Filmes independentes empregam mais mulheres que blockbusters nos EUA
Mulheres ocupam mais cargos importantes no cinema independente do que nas grandes produções americanas, que lideram as bilheterias mundiais. É o que diz uma pesquisa do Centro de Estudos da Mulher na Televisão e no Cinema, divulgada hoje pelo jornal “The New York Times”.
Segundo a pesquisa, a porcentagem de mulheres trabalhando na direção, roteiro e produção é de 26% nos filmes indies exibidos em festivais no ano passado, nos EUA.
Em contrapartida, no circuito tradicional, as mulheres ocupam apenas 16% dos papeis de bastidores importantes nas produções.
O estudo ainda mostra que as mulheres representaram 23% do total de diretores dos filmes independentes, ocupando o cargo em 28% dos documentários e 18% das ficções deste circuito.
O número neste cargo, porém, diminuiu em relação ao período analisado em 2011 e 2012, quando as mulheres dirigiram 29% das produções indies. Ainda assim, é muito maior do que a porcentagem dos blockbusters, que tiveram apenas 6% de diretoras.
A diretora Lana Wachowski (“Matrix”) foi a única a comandar um longa de estúdio no período analisado, embora ao lado do irmão, Andy Wachowski.
O filme de ficção científica dirigido pela dupla, “O Destino de Júpiter” -cuja protagonista também é uma mulher, interpretada por Mila Kunis- tem estreia prevista para julho, nos EUA, e agosto, no Brasil. Os irmãos também são responsáveis pelo roteiro do longa.
“As oportunidades oferecidas por filmes independentes são cruciais para as mulheres cineastas e suas carreiras”, escreveu a diretora do centro que realizou a pesquisa, Martha M. Lauzen, em um comunicado.
A pesquisa analisou filmes exibidos nos 23 maiores festivais de cinema dos EUA entre maio de 2013 e abril de 2014 -entre eles, Sundance, Telluride, SXSW (South by Southwest) e Tribeca.