Em Santos, moradias são interditadas pela Defesa Civil | Boqnews
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10 de março de 2020

Em Santos, moradias são interditadas pela Defesa Civil

Sete dias após o forte temporal que atingiu a Cidade, os morros continuam em estado de alerta para deslizamentos e a Defesa Civil está retornando às moradias consideradas sob risco para sinalizar os imóveis interditados com marcação em spray e adesivo.

Enquanto isso, a Prefeitura se prepara para iniciar ainda nesta semana a reconstrução e recuperação das regiões afetadas. O pagamento do auxílio-moradia, partilhado entre Estado e Município, deve começar até o fim do mês.

“A Defesa Civil já está realizando esse trabalho de retornar às moradias interditadas, mas, independente disso, peço a todos que não voltem para suas casas. Está sol, o tempo melhorou, mas elas não devem retornar”, frisou o prefeito Paulo Alexandre Barbosa, que nesta segunda-feira (9) esteve na escola Terezinha Calçada Bastos, no Morro São Bento, unidade que abriga famílias provisoriamente.

Trabalho da Defesa Civil

Pela manhã, geólogos, técnicos da Defesa Civil, da Secretaria de Infraestrutura e Edificações (Siedi) e da Cohab visitaram moradias já interditadas, fazendo marcação com spray, em forma de X. Atualmente, cerca de 250 casas estão indicadas para remoção. “E nesta tarde começaremos a adesivá-las para mostrar que foram desocupadas e estão oficialmente interditadas”, explicou o coordenador da Defesa Civil, Daniel Onias.

Ele frisou que, mesmo após o tempo melhorar, as encostas dos morros estão sujeitas a novos deslizamentos, já que a drenagem nestes locais ainda está comprometida. “É muito importante que as pessoas continuem atentas aos sinais de alerta, como água barrenta, trincas e rachaduras no solo e postes e árvores inclinados”.

Onias afirmou que todas as áreas dos morros são preocupantes e foram afetadas com mais ou menos ocorrências. “Há ocorrências de grande magnitude até mesmo no Monte Cabrão e Mantiqueira, na Área Continental”. Além disso, ele também falou sobre uma área no Ilhéu Baixo, na Zona Noroeste, onde uma pedra preocupa moradores da Rua Francisco Lopes Rúbio. “A orientação é para que as pessoas deixem aquelas casas”.

Conforme explicou o coordenador da Defesa Civil, uma boa parte das pessoas não poderá voltar em definitivo porque as moradias foram seriamente afetadas. Após avaliação futura, se o órgão decidir que há imóveis que podem ser liberados, os moradores serão informados.

Atualmente, 275 famílias desabrigadas estão cadastradas para o recebimento do benefício, que será de R$ 600 (valor que será dividido entre Município e Estado). Uma quantia complementar de R$ 1.000 também será paga para que essas famílias possam suprir necessidades básicas imediatas.

“Todas as pessoas que preencherem os requisitos receberão o auxílio-moradia. Se surgirem novas famílias no cadastro, também serão contempladas. Estamos em contato com o Governo do Estado e a expectativa é de que até o final do mês tudo esteja resolvido. Enquanto isso, a Prefeitura vai prover toda a infraestrutura a essas famílias, com alimentação e acomodação”.

Um dos abrigos provisórios para vítimas das chuvas, a escola Teresinha Calçada Bastos conta atualmente com 19 famílias, sendo 54 pessoas. Em visita à escola, o prefeito Paulo Alexandre conversou com vítimas do temporal, explicando que a liberação do dinheiro é prioridade. “Também estamos negociando com o Governo do Estado a reconstrução dos espaços e obras de habitação. É nossa prioridade absoluta”.

Na última quinta-feira (5), o Governo do Estado liberou R$ 50 milhões para intervenções emergenciais nas cidades afetadas pelas chuvas (Santos, São Vicente e Guarujá). Os trabalhos incluem construção de muros de arrimo, contenção de encostas, entre outras obras. Assim, do total, Santos receberá R$ 15 milhões.

Da Redação
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