Baixa cobertura vacinal contra a poliomelite traz riscos para a saúde pública | Boqnews
Foto: Divulgação/PMS

Saúde

12 DE AGOSTO DE 2022

Baixa cobertura vacinal contra a poliomelite traz riscos para a saúde pública

Secretário de saúde de Santos, Adriano Catapreta faz apelo para que os pais levem as crianças para tomar a vacina

Por: Da Redação

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Graças as campanhas de vacinação, a poliomelite foi erradicada do Brasil. No ano de 1994, a Organização Mundial da Saúde (OMS) certificou que o País estava livre da doença, juntamente com as outras nações da América. Importante frisar que a poliomelite continua presente em alguns países, como a Nigéria, Paquistão, Índia e Afeganistão.

O último caso registrado de poliomelite no Brasil ocorreu no ano de 1989, na Paraíba. Apesar desta situação, as autoridades sanitárias têm ligado o sinal de alerta para a doença no Brasil. Afinal a cobertura vacinal teve uma queda, sobretudo nos últimos anos. De acordo com pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com a diminuição nos índices de vacinação, há um risco da doença ser reintroduzida no País. Vale lembrar que o Brasil registrou mais de 25 mil casos da doença entre 1968 e 1989, conforme dados do Ministério da Saúde.

A poliomelite é uma doença contagiosa causada pelo poliovírus, que pode ser transmitida de pessoa para pessoa por gotículas de via oral ou objetos contaminados. Em alguns casos, a poliomelite pode gerar paralisias, sobretudo nos membros inferiores. A doença acaba sendo mais frequente em crianças.

Santos

Assim, como em todo o Brasil, Santos precisa melhorar o índice de vacinação contra a poliomelite. Dessa forma, o município está realizando uma camapanha de mutirão para aplicar o imunizante contra a polio e outras doenças até o dia 9 de setembro. De acordo com o secretário de Saúde, Adriano Catapreta, a cidade tem uma cobertura vacinal de um pouco mais de 70% para a polio, o que causa preocupação, pois o ideal é um índice de 95%. “Quando a doença não aparece há mais de 30 anos, as pessoas dão uma relaxada, o que pode ser perigoso. Por isso, é fundamental os pais procurarem as policlínicas para vacinarem as crianças”, ressaltou.

Todas as policlínicas de Santos estão disponíveis para a vacinação contra a poliomelite e outras doenças. As unidades funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

No dia 20 de agosto (sábado) irá acontecer o Dia D de Vacinação. “Será uma data especial, a Secretária de Saúde e a Prefeitura montarão um grande esquema de logística, com postos externos para alcançar o maior número de pessoas. Além disso, é essencial ter campanhas de conscientização nas escolas, visando atingir as crianças”, salientou o secretário.

Para receber a vacina, é necessário apresentar documento com foto, comprovante de residência no Município e a carteirinha de vacinação.

Dessa forma, as crianças de 1 ano de idade a menores de 5 anos, que estão com o esquema vacinal contra a poliomielite incompleto, devem tomar as doses faltantes. Por sua vez, aquelas com esquema completo (doses recebidas aos 2, 4 e 6 meses de vida) recebem uma dose extra.

A campanha de multivacinação tem como foco todas as crianças e adolescentes (até 15 anos de idade) que estejam com doses de vacina em atraso. Portanto, as vacinas disponíveis, a depender da idade, são: hepatite A e B, pentavalente, pneumocócica 10 valente, poliomielite (oral e injetável).

E ainda: rotavírus, meningocócica, febre amarela, tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba); Além disso, DTP, varicela, HPV, dupla adulto e meningocócica ACWY. “Quem está com alguma vacina atrasada, procure uma policlínica, é importante que todos se protejam”, finalizou.

Covid-19

Catapreta também falou sobre a vacinação contra a Covid-19 na cidade. Nesta semana, Santos iniciou a imunização para as crianças de 4 anos e ampliou a oferta para a segunda dose adicional para pessoas com mais de 35 anos. O intervalo entre a primeira dose adicional e a segunda é de 122 dias.

“A nossa maior preocupação é ampliar a imunização com a primeira e segunda dose adicional. Felizmente, o cenário da pandemia mudou em relação aos anos de 2020 e 2021, mas para o índice da Covid-19 não voltar a aumentar e impactar o sistema de saúde, é necessário que as pessoas tenham conscientização”, enfatizou.

Para se ter uma ideia, mais de 90% dos municípes tomaram as duas doses da Covid-19. Entretanto, o índice caiu para 72% na primeira dose adicional e só 58% dos indivíduos que já podem receber a segunda dose adicional voltaram aos postos.

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