Em ato na Paulista, Bolsonaro pede anistia a envolvidos em 8 de janeiro | Boqnews
Segundo os organizadores, ato reuniu cerca de 500 mil pessoas. Já dados da USP, com uso da IA, revelam cerca de 45 mil no horário de pico. Foto: Rovena Rosa - Ag. Brasil - Arquivo
6 de abril de 2025

Em ato na Paulista, Bolsonaro pede anistia a envolvidos em 8 de janeiro

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro participaram na tarde deste domingo (6) de um ato na avenida Paulista, na região central da capital paulista, convocado por ele, para pedir a anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro em Brasília.

O protesto começou por volta das 14h e ficou centralizado na defesa do projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados que concede anistia a condenados pelos atos antidemocráticos.

Segundo estimativa do Monitor do Debate Político, vinculado à USP e ao Cebrap, ato reuniu 45 mil pessoas.

Dessa forma, a contagem foi feita no momento de pico da manifestação, às 15h44, a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial

Já os organizadores calcularam um número quase 10 vezes maior.

Assim, em seu discurso ao longo de 25 minutos Bolsonaro defendeu a cabeleireira Débora Rodrigues Santos.

Ela está presa por participação no ataque golpista e por ter pichado a estátua “A Justiça”, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), com um batom.

Após pressão popular, o ministro Alexandre de Moraes concedeu-lhe prisão domiciliar.

Assim, Débora é mãe de duas crianças pequenas.

Manifestantes vestidos de verde amarelo mostravam batons em referência a Débora, que já teve a prisão domiciliar concedida.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, ela aderiu ao movimento golpista desde o fim das eleições de 2022, e é suspeita de apagar provas e atrapalhar o trabalho de investigadores e da Justiça.

‘Apodrecendo até hoje ou até assassinado’

Durante sua fala, Bolsonaro disse acreditar que se estivesse no Brasil em 8 de janeiro estaria preso.

Aliás, tal fato  não ocorreu porque ele viajou para os EUA em 30 de dezembro de 2022.

“Algo me avisou. Se eu estivesse no Brasil eu teria sido preso e estaria apodrecendo até hoje ou até assassinado”.

O ex-presidente lembrou que a falta de um dos filhos no ato, Eduardo Bolsonaro, que se licenciou do mandato de deputado federal e se mudou para os Estados Unidos alegando perseguição política.

Segundo ele, Eduardo tem contato com pessoas importantes do mundo todo.

“Tenho esperança que de fora venha alguma coisa para cá”.

Inelegível

Além de Bolsonaro, estavam presentes na manifestação o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas; o de Minas Gerais, Romeu Zema; o do Paraná, Ratinho Junior.

E ainda: o do Amazonas, Wilson Lima; o de Goiás, Ronaldo Caiado; o de Mato Grosso, Mauro Mendes; e o de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).

Parlamentares e outras autoridades, como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também participaram do ato.

Assim, Bolsonaro está inelegível por 8 anos, até 2030.

Isso porque a Justiça Eleitoral entendeu que a reunião com embaixadores estrangeiros, em julho de 2022, no Palácio da Alvorada, teve uso eleitoral.

Dessa forma, na ocasião, o então presidente, fez afirmações sem provas, desacreditando o sistema eleitoral brasileiro.

Além disso, ele é réu por tentativa de golpe, junto com mais sete pessoas, desde o mês passado, desde a decisão unânime da Primeira Turma do STF.

Portanto, os cinco ministros votaram para aceitar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A partir de então, Bolsonaro e os outros réus, passarão a responder a um processo penal que pode condená-los à prisão.

(*) Com informações da Redação

 

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Flávia Albuquerque, Agência Brasil
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