Saúde

1º x 3º Mundo

03 de julho de 2019 - 10:24

Da Redação

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Depois de idas e vindas da implantação do sistema de controle de medicamentos na área da Saúde da Secretaria Municipal de Santos percebe-se nitidamente que o avanço tecnológico não acompanha a realidade.

Entre alterações previstas nos sistemas Sisam, antigo, mas funcional, e o MV, novo, mas complexo, quem perdem são os pacientes.

Afinal, com o novo sistema, o controle do estoque é automático, o que gera – na teoria – agilidade e acompanhamento dos volumes estocados.

No entanto, como os procedimentos licitatórios permanecem da mesma forma – com lentidão e recursos que podem ser implementados pelos concorrentes, demandando maior tempo para finalização da compra e entrega dos medicamentos – cria-se um hiato entre o pedido das unidades de saúde e o estoque real das farmácias.

Assim, algumas unidades enfrentam problemas de abastecimento, prejudicando pacientes, especialmente aqueles que precisam de receita controlada, como os dos Naps – Núcleo de Apoio Psicossocial.

Ou seja, se os abastecimentos ocorriam quinzenalmente, hoje eles ocorrem, em muitas casos, mensalmente.

E assim as prateleiras ficam mais tempo vazias deixando muitos usuários literalmente a ‘ver navios’.

Ou seja, implantaram um sistema de Primeiro Mundo, mas dentro de uma realidade de Terceiro Mundo…

 

 

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