20 anos depois, Cidade mantém ferida aberta da tragédia no clube Regatas | Boqnews
Foto: Divulgação

Show do Raimundos

07 DE NOVEMBRO DE 2017

20 anos depois, Cidade mantém ferida aberta da tragédia no clube Regatas

Uma soma de fatores contribuiu para a tragédia no Regatas, conforme resgata o jornalista Sérgio Vieira, autor do livro ‘Raimundos, o Show que Nunca Terminou’.

Por: Da Redação

array(1) {
  ["tipo"]=>
  int(27)
}

Publicação será lançada no próximo dia 18, na Livraria Realejo, em Santos. Foto: Divulgação

No dia 8 de novembro de 1997 uma tragédia chocou Santos.

Era uma sexta-feira quando mais de 5 mil jovens que assistiram ao show da banda Raimundos, no Clube de Regatas Santista, na Ponta da Praia, viveram momentos de pânico e desespero com o rompimento dos corrimões da escadaria principal.

De quatro, apenas uma saída estava aberta. E a confusão era inevitável.

Pessoas caindo uma cima das outras.

Resultado: foram oito mortos e 63 feridos, mas muitos carregam até hoje as marcas daquela data.

Com o intuito de resgatar o fatídico dia, o jornalista Sérgio Vieira lança no dia 18, na Livraria Realejo, às 18h30, o livro Raimundos, o show que nunca terminou – 20 anos da tragédia no Regatas Santista.

A intenção do profissional é que ao recordar este trágico momento da história de Santos as autoridades atentem-se para que situações como essa não voltem a acontecer.

“A geração que viveu isso tem a obrigação de relembrar dessa tragédia para que ela não ocorra de novo. É uma história triste, mas histórias tristes precisam ser contadas”, desabafa.

“A gente tem que aproveitar os 20 anos para mostrar o que aconteceu no município. Santos viveu uma tragédia e não há uma lembrança na cidade… nem a sede física do clube existe mais”, salienta o jornalista.

Para Vieira, uma das principais reflexões que podem ser feitas a partir do trágico show é se há segurança em eventos com grande concentração de público.

“Será que corremos o risco de uma nova tragédia acontecer?”, questiona.

No livro, Sérgio aborda de forma sensível o que ocorreu no dia e depois dele.

“Trago depoimentos de quem sobreviveu àquela tragédia e também com seis das oito mães das vítimas. (…) foram depoimentos muitos emocionantes”.

Memória

O publicitário Gustavo Fontes Rodrigues, de 40 anos, estava no show com amigos e lembra do que ocorreu.

“Depois que o show acabou, a gente estava sentado em uma arquibancada e aí o pessoal começou a sair e a gente também. Estava tudo parado. Não sei dizer se a porta estava fechada ou não”.

“Ficamos um tempo em pé só que começou a juntar muita gente atrás e iniciou um empurra-empurra. De repente, ficou muito apertado”.

“Não sabíamos o que estava acontecendo mas conseguimos voltar para a arquibancada e esperamos esvaziar. Quando saímos, vimos o que tinha acontecido. Um monte de polícia, bombeiros, médicos, pessoas caídas no chão”, relembra

“Eu não me lembro direito o que ocorreu, se fecharam as demais e só deixaram uma saída… o que eu me lembro foi que a gente procurou outra saída, mas de fato só tinha uma… Foi triste!”, conta.

O que mudou?

Segundo a Prefeitura Municipal de Santos, depois da tragédia ocorrida no show dos Raimundos, a legislação municipal foi modernizada e aprimorada.

A Lei Complementar nº 407, de 31 de agosto de 2000, dispõe sobre o funcionamento de casas e locais de diversões públicas.

Também estão incluídos outros espaços que reúnam um elevado número de pessoas.

Com ela, foi criado o Auto de Vistoria e Segurança (AVS).

E a Lei Complementar 441 de 26 de dezembro de 2001 instituiu a autovistoria periódica das edificações com mais de uma unidade habitacional e condomínios (abrangendo a edificação como um todo, inclusive as marquises).

Em nota, a Prefeitura esclarece que “AVS, que tem validade de um ano, é emitida pela Secretaria de Infraestrutura e Edificações (Siedi). O Auto é emitido após análise da documentação e fiscalização do local”.

“Já o alvará de funcionamento dos espaços é concedido pela Secretaria de Finanças (Sefin), após o interessado apresentar uma série de documentos de acordo com o ramo de atividade, envolvendo documentação referente a várias secretarias”, prossegue.

“Além do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e o AVS, quando necessário, a Sefin analisa toda a documentação e verifica se está de acordo com a legislação para somente depois conceder o documento”.

A pasta é responsável pela fiscalização do funcionamento dos locais, realizada por meio do Departamento de Fiscalização Empresarial e Atividades Viárias (Defemp), antigo Departamento de Fiscalização de Mercados e Comércio Viário (Defisco).

 

Notícias relacionadas

ENFOQUE JORNAL E EDITORA © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

desenvolvido por:
Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Cookies.