O projeto de revitalização do bairro do Valongo, apresentado pela Prefeitura de Santos no último mês, pretende ocupar a área degradada entre os armazéns 1 e 8, com atividades náuticas, turísticas, empresariais e culturais. Os investimentos serão da iniciativa privada, no valor total de R$ 554 milhões. A iniciativa, porém, divide opiniões.
Segundo a professora universitária Edna Veloso de Medeiros, 56 anos, era preciso de uma intervenção do governo na região do Valongo. “Infelizmente, a região estava abandonada, apesar de toda a história que o bairro possuiu e a importância para a cidade. Com esses novos investimentos, explorando principalmente o setor do turismo e lazer, vai atrair mais pessoas”, diz.
Mas, para o vendedor Elenaldo Souza Santos, 43 anos, tais investimentos vão acabar com a atividade de empresas como as transportadoras e pequenos comércios locais. “Eu trabalho em uma loja de peças e, com a saída das transportadoras daqui, também teremos que nos mudar. Afinal, o projeto pretende tornar o lugar um ponto mais de turismo e com grandes estabelecimentos, dificultando nossa vida”, lamenta.
Apesar disso, o segurança particular de uma companhia de transporte de cargas da região, Thiago Ribeiro Teixeira, de 32 anos, acredita que o projeto trará um desenvolvimento necessário ao Valongo. “Trabalho e moro aqui há anos e entendo que teremos que nos adaptar. Mas só com o início aqui das obras do Museu Pelé e da futura sede da Petrobras, diminuiu o número de mendigos nas ruas e de assaltos, por exemplo. Deu para notar essa diferença”, relata.
Conforme dados oficiais, a iniciativa é um convênio assinado em 2008 entre a Prefeitura e a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), em parceria com a SEP (Secretaria Especial de Portos) da Presidência da República.
A previsão da Prefeitura é da criação de 1200 empregos direitos e mil temporários durante as construções. As licitações das obras pretendem ser lançadas no 1º semestre de 2013.
Estão planejados a construção de um terminal de cruzeiros, marina pública, bases oceanográficas da USP (Universidade de São Paulo) e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), além de hotéis, restaurantes, lojas, escritórios e o Museu Marítimo do Porto e o Museu Pelé.
Na semana retrasada, o grupo OR, da construtora Odebrechet, anunciou a construção de um complexo hoteleiro e comercial, com 240 leitos da bandeira Íbis (da rede francesa Accor) e 329 escritórios comerciais a serem entregues em 2015, no cruzamento das ruas Marquês de Herval e Cristiano Otoni, no centro de Santos.
(*) Aluna do curso de Jornalismo da Unisanta - Santos (SP).
Revitalização do Valongo divide opiniões
(*) Mayara Sampaio
O projeto de revitalização do bairro do Valongo, apresentado pela Prefeitura de Santos no último mês, pretende ocupar a área degradada entre os armazéns 1 e 8, com atividades náuticas, turísticas, empresariais e culturais. Os investimentos serão da iniciativa privada, no valor total de R$ 554 milhões. A iniciativa, porém, divide opiniões.
Segundo a professora universitária Edna Veloso de Medeiros, 56 anos, era preciso de uma intervenção do governo na região do Valongo. “Infelizmente, a região estava abandonada, apesar de toda a história que o bairro possuiu e a importância para a cidade. Com esses novos investimentos, explorando principalmente o setor do turismo e lazer, vai atrair mais pessoas”, diz.
Mas, para o vendedor Elenaldo Souza Santos, 43 anos, tais investimentos vão acabar com a atividade de empresas como as transportadoras e pequenos comércios locais. “Eu trabalho em uma loja de peças e, com a saída das transportadoras daqui, também teremos que nos mudar. Afinal, o projeto pretende tornar o lugar um ponto mais de turismo e com grandes estabelecimentos, dificultando nossa vida”, lamenta.
Apesar disso, o segurança particular de uma companhia de transporte de cargas da região, Thiago Ribeiro Teixeira, de 32 anos, acredita que o projeto trará um desenvolvimento necessário ao Valongo. “Trabalho e moro aqui há anos e entendo que teremos que nos adaptar. Mas só com o início aqui das obras do Museu Pelé e da futura sede da Petrobras, diminuiu o número de mendigos nas ruas e de assaltos, por exemplo. Deu para notar essa diferença”, relata.
Conforme dados oficiais, a iniciativa é um convênio assinado em 2008 entre a Prefeitura e a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), em parceria com a SEP (Secretaria Especial de Portos) da Presidência da República.
A previsão da Prefeitura é da criação de 1200 empregos direitos e mil temporários durante as construções. As licitações das obras pretendem ser lançadas no 1º semestre de 2013.
Estão planejados a construção de um terminal de cruzeiros, marina pública, bases oceanográficas da USP (Universidade de São Paulo) e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), além de hotéis, restaurantes, lojas, escritórios e o Museu Marítimo do Porto e o Museu Pelé.
Na semana retrasada, o grupo OR, da construtora Odebrechet, anunciou a construção de um complexo hoteleiro e comercial, com 240 leitos da bandeira Íbis (da rede francesa Accor) e 329 escritórios comerciais a serem entregues em 2015, no cruzamento das ruas Marquês de Herval e Cristiano Otoni, no centro de Santos.
(*) Aluna do curso de Jornalismo da Unisanta – Santos (SP).