O volume de dívidas em atraso das empresas recuou em junho de 2011 na comparação com o mês anterior. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas, houve queda de 4,2% nos registros de dívidas não honradas em junho/11 em relação a maio/11. Apesar da queda verificada no mês passado, o primeiro semestre de 2011 encerrou com uma alta de 13,1% na inadimplência das empresas no confronto com o mesmo período do ano passado.
Segundo os economistas da Serasa Experian, a menor quantidade de dias úteis e o recebimento das vendas do Dias das Mães, o qual provocou alívio momentâneo no caixa das empresas, contribuíram para a queda da inadimplência na passagem de maio/11 para junho/11. Todavia, os maiores custos financeiros face às taxas de juros mais elevadas e o atual cenário de desaquecimento econômico fizeram com que, na comparação anual, a inadimplência das empresas neste primeiro semestre se mostrasse superior à verificada nos primeiros seis meses de 2010.
Em relação à variação semestral em 2011, é relevante observar que a base de comparação (1º semestre de 2010), é uma base fraca (variação negativa de 7,4% em relação ao primeiro semestre de 2009). Portanto a alta de 13,1% acumulada no período em 2011 não pode ser considerada como um sinalizador de deterioração mais acentuada da saúde financeira das empresas, analisam os economistas da Serasa Experian.
Decomposição do indicador
Na decomposição do indicador, o único componente da inadimplência das empresas que cresceu em junho foram as dívidas junto às instituições não bancárias, com alta de 4,3%. Por outro lado, houve quedas de 0,7% nas dívidas junto aos bancos, de 15,8% dos títulos protestados e de 4,8% nos cheques devolvidos pela segunda vez por insuficiência de fundos.
Valor médio das dívidas
De janeiro a junho de 2011, as dívidas com bancos tiveram um valor médio de R$ 5.018,33, o que representou 5,8% de aumento ante o mesmo período de 2010. Os cheques sem fundos apresentaram, de janeiro a junho deste ano, um valor médio de R$ 2.064,77, com 2,7% de crescimento, na relação com os seis primeiros meses de 2010.
Os títulos protestados, por sua vez, tiveram, nos seis primeiros meses do ano, um valor médio de R$ 1.742,60, resultando em 7,6% de elevação, na comparação com o acumulado de janeiro a junho de 2010. Por fim, as dívidas junto às instituições não bancárias, por sua vez, tiveram, nos seis primeiros meses do ano, um valor médio de R$ 743,04, resultando em 0,7% de elevação, na comparação com o acumulado de janeiro a junho de 2010.
Metodologia
O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas, por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O indicador considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas vencidas com instituições bancárias e não bancárias.
Inadimplência das empresas recuou 4,2% em junho, revela Serasa Experian
O volume de dívidas em atraso das empresas recuou em junho de 2011 na comparação com o mês anterior. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas, houve queda de 4,2% nos registros de dívidas não honradas em junho/11 em relação a maio/11. Apesar da queda verificada no mês passado, o primeiro semestre de 2011 encerrou com uma alta de 13,1% na inadimplência das empresas no confronto com o mesmo período do ano passado.
Segundo os economistas da Serasa Experian, a menor quantidade de dias úteis e o recebimento das vendas do Dias das Mães, o qual provocou alívio momentâneo no caixa das empresas, contribuíram para a queda da inadimplência na passagem de maio/11 para junho/11. Todavia, os maiores custos financeiros face às taxas de juros mais elevadas e o atual cenário de desaquecimento econômico fizeram com que, na comparação anual, a inadimplência das empresas neste primeiro semestre se mostrasse superior à verificada nos primeiros seis meses de 2010.
Em relação à variação semestral em 2011, é relevante observar que a base de comparação (1º semestre de 2010), é uma base fraca (variação negativa de 7,4% em relação ao primeiro semestre de 2009). Portanto a alta de 13,1% acumulada no período em 2011 não pode ser considerada como um sinalizador de deterioração mais acentuada da saúde financeira das empresas, analisam os economistas da Serasa Experian.
Decomposição do indicador
Na decomposição do indicador, o único componente da inadimplência das empresas que cresceu em junho foram as dívidas junto às instituições não bancárias, com alta de 4,3%. Por outro lado, houve quedas de 0,7% nas dívidas junto aos bancos, de 15,8% dos títulos protestados e de 4,8% nos cheques devolvidos pela segunda vez por insuficiência de fundos.
Valor médio das dívidas
De janeiro a junho de 2011, as dívidas com bancos tiveram um valor médio de R$ 5.018,33, o que representou 5,8% de aumento ante o mesmo período de 2010. Os cheques sem fundos apresentaram, de janeiro a junho deste ano, um valor médio de R$ 2.064,77, com 2,7% de crescimento, na relação com os seis primeiros meses de 2010.
Os títulos protestados, por sua vez, tiveram, nos seis primeiros meses do ano, um valor médio de R$ 1.742,60, resultando em 7,6% de elevação, na comparação com o acumulado de janeiro a junho de 2010. Por fim, as dívidas junto às instituições não bancárias, por sua vez, tiveram, nos seis primeiros meses do ano, um valor médio de R$ 743,04, resultando em 0,7% de elevação, na comparação com o acumulado de janeiro a junho de 2010.
Metodologia
O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas, por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O indicador considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas vencidas com instituições bancárias e não bancárias.