Peruibe tem exames gratuitos para triagem da osteoporose
A Secretaria de Saúde de Peruíbe, com apoio da indústria farmacêutica Eli Lilly, promoverá, nesta terça-feira (22), uma campanha de triagem da osteoporose na cidade. O objetivo é detectar de forma precoce os portadores de osteoporose, sobretudo mulheres que já chegaram à menopausa e que possuem características que favorecem o aparecimento dessa doença.
A empresa está disponibilizando, gratuitamente, o aparelho de ultrassonografia para a realização de exames de triagem da osteoporose, sobretudo em mulheres acima de 50 anos. Essa iniciativa acontecerá no ambulatório Hiperdia (Rua Ataliba Leonel, 350, Centro de Peruíbe – SP), das 9 às 17 horas, para as pessoas que receberam uma senha de alguma das Unidades Básicas de Saúde localizadas no município. Somente os portadores dessa senha poderão realizar o exame.
Simples e rápido, o ultrassom de calcâneo é indicado para mulheres acima de 55 anos que na pós-menopausa tenham duas ou mais das seguintes características: fumante; cor branca ou amarela; vida sedentária; histórico familiar de osteoporose (mãe, avó ou
irmã); em uso de corticóides por mais de três meses; antecedência de fraturas de baixo impacto, ocorridas na idade adulta em coluna vertebral, fêmur ou punho.
Diagnóstico
Independente do resultado, as pessoas serão orientadas a levar o exame para um médico especialista avaliar, pois o ultrassom de calcâneo é apenas um rastreamento da osteoporose e não serve como único método diagnóstico. Para fazer o diagnóstico da doença são necessários exames adicionais, dentre eles a densitometria óssea.
Sobre a osteoporose
A osteoporose torna os ossos frágeis e sujeitos a fraturas. Doença silenciosa e debilitante, que atinge uma em cada três mulheres e um em cada oito homens, é um sério problema de saúde pública que pode causar dor, perda da liberdade e autonomia dos movimentos, elevando o risco de morte. É consequência da perda de tecido ósseo
que ocorre mais intensamente após a menopausa.
Os custos de tratamento são altos e o impacto sócio-econômico é grande. Assim sendo, é fundamental que a osteoporose seja detectada precocemente e tratada para que se diminua o risco de fraturas. No Brasil, aproximadamente sete milhões de mulheres, ou seja, 30% das brasileiras que já passaram pela menopausa, convivem com esta doença.