Região se transforma em oásis imobiliário | Boqnews
26 de junho de 2009

Região se transforma em oásis imobiliário

vida marinha sempre foi o ponto mais marcante da Ponta da Praia. Praticamente todos os seus cartões-postais, por assim dizer, habitualmente possuem alguma relação com a água. Destacam-se os clubes de regatas (Vasco da Gama, Saldanha da Gama, Internacional e Santista), os museus do Mar e de Pesca, o Deck do Pescador, o Mercado de Peixe e o Aquário. No entanto, o bairro, que completa 42 anos nesta segunda-feira (29), tem adquirido, cada vez mais, ares de importante centro imobiliário de Santos.

Não que, anteriormente, a Ponta da Praia não tivesse seu viés residencial. O diferencial, agora, é o caráter mais “chique” que o local adotou. A região, que tem aproximadamente 1,788 milhões de metros quadrados, conforme o site InvestSantos, torna-se cada vez mais “nobre” graças à construção, em crescente escala, de empreendimentos modernos, voltados principalmente para moradias, o que tende a promover o crescimento dos pouco mais de 30.500 residentes no local.

Segundo dados da Secretaria de Obras e Serviços de Santos (Seosp), de 1998 a 2008, o bairro teve um acréscimo de aproximadamente 16% no número de lotes autorizados, passando de 14.032 para 16.276. Apesar de ser apenas a quinta do município com mais lotes – o Embaré, com 20.129, é o primeiro da lista – a Ponta da Praia é o que teve o maior crescimento nos dez anos analisados.

Além disso, desde 2005, o bairro teve 14 edificações autorizadas – quatro já concluídas e dez em fase de conclusão – e uma em via de aprovação. As 15 juntas somam aproximadamente 372 mil metros quadrados. Tomando como base o valor médio do metro quadrado no local, avaliado de R$ 3 mil a R$ 5 mil, pode-se concluir, inclusive, que hoje, tais empreendimentos, juntos, chegam a valer quase R$ 1,5 bilhões.
Os números superam, por exemplo, os de 2007, quando a área imobiliária totalizava cerca de 180 mil m² e valor médio de R$ 720 milhões.

Esse crescimento, segundo o secretário de Planejamento de Santos, Bechara Abdalla Pestana Neves, foi fortalecido pela disponibilidade de área que o bairro possuía. “Como nós moramos em uma ilha, não temos muito para onde crescer fisicamente. E a Ponta da Praia tinha esse terreno, com uma boa metragem para construção. O que naturalmente levou as empresas a procurarem o bairro”, explica.

De acordo com Pestana Neves, dados da Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada Santista (Assecob) mostram que 70% dos empreendimentos erguidos na Cidade são voltados para cidadãos santistas – o que inclui os da Ponta da Praia -, mesmo com a população praticamente estagnada nas 418 milhões de pessoas. “Ocorre que se está atingindo uma demanda antes reprimida, que é a de pessoas que viviam de aluguel e agora correm atrás da casa própria, com as maiores facilidades de financiamento, e buscam, ao mesmo tempo, dar um upgrade na vida, mudando-se de um lugar mais no interior de Santos para outro mais próximo da praia, ou mais nobre, como a própria Ponta da Praia”, explica.

Clubes
Falar em boom imobiliário no bairro em questão ainda provoca certa preocupação em adeptos dos clubes praianos. Para muitos, as agremiações deveriam ser tombadas, devido à sua representatividade para Santos, e que mais prédios em uma Cidade que começa a ser tomada por grandes construções deixaria a orla do bairro “feia e descaracterizada”. Outros, por sua vez, defendiam que os locais, endividados, vendessem parte de seus terrenos para que pudessem se manter em um espaço menor.

De fato, alguns desses clubes, como o Vasco e o Regatas, foram negociados com empresas do ramo imobiliário para que, no terreno onde se localizam, sejam erguidos novos empreendimentos. Em virtude da Lei Complementar nº 589/06, que trata do uso e da ocupação do solo na região, a área que se estende a 35 metros das avenidas da orla para dentro não pode ter construções que ultrapassem os 15 metros de altura, fazendo com que tais edificações possam ser levantadas apenas após essa faixa.

Conforme o secretário de Planejamento, o objetivo é incentivar a manutenção dos clubes e garantir conjuntos arquitetônicos no local, de maneira harmônica. “Sabemos que as instituições estão com problemas de ordem econômica, e são centros com importantes atividades de entretenimento. Então, queremos manter a tradição dos clubes e relacioná-las com o desenvolvimento, sem prejudicar a ambiência do bairro”, afirma.

É o caso do Vasco, cujo terreno foi vendido para o Grupo Mendes. A empresa utilizará cerca de 5.500 m² da área total da agremiação para erguer um novo empreendimento, enquanto os 4.500 m² restantes serão utilizados para a construção de uma sede nova para o quase centenário clube santista.

O Clube de Regatas Santista, por sua vez, foi adquirido, no ano passado, pela Patrimônio Empreendimentos Imobiliários, em um processo que foi alvo de muitas polêmicas que persistem até hoje, devido a entraves entre sócios, diretorias e demais interessados no local. O terreno, inclusive, chegou a ir a leilão em março deste ano, mas o pregão foi paralisado.

Da Redação
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