A Ccasp é composta por representantes do governo, dos trabalhadores e dos empresários. Segundo Ademir Wiederkehr, que participou da reunião da última quarta-feira (18), as multas comprovam que os bancos continuam tratando com descaso a segurança das agências.
Os processos encaminhados pelas delegacias estaduais de segurança privada tiveram como parâmetro as determinações da Lei 7.102/83, que estabelece normas para proteção dos estabelecimentos financeiros. De acordo com a fiscalização, foram constatados número insuficiente de vigilantes, alarmes inoperantes, planos de segurança não renovados e utilização de bancários no transporte de valores, entre outros descumprimentos da normal legal.
Os três maiores bancos privados receberam as multas mais altas: Bradesco (R$ 318,1 mil), Itaú Unibanco (R$ 160,5 mil) e Santander (R$ 156,4 mil). Foram multados também o Banco do Brasil (R$ 120,6 mil), Mercantil do Brasil (R$ 42,5 mil) e Banco do Nordeste (R$ 10,6 mil). A campeã de multas foi uma agência do Bradesco em Rio Branco, no Acre, arrolada em nove processos e multada em R$ 127,6 mil.
Conforme dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresentados pela Contraf, os cinco maiores bancos do país lucraram R$ 50,7 bilhões no ano passado e investiram apenas R$ 2,6 bilhões (5,2% do lucro) em segurança e vigilância. Isso mostra, para Ademir Wiederkehr, que os bancos gastam pouco com segurança e expõem ao risco a vida de funcionários e clientes.
Mas esses números são contestados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).A diretoria de Comunicação da entidade assegura que os bancos brasileiros investem em torno de R$ 10 bilhões por ano em sistemas de segurança física e eletrônica para garantir a integridade de clientes, bancários e colaboradores.
A Febraban garante ainda que os bancos cumprem as determinações da Lei 7.102/83, de acordo com planos de segurança previamente submetidos à Polícia Federal. Observa, contudo, que “as falhas apontadas são pontuais, em boa parte de natureza meramente administrativa, sem espelhar uma redução dos padrões e procedimentos de segurança seguidos pelas instituições financeiras”.
Multas contra abusos de bancos
A Ccasp é composta por representantes do governo, dos trabalhadores e
dos empresários. Segundo Ademir Wiederkehr, que participou da reunião da
última quarta-feira (18), as multas comprovam que os bancos continuam
tratando com descaso a segurança das agências.
Os processos encaminhados pelas delegacias estaduais de segurança
privada tiveram como parâmetro as determinações da Lei 7.102/83, que
estabelece normas para proteção dos estabelecimentos financeiros. De
acordo com a fiscalização, foram constatados número insuficiente de
vigilantes, alarmes inoperantes, planos de segurança não renovados e
utilização de bancários no transporte de valores, entre outros
descumprimentos da normal legal.
Os três maiores bancos privados receberam as multas mais altas:
Bradesco (R$ 318,1 mil), Itaú Unibanco (R$ 160,5 mil) e Santander (R$
156,4 mil). Foram multados também o Banco do Brasil (R$ 120,6 mil),
Mercantil do Brasil (R$ 42,5 mil) e Banco do Nordeste (R$ 10,6 mil). A
campeã de multas foi uma agência do Bradesco em Rio Branco, no Acre,
arrolada em nove processos e multada em R$ 127,6 mil.
Conforme dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese) apresentados pela Contraf, os cinco maiores
bancos do país lucraram R$ 50,7 bilhões no ano passado e investiram
apenas R$ 2,6 bilhões (5,2% do lucro) em segurança e vigilância. Isso
mostra, para Ademir Wiederkehr, que os bancos gastam pouco com segurança
e expõem ao risco a vida de funcionários e clientes.
Mas esses números são contestados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).A diretoria de Comunicação da entidade assegura que os bancos
brasileiros investem em torno de R$ 10 bilhões por ano em sistemas de
segurança física e eletrônica para garantir a integridade de clientes,
bancários e colaboradores.
A Febraban garante ainda que os bancos cumprem as determinações da Lei
7.102/83, de acordo com planos de segurança previamente submetidos à
Polícia Federal. Observa, contudo, que “as falhas apontadas são
pontuais, em boa parte de natureza meramente administrativa, sem
espelhar uma redução dos padrões e procedimentos de segurança seguidos
pelas instituições financeiras”.