Novo CNPJ alfanumérico: como preparar os sistemas da sua empresa
A Receita Federal adotará o novo CNPJ alfanumérico para novas inscrições a partir do fim deste mês. Por isso, empresas que utilizam sistemas de gestão, emissão fiscal, ERPs, plataformas de e-commerce, bancos de dados e outras soluções digitais devem verificar se suas plataformas aceitam o novo formato. Embora os CNPJs atuais permaneçam válidos, softwares desenvolvidos apenas para números podem apresentar falhas se não receberem as adaptações necessárias.
O novo modelo mantém as 14 posições do cadastro, mas passa a combinar letras e números. Dessa forma, a Receita Federal amplia a capacidade de geração de novos registros e acompanha o crescimento do número de empresas no país.
Além disso, a mudança pode ser comparada ao que ocorreu com as placas de veículos no padrão Mercosul. Enquanto as placas antigas continuam válidas, os novos veículos recebem o modelo atualizado. No entanto, no caso do CNPJ, o principal impacto acontece nos sistemas que processam essas informações e não no documento das empresas.
Segundo João Russio, gerente de Tecnologia da Mosten, este é o momento ideal para que as empresas iniciem o planejamento da adaptação.
“O empresário não precisa trocar o CNPJ que já possui. O desafio está nos sistemas que processam essa informação. Muitas plataformas foram desenvolvidas considerando que esse campo teria apenas números. O ideal é aproveitar esse período para revisar cadastros, integrações e regras de validação, garantindo uma transição tranquila quando os novos registros começarem a ser emitidos”, explica.
Quais sistemas precisam de atualização?
As empresas devem revisar principalmente:
- cadastros de clientes e fornecedores;
- sistemas de gestão (ERP);
- emissão de notas fiscais;
- plataformas de e-commerce;
- sistemas financeiros;
- APIs e integrações;
- CRMs;
- bancos de dados.
Em muitos casos, as equipes de tecnologia precisarão alterar a forma como os sistemas interpretam o campo do CNPJ. Em vez de tratar esse dado apenas como um número, os sistemas deverão reconhecer uma sequência alfanumérica, permitindo a utilização de letras e números.
O que as empresas devem fazer?
Segundo João Russio, nem todas as empresas precisarão realizar mudanças imediatas. Entretanto, organizações que possuem sistemas próprios ou plataformas com validação automática de CNPJ devem iniciar a revisão o quanto antes.
Primeiro, a empresa deve realizar um diagnóstico completo. Em seguida, precisa identificar todos os pontos em que utiliza o CNPJ, como cadastros, integrações, relatórios, APIs, ERPs, CRMs, emissão fiscal e bancos de dados.
Depois desse levantamento, a equipe pode ajustar os sistemas para que eles aceitem letras e números, evitando incompatibilidades quando os novos CNPJs entrarem em circulação.
Além disso, a Mosten oferece suporte para validar os sistemas, realizar testes em ambientes simulados e homologar as integrações. Dessa forma, as empresas reduzem o risco de falhas quando os primeiros CNPJs alfanuméricos começarem a fazer parte da rotina operacional.
Adaptação preventiva reduz riscos
Com mais de dez anos de experiência no desenvolvimento de softwares para empresas de diversos segmentos, a Mosten acompanha as mudanças regulatórias que impactam o ambiente digital.
Por fim, a empresa recomenda que seus clientes iniciem a adaptação de forma preventiva. Assim, reduzem o risco de interrupções operacionais, evitam problemas na emissão fiscal e garantem que os sistemas estejam preparados para receber novos clientes, fornecedores e parceiros cadastrados no novo padrão do CNPJ.