Secretário de Saúde analisa atual situação do setor
Santos passa por problemas nos hospitais e na saúde em geral da cidade. A crise financeira da Santa Casa, que ameaça suspender os serviços do Sistema Único de Saude (SUS) e a interdição da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto Socorro Central de Santos são algumas das questões que afligem os munícipes.
Dois pacientes morreram no Pronto Socorro Central com suspeitas de infecção bacteriana carbapenemase (KPC), o que obrigou a interrupção no atendimento de novos pacientes. Para o secretário de Saúde de Santos, Marcos Calvo, é precipitado ter qualquer conclusão sobre essas mortes. Ele deu entrevista ao jornalista Francisco La Scala no programa Jornal Enfoque, disponível no canal do You Tube da Boqnews TV.
“É prematuro dizer algo sobre esses casos. Um paciente estava internado há mais de um ano. Está sendo feito um relatório para verificar se a causa dos óbitos foi a KPC ou outro problema”, explicou
O secretário disse haver uma defasagem no número de leitos de UTI nos hospitais de Santos. “A cidade recebe pessoas de toda a região. Por isso, estamos buscando aumentar as vagas com possibilidades de ampliar leitos na Santa Casa e na Beneficência Portuguesa”.
O hospital dos Estivadores é a grande esperança para amenizar os problemas na saúde. O prazo de entrega da primeira etapa da obra é em dezembro próximo. Segundo Calvo, a expectativa é que no primeiro semestre de 2016 ocorra o início das atividades.
A respeito da situação da Santa Casa, Calvo informa que o prefeito Paulo Alexandre Barbosa agendou uma reunião com o BNDES nesta semana para discutir a liberação dos recursos ao hospital.