Depois de meses de confrontos e revolta, teve fim em outubro de 1932 a Revolução Constitucionalista em São Paulo. Para comemorar os 80 anos dessa data e os 480 anos de São Vicente, dez artistas vicentinos estão produzindo quadros, tendo esse movimento cívico como tema. “Há cerca de 20 dias, dez artistas estão pintando quadros com o objetivo de resgatar a história e homenagear a data, mas procurando sempre o diferencial”, comentou Gil de Brito, artista que junto com André Rosa, teve a iniciativa.
Os artistas estão trabalhando na Associação Amigos da Arte de Pintar e em seus próprios ateliês para finalizar as obras a tempo. “Cada um leu a história e está retratando-a em um aspecto. Por exemplo, teremos pinturas que mostram o lado da mulher, os quatro estudantes, os soldados e a própria batalha”, explicou Rosa. Os artistas são Clarice Capusso, Douglas dos Reis, Eder Messias, Edson Pedro, Gil de Brito, Luzia Queiroz, Kleber Nunes, Maria Reichel, Roque e Sônia Gasperoni.
As obras ficarão expostas de 02 a 06 de julho na Câmara Municipal de São Vicente (Rua Jacob Emmerich, 1195 – Parque Bitaru). No último dia da exposição, às 19 horas, acontecerá a solenidade de homenagem a dez autoridades militares da região. Estas receberão medalhas um quadro que foi produzido pelos artistas. A cerimônia é aberta ao público e a exposição, gratuita.
São Vicente fez suas homenagens a essa Revolução e monumentos podem ser encontrados em pontos da Cidade. Em 09 de julho de 1957, em comemoração aos 25 anos do movimento, foi inaugurado o Monumento ao Soldado Constitucionalista, na Praça Heróis de 32 – Gonzaguinha. Na Praça 22 de Janeiro, pode ser encontrado o Obelisco em homenagem ao ex-combatente, Pérsio de Queiroz Filho, que se alistou na Primeira Cidade do Brasil.
Fundado em 18 de outubro de 1957, Cemitério Municipal de São Vicente recebeu o Mausoléu do Soldado Constitucionalista, que abriga os restos mortais de cerca de 90 soldados.
História - No dia 23 de maio de 1932, um grupo de estudantes invadiu a sede da Legião Revolucionária, organização favorável ao regime de Getúlio Vargas. Nesse confronto, quatro invasores acabaram mortos. Os jovens Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade são considerados os Heróis de 32. Essa tragédia antecedeu e originou dias depois, em 09 de julho, a Revolução Constitucionalista de 1932, que só terminou em 02 de outubro.
Considerada pelos paulistas como o maior movimento cívico da história de São Paulo, o protesto tinha o objetivo de derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas e a criação de uma nova Constituição. Foi a primeira grande revolta contra Vargas e o último conflito armado acontecido no Brasil. Alistaram-se 200 mil voluntários, que levaram suas próprias armas para os combates.
O conflito teve fim já que as condições de São Paulo comparadas às nacionais eram precárias. Percebendo a derrota e que, a ocupação do estado era questão de tempo, as tropas da Força Pública Paulista (atual Polícia Militar de São Paulo) se entregaram. A liderança revolucionária paulista se rendeu em 02 de outubro.
Essa data passou então a ser considerada feriado estadual e comemorada pelas cidades e principalmente na Capital. A homenagem mais tradicional são os desfiles cívico-militares. Em 1995, foi inaugurada uma das maiores obras em homenagem aos ex-combatentes. O Monumento-Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932 tem um obelisco de 72 metros de altura e está localizado em frente ao Parque do Ibirapuera. “Viveram pouco para morrer bem. Morreram jovens para viver sempre” é uma das frases encontradas inscritas no monumento.
Depois de meses de confrontos e revolta, teve fim em outubro de 1932 a Revolução Constitucionalista em São Paulo. Para comemorar os 80 anos dessa data e os 480 anos de São Vicente, dez artistas vicentinos estão produzindo quadros, tendo esse movimento cívico como tema. “Há cerca de 20 dias, dez artistas estão pintando quadros com o objetivo de resgatar a história e homenagear a data, mas procurando sempre o diferencial”, comentou Gil de Brito, artista que junto com André Rosa, teve a iniciativa.
Os artistas estão trabalhando na Associação Amigos da Arte de Pintar e em seus próprios ateliês para finalizar as obras a tempo. “Cada um leu a história e está retratando-a em um aspecto. Por exemplo, teremos pinturas que mostram o lado da mulher, os quatro estudantes, os soldados e a própria batalha”, explicou Rosa. Os artistas são Clarice Capusso, Douglas dos Reis, Eder Messias, Edson Pedro, Gil de Brito, Luzia Queiroz, Kleber Nunes, Maria Reichel, Roque e Sônia Gasperoni.
As obras ficarão expostas de 02 a 06 de julho na Câmara Municipal de São Vicente (Rua Jacob Emmerich, 1195 – Parque Bitaru). No último dia da exposição, às 19 horas, acontecerá a solenidade de homenagem a dez autoridades militares da região. Estas receberão medalhas um quadro que foi produzido pelos artistas. A cerimônia é aberta ao público e a exposição, gratuita.
São Vicente fez suas homenagens a essa Revolução e monumentos podem ser encontrados em pontos da Cidade. Em 09 de julho de 1957, em comemoração aos 25 anos do movimento, foi inaugurado o Monumento ao Soldado Constitucionalista, na Praça Heróis de 32 – Gonzaguinha. Na Praça 22 de Janeiro, pode ser encontrado o Obelisco em homenagem ao ex-combatente, Pérsio de Queiroz Filho, que se alistou na Primeira Cidade do Brasil.
Fundado em 18 de outubro de 1957, Cemitério Municipal de São Vicente recebeu o Mausoléu do Soldado Constitucionalista, que abriga os restos mortais de cerca de 90 soldados.
História – No dia 23 de maio de 1932, um grupo de estudantes invadiu a sede da Legião Revolucionária, organização favorável ao regime de Getúlio Vargas. Nesse confronto, quatro invasores acabaram mortos. Os jovens Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade são considerados os Heróis de 32. Essa tragédia antecedeu e originou dias depois, em 09 de julho, a Revolução Constitucionalista de 1932, que só terminou em 02 de outubro.
Considerada pelos paulistas como o maior movimento cívico da história de São Paulo, o protesto tinha o objetivo de derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas e a criação de uma nova Constituição. Foi a primeira grande revolta contra Vargas e o último conflito armado acontecido no Brasil. Alistaram-se 200 mil voluntários, que levaram suas próprias armas para os combates.
O conflito teve fim já que as condições de São Paulo comparadas às nacionais eram precárias. Percebendo a derrota e que, a ocupação do estado era questão de tempo, as tropas da Força Pública Paulista (atual Polícia Militar de São Paulo) se entregaram. A liderança revolucionária paulista se rendeu em 02 de outubro.
Essa data passou então a ser considerada feriado estadual e comemorada pelas cidades e principalmente na Capital. A homenagem mais tradicional são os desfiles cívico-militares. Em 1995, foi inaugurada uma das maiores obras em homenagem aos ex-combatentes. O Monumento-Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932 tem um obelisco de 72 metros de altura e está localizado em frente ao Parque do Ibirapuera. “Viveram pouco para morrer bem. Morreram jovens para viver sempre” é uma das frases encontradas inscritas no monumento.