O Brasil tem hoje uma carência de 14 mil leitos hospitalares, segundo dados da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp). Um dos motivos que leva à falta de leitos é o aumento do número de beneficiários de planos de saúde – na cidade São Paulo, por exemplo, o salto foi de 5,7 milhões em 2000 para 6,7 milhões em 2010, segundo dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
Esse crescimento de mais de 15% nos usuários em 10 anos levou à cidade a ter, proporcionalmente, mais leitos no sistema público (SUS) que no sistema suplementar – estudo do Governo do Estado de São Paulo indicou 2,37 leitos para cada mil usuários do SUS enquanto, no sistema suplementar, o índice ficava em 1,89 (fonte: Rede hospitalar no Estado de São Paulo: mapear para regular/ Olimpio J. Nogueira Bittar ; José Dínio Vaz Mendes; Adriana Magalhães ).
Dentro desse cenário e para suprir a demanda por leitos, várias instituições hospitalares passam a ver o home care como um modelo assistencial complementar a internação hospitalar. “O conceito, batizado de desospitalização, funciona como alternativa para disponibilizar mais leitos hospitalares, proporcionando atendimento domiciliar para pacientes que podem ser tratados em casa", explica a doutora Ana Elisa A. C. de Siqueira, diretora do Grupo Santa Celina. Atualmente , o Grupo tem mais de 800 pacientes em home care, envolvendo três mil profissionais de saúde no tratamento destes pacientes. É o equivalente a três hospitais de grande porte – a partir de 250 leitos, o setor já classifica um hospital como grande.
O Grupo, que completa 15 anos de fundação, fechou 2012 com crescimento de 18% em seu faturamento, englobando as duas unidades de negócio: atenção domiciliar (homecare) e promoção de saúde e prevenção de doenças. Parte do crescimento reflete esse mercado com falta de leitos em hospitais e elevado custo de medicamentos.
Aumento de leitos limitados
Os hospitais mais modernos entendem que as ampliações de suas instalações têm um futuro limitado. E é aí que entram os serviços de home care. “Antes visto como concorrentes da internação hospitalar, os serviços de cuidados com a saúde em ambiente domiciliar passaram a ser um aliado dos hospitais, uma vez que liberam leitos para pacientes que realmente necessitam de internação para cirurgias ou outros procedimentos passíveis de serem realizados somente em ambiente hospitalar”, conta Ana Elisa.
A desospitalização ocorre com pessoas em diferentes níveis de complexidade assistencial, como por exemplo pacientes que não precisam de uma internação hospitalar para receberem medicação intravenosa, podendo receber esse cuidado em casa. Há ainda os pacientes crônicos com patologias mais severas, que encontram-se acamados e dependentes de ventilação mecânica e que precisam de todo o suporte necessário para manutenção da assistência com qualidade. Segundo Ana Elisa, estes pacientes são acompanhados por profissionais de saúde treinados e capacitados para esse tipo de assistência. Estima-se que alguns pacientes quando encaminhados para atenção e/ou internação domiciliar passam a representar uma economia de até 50% para as operadoras.
O Brasil tem hoje uma carência de 14 mil leitos hospitalares, segundo dados da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp). Um dos motivos que leva à falta de leitos é o aumento do número de beneficiários de planos de saúde – na cidade São Paulo, por exemplo, o salto foi de 5,7 milhões em 2000 para 6,7 milhões em 2010, segundo dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
Esse crescimento de mais de 15% nos usuários em 10 anos levou à cidade a ter, proporcionalmente, mais leitos no sistema público (SUS) que no sistema suplementar – estudo do Governo do Estado de São Paulo indicou 2,37 leitos para cada mil usuários do SUS enquanto, no sistema suplementar, o índice ficava em 1,89 (fonte: Rede hospitalar no Estado de São Paulo: mapear para regular/ Olimpio J. Nogueira Bittar ; José Dínio Vaz Mendes; Adriana Magalhães ).
Dentro desse cenário e para suprir a demanda por leitos, várias instituições hospitalares passam a ver o home care como um modelo assistencial complementar a internação hospitalar. “O conceito, batizado de desospitalização, funciona como alternativa para disponibilizar mais leitos hospitalares, proporcionando atendimento domiciliar para pacientes que podem ser tratados em casa”, explica a doutora Ana Elisa A. C. de Siqueira, diretora do Grupo Santa Celina. Atualmente , o Grupo tem mais de 800 pacientes em home care, envolvendo três mil profissionais de saúde no tratamento destes pacientes. É o equivalente a três hospitais de grande porte – a partir de 250 leitos, o setor já classifica um hospital como grande.
O Grupo, que completa 15 anos de fundação, fechou 2012 com crescimento de 18% em seu faturamento, englobando as duas unidades de negócio: atenção domiciliar (homecare) e promoção de saúde e prevenção de doenças. Parte do crescimento reflete esse mercado com falta de leitos em hospitais e elevado custo de medicamentos.
Aumento de leitos limitados
Os hospitais mais modernos entendem que as ampliações de suas instalações têm um futuro limitado. E é aí que entram os serviços de home care. “Antes visto como concorrentes da internação hospitalar, os serviços de cuidados com a saúde em ambiente domiciliar passaram a ser um aliado dos hospitais, uma vez que liberam leitos para pacientes que realmente necessitam de internação para cirurgias ou outros procedimentos passíveis de serem realizados somente em ambiente hospitalar”, conta Ana Elisa.
A desospitalização ocorre com pessoas em diferentes níveis de complexidade assistencial, como por exemplo pacientes que não precisam de uma internação hospitalar para receberem medicação intravenosa, podendo receber esse cuidado em casa. Há ainda os pacientes crônicos com patologias mais severas, que encontram-se acamados e dependentes de ventilação mecânica e que precisam de todo o suporte necessário para manutenção da assistência com qualidade. Segundo Ana Elisa, estes pacientes são acompanhados por profissionais de saúde treinados e capacitados para esse tipo de assistência. Estima-se que alguns pacientes quando encaminhados para atenção e/ou internação domiciliar passam a representar uma economia de até 50% para as operadoras.