Hermanos latinos também se reúnem
Além do Brasil, Argentina, Paraguai, Chile e Uruguai são os representantes sul-americanos nesta Copa. Apesar de representarem comunidades menores em relação aos europeus na região, eles também prometem barulho e festa. Caso da turma paraguaia, que, conforme o consulado, possui cerca de 100 filiados na região, mas cujos membros não deixam o carinho pelo futebol de lado.
“A gente não pode parar de trabalhar, então não dá pra juntar o pessoal (no consulado), mas na hora do jogo, vamos nos juntar aqui e torcer”, conta a secretária Noemi Ramos. “Gosto de futebol e em Copa a gente fica ainda mais atento”, completa ela, torcedora do Olímpia, time do país, que é tricampeão da Libertadores.
Pela tabela da Copa, o Paraguai jogará uma de suas partidas na primeira fase em um final de semana (20 de junho, domingo, às 8h30, contra a Eslováquia). Para esse encontro, o vice-cônsul do país na região, Julio Oscar Cañiza, revelou que há a possibilidade de ocorrer “uma reuniãozinha” pelo menos entre os funcionários do consulado para assistir ao segundo duelo da Albiroja no Mundial no próximo final de semana, mas admite: “Se a seleção passar de fase, o pessoal vai se empolgar e podemos até organizar algo para tentar juntar alguns membros da comunidade. Seria interessante!”, disse.
Expectativas
E até onde esses torcedores acreditam que suas seleções podem ir? Os espanhóis estão confiantes. “Espero que tanto nós como os brasileiros avançem em primeiro lugar nos grupos, para evitar o confronto nas oitavas e fazer a grande final dessa Copa. Acredito que a Espanha tem boas chances de chegar lá”, acredita Troncoso, do Centro Espanhol. Já Orlando Tavares é mais comedido com Portugal. “Penso que temos times para ir pelo menos às quartas-de-final”, admite.
“Acho até que podemos ir para a decisão com o Brasil. Na primeira fase, gostaria que desse empate entre os dois, mas numa decisão, sendo bem sincero, acredito que dê Brasil por 1 a 0, com gol contra do Cristiano Ronaldo (risos)”, brinca Armindo, descendente de portugueses, mas brasileiro de nascimento, em alusão ao atacante eleito pela FIFA, principal entidade do futebol no mundo, o segundo melhor do planeta no ano passado.
Os paraguaios, porém, já consideram um resultado bastante significativo chegar entre os oito melhores. “Nos últimos anos, caímos nas oitavas e às vezes até acho que, de lá, nunca passaremos (risos)”, comentou o também secretário do consulado e fã de futebol, Raul Cardozo, torcedor do Cerro Porteno.