Apesar dos ingressos para quem queria assistir aos desfiles das escolas de samba acabarem rapidamente, quem tinha dinheiro pagou, no mínimo, R$ 70 pelos mesmos para assistir aos desfiles no primeiro dia.
Aliás, bem acima do valor cobrado no dia das vendas.
A arquibancada custava R$ 10,00, mas com a doação de um quilo de alimento não perecível, exceto sal e açúcar, apenas R$ 5,00.
Por sua vez, cambistas vendiam tranquilamente os ingressos para acesso às arquibancadas – com forte ágio.
A previsão é que hoje, com quatro escolas consideradas da elite do Carnaval santista, o preço seja ainda superior, ultrapassando R$ 100,00.
Na abertura das vendas no final do mês passado, centenas de pessoas comparecem ao Centro de Cultura Patrícia Galvão para adquirir os ingressos.
Aliás, eles também poderiam ser adquiridos pela internet.
As vendas se encerraram poucas horas após a abertura.
Na própria reportagem do site da Prefeitura, de 30 de janeiro, já alertava para se evitar os cambistas.
“É recomendado também para aqueles que não conseguiram comprar ingressos a não fazer aquisições de convites nas mãos de cambistas”. (leia reportagem completa aqui).
Porém, o que se vê e viu é que os cambistas fazem literalmente a festa, sem qualquer interferência.
A dúvida é: como estas pessoas conseguem tantos ingressos em detrimento de outras que querem curtir realmente o Carnaval?
Por que já não passa a ser feito o reconhecimento facial de quem adquire os ingressos como ocorre em estádios de futebol?
Ou encontra-se uma nova alternativa para que as pessoas deixem de ser lesadas?
Enfim, a pergunta sempre é feita, vereadores reclamam da situação na próxima sessão, mas nunca a solução é encontrada.
Escolas
Só para lembrar: no primeiro dia desfilaram três escolas do Grupo de Acesso: Brasil, Império da Vila e Bandeirantes do Saboó.
Em seguida, quatro do Grupo Especial: União imperial, Real Mocidade, Vila Mathias e Independência.
Hoje, serão quatro agremiações do Acesso: Imperatriz Alvinegra, Dragões do Castelo, Zona Noroeste e Sangue Jovem.
Na sequência, quatro do Grupo Especial: Padre Paulo, Amazonense, X-9 e Unidos dos Morros.
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