CET e Cohab

Contas reprovadas

16 de fevereiro de 2021 - 15:42

Da Redação

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O Tribunal de Contas negou provimento pedido pela CET e Cohab Santista.

Na primeira, o órgão criticou o aumento da dívida da empresa, referente ao balanço de 2017.

Quanto à CET, as críticas decorrem do não repasse ao Funset – Fundo Nacional de Segurança do Trânsito no montante de R$ 702 mil de um total de R$ 1,8 milhão repassados.

Não bastasse, a empresa fechou na ocasião com um patrimônio negativo de R$ 77 milhões.

Além disso, o resultado negativo obtido no exercício, equivalente a R$ 8,09 milhões, com variação monetária passiva de R$ 7 milhões.

“A situação não é confortável”, escreveu o auditor Antonio Carlos dos Santos.

Este último déficit foi decorrente dos juros e encargos legais dos débitos do INSS, Cofins e Pasep, além de parcelamentos que vêm sendo honrados.

Nos últimos anos, a CET tem tidos altos e baixos em relação às contas.

Em 2014, o TCE declarou regular com ressalva; em 2015, ainda está em trâmite; e em 2016, irregular, mesma situação das contas de 2017.

A empresa informa que irá recorrer.

 

 

Cohab

Quem também teve as contas rejeitadas – novamente – foi a Cohab Santista, assim como seus argumentos de defesa apresentados.

Agora referente às contas de 2015.

A situação financeira da empresa pública, cuja maior acionista é a Prefeitura de Santos, é de insolvência.

Afinal, segundo o conselheiro Renato Martins Costa, do TCE, “os resultados deficitários cujo montante supera um mês de arrecadação conduzem à reprovação do balanço geral da empresa quando combinados com situação financeira desfavorável”.

Na ocasião, a empresa registrou um déficit orçamentário de R$ 52 milhões (receita de R$ 41,8 milhões e R$ 93,8 milhões de despesas), equivalente a 124,24%.

E assim, chegou-se a um déficit de R$ 394,6 milhões no final de 2015.

Além disso, foram identificados 26 servidores em comissão, cujos cargos não eram ligados à direção, chefia ou assessoramento, aumentando de 66 para 70 funcionários comissionados em 2015, fato presente nas contas de 2014 e 2017.

Assim como a CET, a Cohab também irá recorrer.

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