Tradição para quem possui cães e gastos, agosto é o mês de levar o animal de estimação para tomar vacina antirrábica. Este ano, porém, a campanha de vacinação do governo foi suspensa no dia 20 de agosto, pois muitos animais apresentaram sintomas adversos à vacina, como inapetência, apatia, febre, dor intensa, sonolência e sete óbitos foram registrados.
Ainda sem previsão de nova data, a campanha em Santos continua suspensa e o município aguarda orientação do Estado. Segundo o veterinário Eduardo Filetti, a região não apresenta casos de raiva há 20 anos, “porém, não podemos descuidar e devemos vacinar os animais de estimação anualmente para que a doença não reapareça na região”.
A raiva - doença viral contagiosa contraída por mamíferos, como cães, gatos, morcegos e cavalos - pode ser transmitida para o homem por meio da mordida do animal ou pela salivação em contato com uma ferida. No meio urbano, os cães e gatos são os principais transmissores, por isso devem ser vacinados uma vez por ano, a partir de três meses de idade.
O veterinário explica que como existem duas modalidades do vírus, os sintomas são diferentes, por isso não existe uma padronização exata. “A raiva nervosa ou paralítica, por exemplo, apresenta sintomas como tremores, convulsões, câimbras e paralisia. Já a segunda modalidade é a agressiva, que deixa o animal afônico, sem beber água e como o nome diz agressivo”, ressalta.
Os dois casos, explica Filetti, podem apresentar também estado febril, tremores, vômito, apatia e grande quantidade de salivação. Quando o animal apresenta sintomas, o dono deve prender o cachorro ou gato e consultar um veterinário. O médico lembra que jamais deve soltá-lo ou matá-lo, pois somente o veterinário pode confirmar o diagnóstico.
Raiva humana
No homem, quando os sintomas se manifestam, a doença é letal, por isso o tratamento tem que ser feito durante o período de incubação, quando o paciente ainda não apresenta sintomas. “Existem três casos no mundo, inclusive um no Brasil, onde os médicos conseguiram salvar os acometidos desta terrível doença, mas as pessoas ficaram com sequelas graves”, explica Eduardo. Segundo o Ministério da Saúde, o número de casos de raiva em humanos no País caiu de 52 em 1990 para apenas dois no ano passado.
Vacinas particulares
O principal motivo é não se esquecer de vacinar o animal de estimação, seja na campanha, quando recomeçar, ou em clínicas particulares que trabalham normalmente, pois utilizam vacinas importadas da França , Holanda ou EUA, que não apresentaram até o momento qualquer problema. O valor das vacinas pode variar de R$30 a R$50, dependendo da clínica. “O que não pode acontecer é deixar de vacinar”, alerta o veterinário.
Vacinação continua suspensa
Tradição para quem possui cães e gastos, agosto é o mês de levar o animal de estimação para tomar vacina antirrábica. Este ano, porém, a campanha de vacinação do governo foi suspensa no dia 20 de agosto, pois muitos animais apresentaram sintomas adversos à vacina, como inapetência, apatia, febre, dor intensa, sonolência e sete óbitos foram registrados.
Ainda sem previsão de nova data, a campanha em Santos continua suspensa e o município aguarda orientação do Estado. Segundo o veterinário Eduardo Filetti, a região não apresenta casos de raiva há 20 anos, “porém, não podemos descuidar e devemos vacinar os animais de estimação anualmente para que a doença não reapareça na região”.
A raiva – doença viral contagiosa contraída por mamíferos, como cães, gatos, morcegos e cavalos – pode ser transmitida para o homem por meio da mordida do animal ou pela salivação em contato com uma ferida. No meio urbano, os cães e gatos são os principais transmissores, por isso devem ser vacinados uma vez por ano, a partir de três meses de idade.
O veterinário explica que como existem duas modalidades do vírus, os sintomas são diferentes, por isso não existe uma padronização exata. “A raiva nervosa ou paralítica, por exemplo, apresenta sintomas como tremores, convulsões, câimbras e paralisia. Já a segunda modalidade é a agressiva, que deixa o animal afônico, sem beber água e como o nome diz agressivo”, ressalta.
Os dois casos, explica Filetti, podem apresentar também estado febril, tremores, vômito, apatia e grande quantidade de salivação. Quando o animal apresenta sintomas, o dono deve prender o cachorro ou gato e consultar um veterinário. O médico lembra que jamais deve soltá-lo ou matá-lo, pois somente o veterinário pode confirmar o diagnóstico.
Raiva humana
No homem, quando os sintomas se manifestam, a doença é letal, por isso o tratamento tem que ser feito durante o período de incubação, quando o paciente ainda não apresenta sintomas. “Existem três casos no mundo, inclusive um no Brasil, onde os médicos conseguiram salvar os acometidos desta terrível doença, mas as pessoas ficaram com sequelas graves”, explica Eduardo. Segundo o Ministério da Saúde, o número de casos de raiva em humanos no País caiu de 52 em 1990 para apenas dois no ano passado.
Vacinas particulares
O principal motivo é não se esquecer de vacinar o animal de estimação, seja na campanha, quando recomeçar, ou em clínicas particulares que trabalham normalmente, pois utilizam vacinas importadas da França , Holanda ou EUA, que não apresentaram até o momento qualquer problema. O valor das vacinas pode variar de R$30 a R$50, dependendo da clínica. “O que não pode acontecer é deixar de vacinar”, alerta o veterinário.