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06 DE FEVEREIRO DE 2026

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Livro mostra o reecontro de Santos com o Samba de Carnaval

Jornalista Wagner de Alcântara Aragão relembra, em livro, a retomada do Carnaval santista, feito ocorrido há 20 anos.

Por: Da Redação

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Ao iniciar os desfiles das escolas de samba nesta sexta (6), muitos talvez não lembrem que Santos, que já foi o segundo maior Carnaval do País, ficou sem desfiles carnavalescos durante cinco anos.

Ou seja, entre 2001 a 2005 – durante a gestão do então prefeito Beto Mansur.

Foi em 2006, quando o seu sucessor, prefeito João Paulo Tavares Papa, preparou a retomada do Carnaval santista em uma extensa área na Zona Noroeste, conhecida popularmente como Estradão.

Duas décadas depois, a área está completamente transformada e integra a paisagem da Cidade.

E a retomada dos desfiles acabaram alterando esta história.

“Eu me comprometi, fiz esse estudo no primeiro ano. Nós achamos um local que eu hoje estou seguro que é o local ideal na Zona Noroeste. O prolongamento da Avenida Afonso Schmidt foi feito com a finalidade de definir um local e teve um ganho triplo. Nós tínhamos naquele local problemas de mobilidade, os bairros do entorno estavam todos isolados por falta de sistema viário. Nós tínhamos problemas crônicos de alagamentos, de dengue, de segurança.  Eu acho que quando definimos pela passarela naquele local, resolveu definitivamente o problema. O carnaval trouxe um enorme ganho de qualidade de vida para a Zona Noroeste”, destaca em entrevista ao Boqnews.com (confira o conteúdo completo aqui).

Duas Noites

Assim, para relembrar esta e outras histórias sobre a retomada do Carnaval santista, o jornalista, professor e escritor Wagner de Alcântara Aragão está relançando o livro Duas Noites – O (re) encontro de Santos com o Samba de Carnaval.

Lançado em 2006 e relançado em 2016, a obra lembra detalhes sobre a retomada dos desfiles carnavalescos na Cidade.

Em entrevista ao Jornal Enfoque, ele resgata curiosidades do Carnaval santista.

Como a conquista pela Escola de Samba Brasil – hoje no Grupo de Acesso – no título do Carnaval paulista de 1954, ano do 4º centenário da Capital.

E a troca de experiência entre as agremiações de Santos com as de outras localidades.

“Santos era a sede das escolas de samba nos anos 70”, enfatiza.

Ele relembrou que naquela reestreia três escolas foram campeãs: Brasil, Padre Paulo e Sangue Jovem, que empataram com a nota máxima – 170 pontos.

Por sua vez, a X-9 foi a penúltima colocada (não houve rebaixamento naquele ano) feito que se tornou um capítulo na publicação.

“A escola não tinha o número de baianas exigido pelo regulamento”, lembra.

Aragão defende a antecipação dos desfiles das escolas de samba, pois há um intercâmbio entre os profissionais.

No entanto, ele reconhece que se antes o atual local da Passarela do Samba Dráuzio da Cruz foi acertado, hoje, passados 20 anos, há necessidade de reflexão.

“Creio que faltou ao Poder Público determinar que ali seria uma área destinada ao Carnaval, como ocorreu com o Rio de Janeiro e em São Paulo”.

“E, assim, com a expansão imobiliária, o espaço está limitado novamente. Creio que em um ou dois anos isso precisará ser revisto”, disse.

Confira o programa completo

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