Levantamento

Baixada Santista tem 49 obras públicas atrasadas ou paradas

Guarujá lidera o ranking, com 16 obras interrompidas, seguida por Itanhaém (12), São Vicente (6), Santos e Peruíbe, com 5 cada. Praia Grande e Bertioga não aparecem na lista.

06 de agosto de 2019 - 18:42

Da Redação

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O cidadão que passa em frente a uma obra pública e se depara com a situação de abandono ou apenas uma placa informando sobre um eventual início das obras, sem que um tijolo seja colocado, não se surpreende.

Afinal, levantamento do Tribunal de Contas do Estado aponta 1.591 obras paralisadas e atrasadas no Estado.

Somados, os investimentos previstos ultrapassam R$ 49,5 bilhões.

São obras municipais, com recursos próprios, mas também estaduais e federais.

Na Baixada Santista, são 49 obras interrompidas ou paralisadas em sete das nove cidades da região.

Praia Grande e Bertioga não contam com interrupções em seu cronograma de trabalho, segundo o órgão estadual.

 

Obras na Lagoa da Saudade foram interrompidas. Foto: Divulgação

Ranking

Guarujá lidera o ranking com 16 interrupções.

São 13 atrasadas e 3 paradas, com obras de revitalização de áreas públicas e até reforma e adequação do estádio Antonio Fernandes.

A praça esportiva recebeu mais de R$ 12 milhões para reformas antes da Copa do Mundo de 2014 por ter abrigado a seleção da Bósnia.

A seguir, surge Itanhaém, no litoral sul paulista, com 12 interrupções, sendo 8 obras atrasadas e 4 paralisadas, segundo o Tribunal de Contas.

Todas voltadas para melhorias em equipamentos urbanos em geral.

Com 6 obras interrompidas (4 paralisadas por completo e 2 atrasadas), São Vicente vem na sequência.

Assim, obras como unidades de Saúde (Nova São Vicente e Samaritá, por exemplo), além da UPA do Humaitá ainda estão longe de atender a população, em bairros bem populosos de São Vicente.

Santos e Peruíbe, com cinco interrupções cada, surgem na sequência.

Em Santos, um exemplo, segundo o Tribunal de Contas, está na reurbanização da Lagoa da Saudade.

Além disso, estão na lista também atrasos com o projeto Calçada para Todos em ruas da Cidade.

E ainda: vedação da cobertura de vidro do prédio do Museu Pelé e reurbanização da Avenida Francisco Ferreira Canto.

Conforme o TC, são 3 obras paralisadas e 2 atrasadas.

Mesma situação de Peruíbe, cujos investimentos estão interrompidos em áreas como habitação e educação.

Com 3 obras atrasadas, a população de Cubatão aguarda a construção da ciclovia sobre o canal da Avenida Henry Borden e  de unidades habitacionais.

Por fim, Mongaguá, com 2 obras atrasadas, fecha a lista.

São intervenções para restauração de passeio da orla da praia.

Confira o mapa de obras paralisadas neste link.

 

São Paulo

 

Segundo levantamento realizado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP), o Estado de São Paulo  possui mais de 1.500 obras paralisadas e atrasadas.

Além disso, os números apontam que o montante de recursos públicos envolvidos, entre obras nos municípios e de competência do Estado, ultrapassa o valor de R$ 49 bilhões.

Com base em dados atualizados até o dia 30 de junho de 2019, a soma do valor inicial dos contratos iniciais chega ao total de R$ 49.565.465.035,29.

No 1º demonstrativo realizado entre fevereiro e março deste ano, foram consultados 4.474 órgãos jurisdicionados nos municípios e Estado.

Eles informaram que, no atual quadro, foram computadas 1.677 obras – R$ 49.644.569.322,13.

O novo balanço revela que desse número inicialmente registrado, 233 foram concluídas, 43 retomadas e 190 novos empreendimentos acrescentados nos dados, o que representa um total de 1.591 no Estado.

 

Mais Caras

Do total de obras paralisadas, 268 são de responsabilidade do governo do Estado e possuem um valor médio de R$ 46.038.895.033,38.

Dessa forma, as 5 (cinco) maiores contratações estão localizadas na capital e envolvem mobilidade urbana.

Os recursos das contratações iniciais foram alocados na construção da Linha Laranja do Metrô.

E ainda: nas obras do Monotrilho – Linha 15-Prata e na Linha 17-Ouro/Mobilidade Urbana: R$1.392.401.780,00 (valor inicial do contrato)

 

Mais Atrasadas

Além disso, o estudo também aponta os empreendimentos que se encontram atrasados nos municípios.

Dentre eles está o caso de Penápolis – obra mais demorada a ser concluída no estado paulista -, que envolve urbanização, regularização e integração de assentamentos precários.

Prevista para ser finalizada em 2009, o valor inicial de contrato foi de R$ 1.838.261,80.

A construção de ciclovia em Cubatão e construção de escola do Ensino Infantil em Sagres estão entre as 3 (três) obras mais caras do Estado.

Os aportes iniciais foram de R$ 804.467,94 e R$ 1.257.527,79, respectivamente.

 

Mapa Virtual de Obras

O TCE disponibilizou uma ferramenta que permite ao cidadão verificar a relação de todas as obras que se encontram atrasadas e/ou paralisadas nos municípios e no Estado.

O infosite ‘Mapa Virtual de Obras’ dá a opção para o internauta ‘navegar’ por meio de um mapa do Estado.

E assim, localizar, de forma interativa, as obras que se encontram com problemas de execução contratual.

Pela interface, o usuário pode, ainda, efetuar pesquisa utilizando campos específicos para determinar a localização da obra.

Além disso, sua classificação e situação em que se encontra, a origem dos recursos disponibilizados.

E ainda: dados da contratante e os motivos da paralisação e/ou atraso.

O mapa ainda disponibiliza gráficos que apontam as principais fontes de recursos dos empreendimentos.

E ainda: a classificação das obras por áreas temáticas (Educação, Saúde, Habitação, Mobilidade Urbana, Abastecimento de água e tratamento de esgoto e melhoria dos equipamentos urbanos).

Acesse o link.

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