Medicamentos

Diminuindo produtos

13 de julho de 2020 - 12:01

Da Redação

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Em meio aos impactos da pandemia, os preços dos medicamentos cobrados diretamente nas farmácias aos consumidores explodiram.

Muito mais que o reajuste autorizado pelo governo.

Não bastasse, alguns laboratórios oferecem agora produtos com menos quantidades – o que obriga a compra de duas ou mais caixas para atender a demanda necessária.

Por exemplo: a Azitromicina di-hidratada, um dos principais medicamentos no combate ao covid-19, agora é vendido com 3 comprimidos – mas são necessários 5, segundo os médicos – do laboratório EMS.

 

Azitromicina di-hidratada: são necessários 5 medicamentos para o combate ao coronavírus, mas caixa vem com apenas 3, obrigando o usuário o comprar duas caixas. Foto: Nando Santos

 

Cada caixa, aliás, não sai por menos de R$ 35 – com 3 unidades.

Como são necessárias duas caixas para a dosagem completa, o custo dobra.

Enquanto isso, o governo autorizou o reajuste de 5,21% dos remédios para medicamentos mais facilmente encontrados no mercado e com alta concorrência.

Já os com concentração moderada, 4,22% de reajuste.

E  os com pouca disputa no mercado, aumento de 3,23%.

O reajuste médio deste ano,  nos cálculos do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), será, portanto, de 4,08%

Pelo que se vê, porém, é que além das altas nos preços dos medicamentos, alguns trazem uma quantidade menor que a necessária no tratamento das doenças.

Uma afronta!

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