PCC

Com Operação Colorido, Gaeco mira tráfico na Baixada Santista

No período do monitoramento do grupo, identificou-se envolvimento a aquisição de mais de R$ 200 mil em entorpecentes oriundos de Corumbá (MS), rota do tráfico de cocaína.

18 de novembro de 2020 - 19:50

Da Redação

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou nesta quarta-feira (18/11) com apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo (2º CPChoque), a Operação Colorido, visando a desarticular um grupo dedicado ao tráfico de drogas.

Trata-se de desmembramento da Operação Fast Track, deflagrada simultaneamente na capital, om o objetivo de desarticular a célula jurídica da organização criminosa autodenominada Primeiro Comando da Capital (PCC).

No curso das investigações, apurou-se que, após a transferência de F.G.S., vulgo “Colorido” ou “Azul”, para o sistema penitenciário federal, ele designou W.N.B., vulgo “Bel” ou “Bolacha”, para cuidar de seus negócios relacionados ao tráfico de drogas.

A autorização foi transmitida por meio de uma advogada, alvo da operação deflagrada na capital.

Assim, no período do monitoramento do grupo, identificou-se seu envolvimento com a aquisição de mais de R$ 200 mil em entorpecentes oriundos de Corumbá (MS), rota do tráfico de cocaína.

“Bel” atuava em sociedade com C.C.S.C., vulgo “Binho”, e ambos ainda contavam com a participação das respectivas companheiras para a movimentação dos valores relacionados ao comércio dos entorpecentes.

Por sua vez, além de atuar no tráfico de drogas, “Bel” exerce a função de apoio da sintonia final do PCC, estando, portanto, próximo ao mais alto escalão da organização criminosa.

 

Tráfico de drogas, algo frequente na região.

 

Colorido, do PCC

“Colorido”, por sua vez, é um dos primeiros integrantes do PCC.

Ele foi preso em 2001 após uma investigação da Polícia Civil identificá-lo como gerente na receptação de cargas de armas a serem utilizadas em grandes assaltos, principalmente a bancos.

Já em 2019, “Colorido” recebeu condenação a 36 anos de prisão por envolvimento em homicídios.

O homem é considerado como um dos principais líderes da organização criminosa, exercendo a função de sintonia final, o que motivou sua transferência para o sistema penitenciário federal em fevereiro de 2019.

Assim, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e quatro de prisão temporária nas cidades de São Vicente, Santos e Praia Grande.