João Paulo Papa fala de política e projetos como pré-candidato a deputado federal | Boqnews
João Paulo Papa fala de política e projetos como pré-candidato a deputado federal
26 de abril de 2014

João Paulo Papa fala de política e projetos como pré-candidato a deputado federal

Pré-candidato a deputado federal pelo PSDB, partido que ingressou em 2013 após sair do PMDB, o ex-prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa, esteve na redação do Boqnews para falar sobre seu futuro político. No último ano, Papa atuou como diretor de Tecnologia, Empreendimento e Meio Ambiente da Sabesp. Experiência que ele analisa como sendo o principal desafio que já teve como engenheiro. Na entrevista, comenta sobre sua mudança de partido e os principais desafios da região e do País. 

Veja um trecho da entrevista na BoqnewsTV

Por que o sr. se lança como pré-candidato a deputado federal?
Acabo de concluir um ciclo profissional no último ano na Sabesp. Tomei a decisão de sair e voltar para Santos diante do meu compromisso com a Cidade. Coloco-me à disposição como pré-candidato à Câmara Federal. A base do meu trabalho, das minhas propostas e esforços será sempre a Baixada Santista. Esta é a grande prioridade. Pretendo incorporar minha experiência profissional e motivação pessoal em alguns temas que são abrangentes, que vão além da Baixada, entre eles questões ligadas à água, pela minha formação e experiência que tive na área de saneamento e pelo momento. A  água e energia são as grandes questões da humanidade. O País é muito rico em recursos. Esta fatura nos traz algumas vantagens e muitas desvantagens. Até lembrando o Justo  (Oswaldo Justo, ex-prefeito de Santos),  que dizia que toda facilidade gera dificuldade. A fatura criou uma cultura a ser revista, que é a relação do Brasil com a água, que não é adequada nos tempos atuais. Desperdiçamos muito, lidamos mal com os recursos naturais. Poluímos e não cuidamos das margens dos rios, não protegemos os mananciais. A somatória de todas estas práticas preocupam muito. Vou incorporar este tema na minha futura campanha e se tiver êxito na minha atuação parlamentar. Outros temas nacionais como a questão relacionada a energia e a logística. Logística que é nacional, mas também regional pela sua vocação.

Como o sr. avalia o cenário político da região para as eleições em outubro?
A Baixada Santista tem um papel estratégico para o desenvolvimento nacional. É uma das regiões do Estado mais fortes economicamente. Temos o maior Porto da América Latina. Boa parte da economia brasileira passa necessariamente pela região. Hoje temos um novo desafio pela frente, a questão relacionada à energia, com a vinda da Petrobras para Santos. Toda a cadeia de produção de petróleo, gás e serviços são novidades para a economia da região e, portanto,  nos impõem grandes desafios. Desafio para o Poder Público e também para o setor privado e profissionais que precisam se preparar para ter melhor participação diante destas grandes oportunidades. A Baixada Santista vive um momento especial. Santos é a cidade que lidera economicamente, com bom índice de qualidade de vida, um bom IDH, mas precisamos tratar de fazer com que toda a região tenha a mesma força e oportunidade. Precisamos aproveitar este momento para equilibrar a região econômica e socialmente.

Como sr. avalia a representatividade da Baixada Santista atualmente na Câmara?
Tínhamos dois deputados: Beto Mansur e Marcio França. Recentemente assumiu a deputada Maria Lucia Prandi. Os três com muita experiência de vida, bagagem de política. Acho que tem uma boa representação, mas acho que a região precisa de preocupar muito e trabalhar politicamente para ampliar a representação quanto for possível. Acho importante que a Baixada com um 1 milhão e 300 mil eleitores, com todos os desafios que tem pela frente que reforce sua bancada federal.

Em 2013, o sr. mudou de partido, se desligando do PMDB e ingressou no PSDB. Por qual razão?
Sempre tive uma ótima parceria com o PSDB. Fui filiado por 30 anos do PMDB, mas sempre mantive uma relação e aproximação com o PSDB muito produtiva para Santos e região, especialmente com os governadores Geraldo Alckmin e José Serra. Desta amizade e parceria, do trabalho conjunto e especialmente dos resultados para Santos surgiu naturalmente uma relação política de respeito e cooperação. No momento que senti que meu ciclo no PMDB estava se encerrando optei pelo PSDB, onde me identifiquei e estão os principais líderes do estado de São Paulo, e especialmente porque estes líderes ajudaram Santos muito. Eu fui testemunha disso. Eu participei do esforço do governo do Estado, na gestão do PSDB, para que  Santos fosse uma cidade melhor, para que a Baixada Santista fosse uma região mais desenvolvida. Penso que fiz a melhor opção, pensando em Santos, na Baixada Santista e no futuro da região.

O PSDB já definiu seus aliados?
O partido tem aliados históricos, que tendem a permanecer. Exemplo o DEM, o PPS. Tudo está sendo discutido neste momento. Nada está fechado, mas são aliados. O PSDB trabalha com a hipótese de incluir o PSB.

 Após oito anos como prefeito, como o sr. avalia o cenário atual de Santos e região?
Muito otimista em relação a Santos e uma preocupação grande em relação à Baixada Santista, por razões de naturezas econômica e social. A Baixada Santista precisa avançar muito ainda. A cidade de Santos conseguiu particularmente nos últimos anos uma recuperação econômica muito evidente e clara. Santos atraiu um número enorme de novos serviços e empresas, inclusive grandes corporações. A Baixada Santista como um todo precisa ter o mesmo vigor econômico que Santos. Este é o ponto. Falando do Município, o governo atual manteve todos os principais projetos, inclusive sociais, como o Escola Total (em tempo integral), a reativação do Hospital dos Estivadores e, principalmente, o programa de infraestrutura, que é uma questão de humanidade e respeito com a Zona Noroeste, o Santos Novos Tempos. Ali estava a maior dívida do Poder Público de Santos com seus moradores. Uma região que tem mais de 100 mil habitantes e foi construída em uma época quando os investimentos eram pequenos. Boa parte da Zona Noroeste foi construída abaixo  do nível do mar. O que significa que esta população convive há anos e desde sempre com inundações permanentes, prejudicando a qualidade de vida, a saúde, a mobilidade e a questão de trânsito. A própria entrada da Cidade sofre com esta questão e consequentemente nossa economia também.

O programa foi minuciosamente planejado, com projeto executivos definitivos e bem feitos. com sistema de financiamento que começa com Banco Mundial, foi o primeiro empréstimo internacional da história de Santos. Foi difícil. Levamos mais de quatro anos construindo a relação com o Banco Mundial, que hoje é uma realidade. A obra é uma realidade. Depois complementamos este recursos com a União. E agora nos próximos dias, o prefeito atual Paulo Alexandre Barbosa vai assinar um convênio e contrato com a Sabesp, que vai permitir ao município uma complementação definitiva de todo este empreendimento. O convênio vai passar recursos para o programa. Este é o maior e o principal programa social e que foi mantido. Acho que foi um grande acerto. Ele tira de uma condição precária cinco mil famílias que moram na palafitas do Dique da Zona Noroeste, transfere estes moradores, que terão apartamentos próprios e dignos. Resolve definitivamente a questão da macrodrenagem. acaba com as inundações. Eu vejo que por estas razões, do Governo atual ter mantido e levado adiante os principais programas estruturantes como o VLT e a revitalização do Centro Histórico, vejo com ótimos e muita esperança para que a cidade de Santos continue trilhando o caminho do desenvolvimento.

Projeto em discussão, qual sua posição em relação ao projeto final do túnel apresentado recentemente em Audiência Pública?
Um dos entraves para o desenvolvimento econômico do Guarujá é a dificuldade de mobilidade efetivamente. No momento que a Ilha de São Vicente se aproxima por meio de uma ligação seca com a Ilha de Santo Amaro, ganhamos em eficiência de transporte mas fundamentalmente reforçamos a nossa economia. Uma obra dessa dimensão traz impacto, que precisam encarados com oportunidade. Os moradores que reclamam tem razão pois serão desapropriados. Alguns terão que mudar de local e residência. Iss é sempre um trauma que precisa ser entendido pelo poder público e mediado para que haja um ganho efetivo para estas famílias. O estado tem a obrigação em oferecer soluções que resultem em ganho de qualidade de vida. Uma questão que ainda não está clara é a de impedir o transporte de cargas e desde já deve ser proibido. Caminhões da vida urbada sempre seão necessários em qualquer parte da cidade, agora a de carga, entre as duas margens do porto e mesmo o transporte de contêineres mesmo que vazios, na minha opinião tem que ser proibida. Do contrário, atrairíamos para a dentro da Cidade, dos bairros, para entrada da Cidade, uma demanda que não temos capacidade de suporte.

E a polêmica dos Terminais de Grãos da Ponta da Praia. Governo se coloca a favor da continuação das atividades. Já prefeitura contra?
Temos que tratar este assunto com o máximo de racionalidade. Diminuir o tratamento político e emocional. Porque eu digo isso? Em primeiro lugar existe um prejuízo evidente e visível para a qualidade de vida da Ponta da Praia e Estuário a operação do granel sólido da maneira como é feita hoje. Todos os moradores tem toda a razão, estão sendo prejudicados. Este mal precisa cessar rapidamente. Já o Governo Federal depende infelizmente destes terminais  para o escoamento destes produtos que é importante para economia nacional. Não podem cessar as atividades amanhã. Onde entre a racionalidade? Em primeiro lugar projetar para o futuro novos terminais para outras localizações e elas existem, a Área Continental de Santos e também a Margem Esquerda, desde que longe das pessoas. O deslocamento das atividades para mais distante da vida urbana não se faz do dia para noite, mas é obrigatório que do dia para noite as exigências na operação mudem radicalmente. Isso significa investimento de grandes porte que precisam ser feitos imediatamente. Neste sentido, o Governo tem a caneta e obrigaçãoo de fazer cumprir estas exigências.

A matéria de Capa desta semana, fala sobre como a região está se preparando para a Copa. Como você avalia, inclusive a questão do Museu Pelé, que deverá estar pronto apenas na segunda semana de junho?
Santos se inseriu muito bem na medida que se credenciou como uma das cidades prontas e preparadas para ser subsede. O papel de Santos nesta Copa seria receber uma seleção. Ao final do processo estaremos recebendo duas seleções. É uma demonstração inequívoca de que mesmo com todo os critérios das seleções internacionais tiveram, a cidade de santos oferece condições para duas simultaneamente. isso significa que nosso parque hoteleiro cresceu, que nossa estrutura esportiva também se. um sucesso neste aspecto. com relação ao museu pele é um obra definitiva. uma o ra para o pois uma iniciativa que santos consegue levar a diante para homenagear a maior atleta de todos os tempos. um brasileiro que é conhecido o mundo inteiro. portanto este museu transcende a copa. poderá ser inaugurado antes é uma oportunidade, equipamento que ira atrair pelo futuro todo /isto não faz grande diferença. a função é levar ao conhecimento do público dos jovens que não conhecem a história do Pelé. Tudo que ela inspira. significa resultados mas uma para todo jovem, que com luta foco e talento todas as pessoas podem se transformar em ídolos nas suas respectivas áreas de atuação, além do cuidado com acervo que é patrimônio. pouco diferença faz ao meu ver se todos o serviço estará totalmente disponível. passa a ser referência brasileira em relação ao memória do futebol como é o o museu do futebol, que fica na Pacaembu.

Para finalizar, qual a expectativa para este novo desafio?
Pela primeira vez, eu enfrento o desafio de atuar na área parlamentar, se tiver êxito. Será um desafio grande e novo na minha vida, mas faço isso na convicção que a Baixada Santista precisa fortalecer a sua representação na Câmara Federal. A metropolização é um ponto fundamental. A Baixada Santista precisa vivenciar, colocar ma prática e não apenas nos discursos esta questão. O nosso maior patrimônio, segundo estudos realizados pelo Banco Mundial e pela prefeitura no meu governo, é Estuário de Santos. É o grande indutor de desenvolvimento. Das nove, ele envolve seis cidades. Permeia Santos, São Vicente, Guarujá, Bertioga, Cubatão e Praia Grande. É um conjunto de braços de mar e rios que se integra e esta é a nossa principal fonte de desenvolvimento. Há muito o que desenvolver em termos de economia,  logística e serviços nestas cidades. Tem tudo por fazer. É preciso buscar equilíbrio populacional, de oportunidades, diminuindo a sobrecarga principalmente de Santos, em diversas áreas como Saúde, por exemplo.  Desta maneira que pretendo atuar aqui como representante, aliás, um dos representantes da Região.

 

Da Redação
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