Neste sábado, 22 de março, comemora-se o Dia Mundial da Água, criado há mais de 20 anos para celebrar e discutir a importância da água na vida do planeta. No Brasil, o fato de termos cerca de 13% de toda a água potável do mundo pode até dar a sensação de que se trata de um recurso abundante, mas a realidade é bem diferente.
A disputa pela água exige atenção cada vez maior. Seis milhões de brasileiros não tem acesso à água tratada e apenas 37,5% de todo o esgoto no País é devidamente tratado, segundo o Instituto Trata Brasil.
Além disso, nos mais de dois mil municípios brasileiros com altas taxas de mortalidade infantil, 74% da população vivem sem água encanada e esgoto.
Já, das 100 maiores cidades do país que também foram analisadas, apenas 10 municípios possuíam índice de tratamento de esgoto superior a 80%: Sorocaba, Niterói, São José do Rio Preto, Jundiaí, Curitiba, Limeira, Ribeirão Preto, Londrina, Maringá e Petrópolis.
Por último, dos 53 investiram menos de 20% do que arrecadam na melhoria ou ampliação do sistema.
Aline Azevedo, coordenadora de pesquisa e desenvolvimento da Unilever, alerta que a escassez da água é um problema mais próximo do que parece.
De acordo com a especialista, a demanda cresce não apenas por conta do aumento da população, mas também por mudança de hábitos e incremento da renda.
”O aumento de demanda combinada à falta de saneamento básico faz com que o recurso esteja cada vez menos disponível”, explica.
Segundo Aline, quem mais sofre com a água contaminada no Brasil são as crianças. A diarreia é a segunda causa de morte entre os menores de 5 anos em todo o mundo.
E, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), apenas 39% das crianças nos países em desenvolvimento recebem tratamento adequado.
Já, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). 88% das mortes por diarreias no mundo são causadas pelo saneamento inadequado e, em 2011, no Brasil, 396.048 pessoas foram internadas por diarreia; destas, 138.447 foram crianças menores de 5 anos (35% do total).
Além da diarreia, a água imprópria pode causar doenças como hepatite A, febre tifoide, rotavírus, cólera e leptospirose. “Por isso, é importante saber sempre a procedência da água que se consome. Confiar apenas nos olhos não adianta”, alerta.
Aline chama a atenção para o cuidado que se deve tomar com as águas engarrafadas. Testes realizados em garrafões pela Proteste, organização não-governamental de defesa do consumidor, mostraram que os rótulos das águas de garrafão continham informação incompleta e quantidade errada de minerais, além de não mostrarem a data de validade ou instruções para conservação.
Algumas delas também apresentaram a bactéria Pseudomonas aeruginosa. Ela é uma bactéria muito comum em infecções que ocorrem em indivíduos imunodeprimidos, infectando, normalmente, o trato respiratório (pulmão) e aparelho urinário.
Outro ponto importante diz respeito ao armazenamento inadequado dos galões nas fábricas e estabelecimentos comerciais, o que também pode trazer sérios riscos à saúde.
Muitas vezes, galões podem ficar expostos ao sol, fumaça, pesticidas e outros produtos químicos, o que, no mínimo, afetaria o cheiro e o gosto da água. “A exposição ao sol altera o equilíbrio químico, especialmente se for uma água mineral da fonte.
Isso não tem a ver com a garrafa, mas com os componentes que já estavam na água quando ela foi recolhida”, completa.
Já garrafas que tiveram grande exposição à fumaça, o risco é ainda maior, pois a exposição dos componentes químicos aos indivíduos que ingerirem a água podem, a longo prazo, comprometer o cérebro, o sistema reprodutor feminino e o sistema imunológico.
Embora tenha se visto um considerável aumento na procura pelos purificadores por conta dos benefícios que eles trazem para a saúde, poucos sabem, realmente, como eles são capazes de tornar a água que bebemos muito mais saudável.
Os purificadores são aparelhos que conseguem remover bactérias, eliminar doenças e reduzir a hipertensão. Por outro lado, o processo de purificação retira os sais e cloretos presentes na água -, elimina impurezas, odores e o gosto de cloro.
Água contaminada no mundo
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) estima que, até 2025, 2/3 da população mundial seja afetada, de alguma forma, por falta de água potável. “O semiárido, por exemplo, com 10% da área do país, é uma região carente de disponibilidade.
As áreas metropolitanas, com grande concentração de população, têm alta demanda de água em pouco espaço, o que, associado à contaminação das fontes de água por esgoto, produzem grande pressão quanto à escassez da água”, alerta Katia.
Já os últimos relatórios de Desenvolvimento Humano da ONU, publicados entre 2006 e 2011, indicam que, se o consumo de água potável continuar da forma que está, países africanos e asiáticos sofrerão com uma grave escassez de água já em 2025, que afetaria cerca de 5,5 bilhões de pessoas.
O cenário piora em 2050, quando 75% da humanidade teria pouco acesso à água de qualidade, o que prejudicaria a produção agrícola e industrial, gerando também uma crise de alimentos.
Atualmente, a ONU estima que 18% da população do planeta não tenha acesso à quantidade mínima necessária de água potável.
Neste sábado, 22 de março, comemora-se o Dia Mundial da Água, criado há mais de 20 anos para celebrar e discutir a importância da água na vida do planeta. No Brasil, o fato de termos cerca de 13% de toda a água potável do mundo pode até dar a sensação de que se trata de um recurso abundante, mas a realidade é bem diferente.
A disputa pela água exige atenção cada vez maior. Seis milhões de brasileiros não tem acesso à água tratada e apenas 37,5% de todo o esgoto no País é devidamente tratado, segundo o Instituto Trata Brasil.
Além disso, nos mais de dois mil municípios brasileiros com altas taxas de mortalidade infantil, 74% da população vivem sem água encanada e esgoto.
Já, das 100 maiores cidades do país que também foram analisadas, apenas 10 municípios possuíam índice de tratamento de esgoto superior a 80%: Sorocaba, Niterói, São José do Rio Preto, Jundiaí, Curitiba, Limeira, Ribeirão Preto, Londrina, Maringá e Petrópolis.
Por último, dos 53 investiram menos de 20% do que arrecadam na melhoria ou ampliação do sistema.
Aline Azevedo, coordenadora de pesquisa e desenvolvimento da Unilever, alerta que a escassez da água é um problema mais próximo do que parece.
De acordo com a especialista, a demanda cresce não apenas por conta do aumento da população, mas também por mudança de hábitos e incremento da renda.
”O aumento de demanda combinada à falta de saneamento básico faz com que o recurso esteja cada vez menos disponível”, explica.
Segundo Aline, quem mais sofre com a água contaminada no Brasil são as crianças. A diarreia é a segunda causa de morte entre os menores de 5 anos em todo o mundo.
E, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), apenas 39% das crianças nos países em desenvolvimento recebem tratamento adequado.
Já, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). 88% das mortes por diarreias no mundo são causadas pelo saneamento inadequado e, em 2011, no Brasil, 396.048 pessoas foram internadas por diarreia; destas, 138.447 foram crianças menores de 5 anos (35% do total).
Além da diarreia, a água imprópria pode causar doenças como hepatite A, febre tifoide, rotavírus, cólera e leptospirose. “Por isso, é importante saber sempre a procedência da água que se consome. Confiar apenas nos olhos não adianta”, alerta.
Aline chama a atenção para o cuidado que se deve tomar com as águas engarrafadas. Testes realizados em garrafões pela Proteste, organização não-governamental de defesa do consumidor, mostraram que os rótulos das águas de garrafão continham informação incompleta e quantidade errada de minerais, além de não mostrarem a data de validade ou instruções para conservação.
Algumas delas também apresentaram a bactéria Pseudomonas aeruginosa. Ela é uma bactéria muito comum em infecções que ocorrem em indivíduos imunodeprimidos, infectando, normalmente, o trato respiratório (pulmão) e aparelho urinário.
Outro ponto importante diz respeito ao armazenamento inadequado dos galões nas fábricas e estabelecimentos comerciais, o que também pode trazer sérios riscos à saúde.
Muitas vezes, galões podem ficar expostos ao sol, fumaça, pesticidas e outros produtos químicos, o que, no mínimo, afetaria o cheiro e o gosto da água. “A exposição ao sol altera o equilíbrio químico, especialmente se for uma água mineral da fonte.
Isso não tem a ver com a garrafa, mas com os componentes que já estavam na água quando ela foi recolhida”, completa.
Já garrafas que tiveram grande exposição à fumaça, o risco é ainda maior, pois a exposição dos componentes químicos aos indivíduos que ingerirem a água podem, a longo prazo, comprometer o cérebro, o sistema reprodutor feminino e o sistema imunológico.
Embora tenha se visto um considerável aumento na procura pelos purificadores por conta dos benefícios que eles trazem para a saúde, poucos sabem, realmente, como eles são capazes de tornar a água que bebemos muito mais saudável.
Os purificadores são aparelhos que conseguem remover bactérias, eliminar doenças e reduzir a hipertensão. Por outro lado, o processo de purificação retira os sais e cloretos presentes na água -, elimina impurezas, odores e o gosto de cloro.
Água contaminada no mundo
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) estima que, até 2025, 2/3 da população mundial seja afetada, de alguma forma, por falta de água potável. “O semiárido, por exemplo, com 10% da área do país, é uma região carente de disponibilidade.
As áreas metropolitanas, com grande concentração de população, têm alta demanda de água em pouco espaço, o que, associado à contaminação das fontes de água por esgoto, produzem grande pressão quanto à escassez da água”, alerta Katia.
Já os últimos relatórios de Desenvolvimento Humano da ONU, publicados entre 2006 e 2011, indicam que, se o consumo de água potável continuar da forma que está, países africanos e asiáticos sofrerão com uma grave escassez de água já em 2025, que afetaria cerca de 5,5 bilhões de pessoas.
O cenário piora em 2050, quando 75% da humanidade teria pouco acesso à água de qualidade, o que prejudicaria a produção agrícola e industrial, gerando também uma crise de alimentos.
Atualmente, a ONU estima que 18% da população do planeta não tenha acesso à quantidade mínima necessária de água potável.