Os irmãos Andrada – Parte 3 | Boqnews
14 de outubro de 2024

Os irmãos Andrada – Parte 3

Em Santos, praça que lhe presta homenagem é resguardada pela Palácio da Justiça, Catedral Santista, Teatro Coliseu.

Assim, sem levarmos em conta seu nome, já reserva muita história pelo seu entorno.

Patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva nasceu em Santos, no dia 13 de junho de 1763.

O mais velho de 10 filhos entre Bonifácio José Ribeiro de Andrada e Maria Bárbara da Silva.

O casal teve quatro filhas e seis filhos, sendo três deles de fama nacional e histórica.

ESTUDOS

Assim como Martim Francisco e Antônio Carlos, após ter seus primeiros estudos feitos em casa e em São Paulo, foi para Coimbra (Portugal).

Lá se formou, em 1787, em Direito e Filosofia.

Dessa forma, durante o período em Portugal leu muito, sobretudo Camões, Montesquieu, Rousseau e Voltaire.

Em 1790, vai à Paris (França), na fase inicial da Revolução Francesa, e se aperfeiçoa em Química e Mineralogia até 1791.

Na capital francesa teve a oportunidade de estudar com o químico Antoine Lavoisier.

MINERALOGIA

Partiu numa excursão pela Europa, passando por diversos países como Dinamarca, Bélgica, Países Baixos, Hungria, Inglaterra e Escócia.

Dessa forma, em seus vários estudos descobriu os novos minerais e variedades ainda não conhecidas, Petalita, Espodumênio, Escapolita e Criolita.

Também foi responsável por introduzir pela primeira vez a palavra “tecnologia” na língua portuguesa, por meio de dois artigos publicados em 1815 e 1819.

Por essa razão, em 1868, o cientista James Dwight Dana homenageou Bonifácio dando o nome de Andradita a um tipo de minério Granada.

INDEPÊNDENCIA

Após ocupar diversos cargos na Coroa Portuguesa, chegando a receber a patente de Comandante das Forças Armadas por ter atuado em diversas revoltas e na guerra contra Napoleão.

Retornou ao Brasil em 1819 com ideias de uma sociedade abolicionista e homogênea.

Virou conselheiro do Império em 1820, sendo o maior articulador do dia do Fico e da Independência do Brasil.

Tornou-se oficialmente Patrono da Independência apenas em 2018, por meio da Lei no 13.615 de 11 de janeiro.

Existe um boato que Bonifácio teria tido um caso com a Imperatriz Leopoldina, no entanto, não há nenhum registro histórico que confirme tal fato, há apenas relatos da proximidade deles.

EXÍLIO E MORTE

Em 1823, participa da Assembleia Constituinte, no entanto, passa a divergir do Império e acaba sendo preso e exilado junto de seus irmão para Bordeau (França).

O fato de o Brasil aceitar pagar dois milhões de libras esterlinas a Portugal para que nossa independência fosse enfim reconhecida, em 1825, o irritou bastante a ponto de chamar D. João VI de “João Burro”, e D. Pedro comparou com Pedro Malasartes (personagem da cultura portuguesa conhecido por sua falta de escrúpulos).

Além disso, considerou um insulto o fato do Imperador ter concedido o título de Viscondessa de Santos a sua amante, Domitília de Castro e Canto Melo, justamente a cidade em que nascera.

Retorna para o Brasil apenas em 1829, trazendo o corpo de sua esposa que faleceu na viagem. Em 1831, após D. Pedro I abdicar do trono é nomeado tutor de D. Pedro II, ficando no posto até 1833.

Morreu em Niterói-RJ, no dia 6 de abril de 1838, após ficar recluso da vida política.

A RUA

Localizada no Centro, com um longo histórico de nomes, como Praça 60, Quadra Mauá, Praça José Bonifácio (O Moço), este último homenageando seu sobrinho, ganhou a atual nomenclatura em 13 de dezembro de 1961, após sanção de Newton Lima Azevedo, vice-presidente da Câmara em exercício.

A praça com o nome de seu sobrinho, foi transferida para a entrada da cidade. Na Baixada Santista, apenas Bertioga não homenageia o Patriarca em suas vias.

 

 

Ronaldo Tarallo Junior, Da Redação
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