Visão prejudicada | Boqnews
3 de julho de 2009

Visão prejudicada

Com o clima frio, os ambientes fechados e as roupas que ficaram guardadas no armário colaboram para que as reações alérgicas sejam mais frequentes durante o inverno.

Algumas pessoas, sensíveis à poeira e ácaros presentes no ar, ficam mais suscetíveis a certos tipos de alergia.



A conjutivite alérgica é um exemplo dessas patologias frequentes nesta época do ano. Trata-se de uma inflamação da conjuntiva (membrana que recobre o olho e a superfície interna das pálpebras) e pode ser de dois tipos: a que faz parte dos quadros de atopia (a pessoa tem tendência a apresentar reações de hipersensibilidade, como alergias de pele ou rinites, por exemplo) quando os olhos também são afetados; e a provocada por fatores externos, como uso inadequado de lentes de contato, poluição, excesso de maquiagem, protetor solar e hidratantes. São comuns os quadros alérgicos mais crônicos associados a esses produtos.

Na maioria dos casos, a alergia é provocada pelos ácaros e fungos presentes nas roupas pesadas de inverno e pelos ambientes fechados. “Quando os olhos ficam expostos aos ácaros e poeiras, o corpo reage e produz anticorpos. Quando essas substâncias presentes no ar entram em contato com os anticorpos no olho,  há uma reação alérgica. É uma sensação de hipersensibilidade que apenas algumas pessoas desenvolvem”, explica o oftalmologista Marcello Colombo Barboza.

Considerado o principal problema ocular  no inverno, ela pode ser acompanhada de sintomas da rinite como, espirros, coriza, congestão e coceira nasal. “Por isso, é importante que o paciente procure um alergista, para que ele encontre o motivo pela qual desenvolveu essa alergia no olho”, recomenda.

Segundo ele, os principais sintomas são a sensação de areia dentro da vista, coceira constante, vermelhidão, lacremejamento e sensibilidade à luz. “Os sintomas são parecidos com a conjutivite convencional, só que está produz mais secreção no olho”, comenta. Outra diferença, segundo Colombo, é que a conjutivite popular é causada por um vírus e é contagiosa, diferente da alérgica,  que não é transmitida por contato direto, pois  é uma reação do organismo do indivíduo.

Prevenção
O tratamento deve começar pelo afastamento dos fatores que provocam a alergia, da mesma maneira que na rinite alérgica. Por isso, o controle do ambiente e o combate aos ácaros são importantes.

Evitar ambientes que permanceram por um longo período de tempo fechados é a principal medida de prevenção. Ambientes conglomerados de pessoas e que concentram  poeira também devem ser evitados. “É importante lavar sempre as mãos antes de colocá-las  nos olhos”, orienta.
O oftalmologista comenta que uma medida simples e eficaz é tirar do armário os casacos e colocá-los no sol para tirar os ácaros, provocadores da reação alérgica. “É importante também que se mantenha os ambientes ventilados”, acrescenta.

Segundo o médico, o importante é diagnosticar a causa pela qual a alergia é desenvolvida. “O paciente precisa saber qual substância é responsável pela alergia que ele desenvolve no olho para que possa evitar o contato direto ou indireto com ela”, diz.

Tratamento
Barboza reforça a necessidade de procurar um oftalmologista quando a vermelhidão e a sensação de coceira permanecerem. “Muitos não procuram o médico achando que é uma alergia ou vermelhidão passageira e quando decidem procurar ajuda médica o caso já evoluiu”, analisa.

Os colírios e frascos de pomadas também não devem ser enconstados nas vistas e lavar as mãos antes e depois de aplicá-los é essencial.
Evitar a exposição às fumaças, como as de cigarro, por exemplo, e a alérgenos, como os ácaros e o pólen das flores, também fazem parte do sucesso do tratamento.

De acordo com o profissional, não se pode fazer o uso de lente de contato enquanto o quadro de conjutivite permancer ou enquanto o uso de colírios ou pomadas não for descontinuado.

Da Redação
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