Saúde: Como enfrentar esta questão?
Hélio Hallite (PRTB)
‘Precisamos tornar essa gestão da saúde mais inteligente’
“Santa Casa, Casas de Saúde, Beneficência Portuguesa, Hospital dos Estivadores, Guilherme Álvaro, Hospital Dia, Hospital Noite, Policlínicas, dezenas de policlínicas. As Universidades têm atendimentos em vários setores da saúde. Temos UPAS, NAPS, UMES, uma realidade enorme de equipamentos, porém, o nosso povo reclama que quando tem que marcar uma consulta, muitas vezes fica para Março do ano que vem. Não obstante isso, os planos de saúde também tiveram a sua qualidade deteriorada. Hoje, o mau atendimento da saúde funciona para quem tem convênio e para quem não tem.
Essa realidade é uma falha de gestão. As pessoas não tem que caminhar a Cidade toda para conseguir autorizações, ouvir um ‘não’ como resposta quando precisam de exames. Isso tudo tem agravado as condições de saúde da população e as condições que são pioradas quando a autoestimadesse povo é atingida. Nós temos aplicativos para tudo. Precisamos tornar essa gestão da saúde mais inteligente”
Carina Vitral (PCdoB)
‘O principal problema a se resolver é o problema das filas’
“O problema da saúde realmente está gritante na nossa Cidade. É um problema de descaso muito grande, porque quem utiliza o Sistema Único de Saúde, utiliza porque precisa e utiliza sempre em uma hora de apuro. Portanto, o principal problema a se resolver é o problema das filas: para consultas, para exames, para internação. A gente vai organizar, através de um sistema único de controle e organização dessas consultas, para conseguir agilizar as consultas médicas, os exames e procedimentos especializados. Além disso, é preciso tratar a saúde de forma preventiva. Por isso, nós vamos investir no programa ‘Saúde da Família’: médico e enfermeiro em casa para prevenir as doenças e poder cuidar, com muito mais qualidade, das pessoas que têm enfermidades”.
Débora Camilo (PSOL)
‘A gente precisa tornar o que é público de qualidade’
“A Saúde tem que ter uma administração totalmente pública. A gente não pode entender a saúde como um local onde empresas vão gerenciar e simplesmente fazer o atendimento da forma que elas acharem melhor. Então, a lógica privatista que a cidade de Santos tem tomado – como a gente com as OSs, que são verdadeiras caixas pretas – precisa ser quebrada. A gente precisa tornar o que é público de qualidade, justamente para ir de encontro com as necessidades da maioria da população, que realmente precisa de um atendimento de saúde público. Você simplesmente repassar milhões em verbas para uma empresa que se diz sem fins lucrativos, e sem saber ao certo de que forma isso vai ser investido, não pode continuar acontecendo na Cidade de Santos”.
Paulo Schiff (PDT)
‘A preocupação da população tem razão’
“É curioso o resultado dessa pesquisa, porque Santos tem recursos investidos na Saúde – R$ 600 milhões por ano, mais ou menos, quase 30% do orçamento de R$ 2 bilhões arrecadados – e têm os prédios, os equipamentos de saúde – as unidades de Pronto-Socorro, os Hospitais e os Ambulatórios. Isso precisa ser reorganizado. A preocupação da população tem razão: Santos tem menos de 25% da população atendida pelo Programa de Saúde da Família; Praia Grande tem quase 100%. Então, o investimento nesse programa desafoga os Sistemas de Unidades de Emergência e Urgência, o Sistema Ambulatorial. Aí a gente consegue dar rapidez e agilidade na consulta – hoje a consulta demora muito. Também usando para essa vocação o Hospital dos Estivadores novo, para o exame que complementa o diagnóstico feito na consulta ambulatorial”
Marcelo Del Bosco (PPS)
‘Hoje nós temos uma gestão fraca na área da Saúde’
“Enfrentar essa questão principalmente na gestão. Hoje nós temos uma gestão fraca na área da Saúde. Não adianta só construir, como no exemplo do Hospital dos Estivadores, e se iniciou no governo Papa, repito novamente. Nós tínhamos que ter começado ele a partir de 2013, a usar os leitos gradativamente – mas não, houve uma decisão do senhor prefeito de usar por completo – e hoje o que nós temos é o Hospital fechado. Tem lá um equipamento grande que não tem dinheiro para a manutenção do equipamento do dia a dia, e nem dos próprios equipamentos que vão fazer com que o Hospital funcione. Assim nós ficamos preocupados com a falta de planejamento, com a falta de remédios, de rapidez no atendimento, como nós temos aí exames que demoram dois anos para serem feitos”.
Paulo Alexandre Barbosa (PSDB)
‘Estamos enfrentando essa questão fazendo uma grande reestruturação no Sistema Público’
“Nós estamos enfrentando essa questão fazendo uma grande reestruturação no Sistema Público de Saúde de Santos. Já é uma referência demandada pela população, não só de Santos, mas de toda região. Nós construímos dez novas policlínicas: na Alemoa, no Bom Retiro, na Vila Nova, no Caruara, na Ponta da Praia, na Aparecida, no Morro São Bento, no Morro Santa Maria… Novas policlínicas climatizadas, com mais conforto para atender a população, fortalecendo a rede de proteção básica. Na rede de urgência e emergência, nós construímos e entregamos a UPA Central, que funciona ali na Joaquim Távora com a rua São Paulo. Estamos construindo a UPA da Zona Noroeste e vamos entregar a UPA da Zona Leste, e o Hospital dos Estivadores, que foi completamente reformado e ampliado, e concluímos a obra e agora vamos entrar na fase de implantação. Além das obras: valorização do servidor da saúde e os enfermeiros tiveram uma grande valorização nesse primeiro governo; tecnologia, já que hoje nós temos prontuário eletrônico e estamos avançando nas novas tecnologias, para que a gente possa ter um atendimento de mais qualidade e um atendimento humanizado, que é fundamental na área da saúde”.
Genival Bezerra (PSDC)
‘Para nós, resolver o problema da saúde é ver os gastos’
“Ao nosso ver, o que está barrando na saúde é a estrutura financeira, porque é uma reclamação daquele que presta serviço como médico: você tem clínico na Cidade mas não tem especialista. Então, você enxugando o financeiro – porque eu acho um problema muito grande a questão do comissionado; há milhões de repasse por ano, mais de R$ 90 milhões que você paga aos comissionados – e investir mais nos médicos, na prestação do serviço de plantão. Eu acredito que você vai ter uma mão de obra mais qualificada e com qualidade de atender as pessoas. Não adianta você atender um comissionado que é no geral muito caro para a prefeitura. Uma saúde no repasse de 30% não comporta a demanda que nós temos no atendimento médico. Você tem muito clínico e é fácil você ter um problema e dizerem: ‘toma isso aqui’. O especialista vai ver o que você tem! Para nós, resolver o problema da saúde é ver os gastos: onde está demais vamos enxugar e investir mais na saúde. Eu acho que é um caminho para solucionar o problema da saúde, com falta de recursos de investimento”.
Edgar Boturão (PROS)
‘Quero liderar um movimento de descentralização dos investimentos da saúde ’
“Entra ano e sai ano, entra governo e sai governo e a saúde sempre aparece em primeiro lugar como maior preocupação por parte dos munícipes e dos habitantes da sociedade, de maneira geral. Santos recebe aqui, nos seus postos públicos de atendimentos na área da saúde, cerca de 50% das pessoas que procuram por esse atendimento. São pessoas que vêm de fora da cidade de Santos, que vêm dos municípios vizinhos, prioritariamente. Como prefeito, eu quero liderar um movimento de descentralização dos investimentos da saúde aqui na nossa região metropolitana. Enquanto isso não acontecer, por mais que a gente crie aqui equipamentos de bom atendimentoe que a gente qualifique os nossos funcionários da área da saúde, a demanda sempre será insuportável. A UPA foi criada e inaugurada em Janeiro e hoje já tem lotação praticamente completa. Eu acho que nesse tema, um dos assuntos mais importantes a se levar em consideração é essa descentralização dos investimentos aqui na Região”.






