Dia sem Carro

21 DE SETEMBRO DE 2018

Baixada Santista tem quase 6 mortes no trânsito por semana

Em média, ocorrem 5,5 mortes por acidente no trânsito da Baixada Santista por semana. A média regional é maior que a paulista. Desde 2015, já foram 1.040 mortes entre motoristas, ciclistas, pedestres e motociclistas.

Por: Fernando De Maria

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Neste sábado (22), comemora-se o Dia Mundial Sem Carro.

Ótima data para reflexão de uma triste realidade: a violência no trânsito.

A despeito dos números terem caído nos últimos anos ainda chama a atenção a quantidade de vítimas fatais.

São motoristas, motociclistas, pedestres ou ciclistas que perderam a vida nos últimos anos.

Além disso,  a Baixada Santista  tem números preocupantes.

Na região, foram 1040 vítimas fatais desde que foi implantado o Infosiga – sistema de acompanhamento de acidentes no Estado de São Paulo (2015 até agosto passado)

Uma média de 5,4 mortes/semana (ou 0,77/dia).

 

Acidente com motos estão entre os casos mais frequentes de vítimas fatais

Números superiores

Os números de vítimas no trânsito na Baixada Santista são superiores à média estadual.

Apesar da população da região representar 4% do total paulista, o total de ocorrências com vítimas fatais nas nove cidades da Baixada Santista chega a 5% de todo o Estado.

Outro indicador que chama a atenção: no mesmo período pesquisado, foram 20.985 mortes no Estado de São Paulo.

Na comparação com a população do estado, conforme o IBGE, (45.538.936), a proporção é de 46 vítimas fatais por cada 100 mil paulistas.

Já a Baixada Santista, a proporção entre a população e o total de mortes no trânsito é de 56,25 vítimas fatais a cada 100 mil habitantes – 22% a mais.

Apenas São Vicente teve um indicador proporcional menor (39/100 mil).

 

Acidente de ônibus na Mogi-Bertioga provocou 18 mortes, contribuindo para o aumento de casos fatais na região. Foto: Divulgação/PMB

 

A maior é Bertioga, com 152/100 mil.

O número foi impulsionado pela tragédia envolvendo estudantes universitários que vinham de universidades de Mogi das Cruzes.

Eles moravam em São Sebastião.

Porém, o  ônibus que os transportava perdeu o controle na Mogi-Bertioga e ceifou a vida de 18 jovens em junho de 2016.

Outras cidades também superam a média: Cubatão (74/100 mil habitantes), Guarujá (49/100 mil), Itanhaém (73/100 mil), Mongaguá (61/100 mil), Peruíbe (62/100 mil), Praia Grande (62/100 mil) e Santos (47/100 mil).

 

Acidentes fatais no trânsito: média semanal é de mais de 5 por semana na Baixada Santista. Arquivo/Manuela Andrade

 

Acidentes de trânsito crescendo

Apesar da queda nos números nos últimos três anos (ver quadro abaixo), a média de acidentes fatais nos oito meses de 2018 já é superior à média na comparação com 2017.

Naquele ano,  menos casos foram registrados dentro do período pesquisado.

Em 2017, a média mensal era de 21,9 casos, bem menor que em 2016, com 25,58.

Até agosto, a média, somada, chega a 22,37 mortes/mês na Baixada Santista.

Cidades ajudam a alavancar este índice mortal.

Cubatão, por exemplo, registrou 26 mortes no trânsito ao longo de 2017.

Somente nos oito primeiros meses deste ano, 23 mortes foram registradas, o mesmo volume de todo o ano de 2015.

Guarujá já registra 24 mortes em 2018.

Isso porque a cidade viu uma queda substancial de vítimas fatais em 2017 (foram 49 em 2015, 54 em 2016 e 30 no ano passado).

Afinal, mesma situação ocorre com São Vicente, que chegou a ter 50 mortes em 2016.

Isso porque viu reduzir para 30 no ano passado, mas até agosto passado já registrou 28 casos fatais.

 

 

 

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