanhada de vômitos, náuseas e agitação.

A detecção da enfermidade inclui exames de urina, raio-X de abdômen e ecografia (ultrassonografia), e os tratamentos variam, dependendo do que for encontrado no rim. Se for uma pedra “pequena” (pouco menos de um centímetro), basta o acompanhamento do urologista, para ver se o cálculo sai naturalmente.

Caso supere essa medida e chegue a, por exemplo, 1.5 centímetros, o tratamento passa a ser a chamada uretrolitripsia tranureteroscópica.

Nesta situação, é feita a incisão de um aparelho de fina espessura nas costas do paciente para que o responsável pela cirurgia encontre o cálculo e o fragmente para depois retirá-lo do corpo da pessoa.

Por fim, em situações tidas como mais graves são aconselhados dois tipos de operações. A litotripsia direta, que consiste em um pequeno corte feito para que instrumentos se aproximem da pedra ou, as ondas de alta frequência, conhecidas como laser. Ambas vão quebrar o cálculo. A cirurgia aberta é recomendável apenas em último caso.

Da Redação
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