APS deve iniciar nesta semana retirada do navio Prof. W. Besnard
A Autoridade Portuária de Santos (APS) deve iniciar nesta semana a retirada do navio oceanográfico Prof. W. Besnard, embarcação histórica que adernou no Porto de Santos no último dia 13 de março. O caso vem sendo tratado como prioridade desde o incidente, com foco na segurança da navegação e na preservação ambiental.
Segundo o presidente da APS, Anderson Pomini, a expectativa é que o reflutuamento ocorra em até quatro ou cinco dias, permitindo a estabilização da embarcação e reduzindo riscos operacionais na área. “Foi um processo de contratação emergencial, feita por análise de propostas apresentadas por cinco empresas, tendo sido escolhida a Marfort Serviços Marítimos”, explica Pomini.
Publicado nesta terça-feira, dia 31 de março, no Diário Oficial da União, O contrato tem vigência de seis meses, abrangendo plano de mergulho, segurança operacional, içamento, metodologia de reflutuação, contenção de poluição e docagem da embarcação em estaleiro para avaliação técnica sobre eventual recuperação, ainda que parcial.
Embora a embarcação pertença à entidade Instituto do Mar, para quem foi doada após anos de uso pela Universidade de São Paulo (USP), em pesquisas na Antártida, a APS assumiu a responsabilidade diante da situação emergencial declarada pela Capitania dos Portos.
Parcialmente submerso, o Prof. W. Besnard permanece no cais e sua permanência no local exige providências para resguardar a segurança da área portuária. A Marinha informou anteriormente que, no momento inicial, a embarcação não representava risco iminente à navegação, mas acompanhava o caso por meio de inquérito administrativo.
Além disso, o Prof. W. Besnard é um dos símbolos da oceanografia brasileira. O navio participou da primeira expedição brasileira à Antártida e realizou dezenas de missões científicas ao longo de sua trajetória, o que reforça seu valor histórico e institucional.
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