Bertioga ganha certificação da ONU como cidade resiliente
Bertioga se junta a Santos e Guarujá, na Baixada Santista, como uma cidade resiliente, ou seja, é um Município que tem a capacidade de resistir, absorver e se recuperar de forma eficiente dos efeitos de um desastre e de maneira organizada prevenir que vidas e bens sejam perdidos.
A cidade, agora, faz parte da Campanha Construindo Cidades Resilientes, da Estratégia Internacional para a Redução de Desastres (EIRD), da Organização das Nações Unidas (ONU), que no Brasil foi implantada por uma iniciativa da Secretaria Nacional da Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional.
O documento foi assinado pelo prefeito de Bertioga, na terça-feira (1º), ao lado do secretário de Segurança e Cidadania e do diretor da Defesa Civil. Para o prefeito, equivale a dizer que a Cidade adotou um compromisso em torno de práticas de desenvolvimento sustentável, diminuindo as vulnerabilidades e ampliando a percepção de riscos de toda a população.
“A adesão de Bertioga a este programa mundial, além de tornar a Cidade um município seguro, atrai mais investimentos, uma vez que empresas buscam estados e cidades resilientes para se instalar. São Paulo é o Estado com mais municípios resilientes do Brasil e Bertioga, agora, fará parte desse seleto grupo”, afirmou o prefeito.
De acordo com a ONU, ser uma cidade resiliente requer uma união de esforços entre o governo local e a sociedade civil. O objetivo é aumentar o grau de consciência e compromisso em torno das práticas de desenvolvimento sustentável, como forma de diminuir as vulnerabilidades e propiciar o bem estar e a segurança dos cidadãos. No Brasil, 168 cidades já foram certificadas pela ONU.
O certificado é concedido às cidades que se comprometem a investir em iniciativas que aumentem a eficiência das ações da Defesa Civil. “Para recebimento do certificado assumimos o compromisso da campanha para redução dos desastres e alcançamos os 10 passos colocados como metas pelo programa. Agora, temos o compromisso de passar para a ONU as informações referentes ao andamento da campanha. A fiscalização é feita para saber se o Município continua trabalhando nas ações propostas após o recebimento do certificado”, disse o diretor.
Entre os passos estão: a criação de programas educativos e de capacitação em escolas e comunidades locais, o cumprimento de normas sobre construção e princípios para planejamento e uso do solo, os investimentos em implantação e manutenção de infraestrutura que evitem inundações e o estabelecimento de mecanismos de organização e coordenação de ações com base na participação de comunidades e sociedade civil organizada.